Sharivan escreveu:Kkkkkk!
Quanto a questão do tópico, penso que já responderam: um profissional leva muita vantagem sobre um leigo "valente", sem falar que, hoje em dia, além da evolução atlética e técnica do esporte, o corte de peso dos atletas está muito elevado e, por conta disto, se tornou até comum um cara que naturalmente lutaria nos médios estar lutando nos leves, ou seja, em off o atleta é muito maior do que nas competições. Mesmo se considerando apenas o peso da categoria numa situação fática, pô, não dá para o "porradeiro" não: velocidade, agilidade, gás e reflexo de um profissional estão em outro patamar; o porradeiro "nem vê a cor da bola", sem falar que a técnica, lógico, também faz muita diferença. Não fosse o bastante, há ainda o fator psicológico: a maioria dos "porradeiros" iria amarelar logo no primeiro soco ou low kick "bem dado" pelo profissional... Poxa, imaginem, se até alguns profissionais se encolhem quando começam a tomar atraso, quem dirá um valentão de rua.
Há que se falar, contudo, que não estamos tratando de uma ciência exata, ainda mais quando envolve rua - e até por isso que, desde já, digo que o tópico é sim interessante - , e, convenhamos, até mesmo um profissional pode se ver numa situação onde a extrema diferença de peso e/ou tamanho acabe se tornando fator decisivo. Por exemplo, se por uma razão ou outra um lutador leve acabe acuado e tome um ou dois "swingões" limpos de um cara de 100kg, pô, pode e deve dar ruim para o profissional sim. Quer dizer, embora a regra seja favorável ao profissa, não podemos desprezar que a exceção é totalmente possível sim.
A maioria dos exemplos mostram que o profissional tende a passar o carro, menciono, inclusive, o próprio caso que originou a famosa expressão "zuluzar", onde a lenda russa, Fedor Emelianenko, apesar de ser um peso pesado, era menor e bem mais leve que o oponente, o brasileiro Zuluzinho, no entanto, simplesmente brutalizou o filho do Rei Zulu. Entretanto, como já falaram, algumas lutas do Bob Sapp (antes das fanfarronices) deixam bem claro que tamanho importa sim, tal qual as já comentadas lutas contra o mito do K1, Ernesto Hoost - eu mesmo sou da turma que até hoje não digeriu as duas derrotas do Hoost para o americano; o próprio "Mr. Perfect" jamais se conformou com os dois nocautes sofridos diante de um cara tão crú quanto o Sapp, deixando transparecer que foram, talvez, as maiores decepções em toda a sua vitoriosa carreira - contra um já experimentado e absurdamente resistente Minotauro, que, apesar da derrota, deu um enorme calor no brasileiro que, por sinal, confessou ter apagado em alguns momentos da luta, tamanho o castigo; e, também, vencendo outra lenda do K1, o francês Jerome Le Banner, que é enorme mas na ocasião não deu conta da "ogrice" do Sapp.
Alguns eventos japoneses, como o saudoso Pride, por conta do apego a certas "bizarrices", acabou gerando inúmeros exemplos do que pode ocorrer entre um leigo/semi-leigo/porradeiro contra um profissional menor, e, vale dizer, não só com resultados favoráveis aos profissionais, mas, considerando o que já vi, ouvi e li, no geral, fico com a minha posição inicial, ainda mais hoje em dia com toda a evolução do esporte: um profissional leve tende a massacrar um simples "porradeiro", mesmo que este seja mais pesado. Já deram a letra, um brigador de rua não tá acostumado com a pressão que um profissional tende a impor e ainda ficaria frustrado logo de cara ao ver que o que funciona contra um leigo não funciona contra quem luta de verdade.
Só discordo, em partes, do caso das lutadoras femininas: a diferença de força e explosão entre um homem e uma mulher é muito grande. Concordo que uma Cris Cyborg da vida bate tão pesado quanto muito homem e passaria a carreta na maioria dos leigos ou até em muitos porradeiros pouco maiores do que ela, mas mesmo ela teria enormes dificuldades contra um homem realmente maior/mais pesado querendo arrancar a cabeça dela. Não vou nem falar em Gadelha e outras menores... Eu mesmo já treinei com lutadora (de Muay Thai, ela devia ter no máximo uns 70kg...), e, apesar de ser outro nível em relação ao que se está acostumado em se tratando de mulheres - não tem nada a ver com aquela imagem pronta de uma mulher que soca toda desengonçada - , devo dizer que os meus 100kg faziam muita diferença e eu sentia que, se eu soltasse a mão, não dava pra ela não. Detalhe que eu sou mero praticante. Também já treinei Jiu Jitsu com mulher, não era lutadora profissional mas competia, vinha com tudo para o rola e você, homem, tinha que pegar leve. É natural, a diferença física pesa demais. Agora, uma lutadora como a "Gabizord" que tende a ser maior do que muito homem e tá entupida de testo, pelo menos no chão vai complicar para geral! Até o Wand passou sufoco ali, kkkk! Porém, até pra ela, em pé, a conversa muda, afinal, ela balançou no Rizin para mulher bem menor e praticamente leiga, quem dirá um homem. Já quando treinei com caras bem mais leves que eu mas que competiam, aí sim o caldo engrossava. Meu professor de Muay Thai já lutou MMA (inclusive já venceu cara que foi do UFC...) e mesmo eu sendo maior e bem mais pesado, não dava pra mim não. Enfim, quero dizer que no caso das mulheres, com todo respeito as lutadoras profissionais, as coisas mudam.
Perfeito



