
Gilbert Durinho enfrenta o polonês Lukasz Sajewski nesta quinta-feira (Foto: Getty Images)
Adversário de Gilbert Durinho nesta quinta-feira, no “UFC: Dos Anjos x Alvarez“, em Las Vegas (EUA), Lukasz Sajewski não é um total desconhecido para o brasileiro. Certa vez, em um tour pela Europa dando seminários de jiu-jítsu, o atleta da Blackzilians recebeu o polonês como aluno e chegou a ir para o tatame com o lutador. Sem lembrar muito sobre as qualidades de Sajewski no solo, Durinho disse acreditar que o confronto de estilos é favorável e que a intenção é finalização no máximo no segundo round, mas garantiu que não vai menosprezar o oponente e citou Luke Rockhold, na luta contra Michael Bisping, quando perdeu o cinturão do peso-médio, como exemplo de como não se portar em uma luta.
– O seminário estava lotado, foi bom pra caramba, ele foi rolar comigo. Mas não menosprezo ninguém. Nós rolamos, mas não lembro bem. Dei uns 15 rolas, mas lembro que os caras eram duros, fortes, tinham gás, movimentação boa. Não vou dar uma de Rockhold, não. São dois leões e recebe quem está mais faminto. Acabou que dei um treino, no final fomos comer, ele explanou que queria lutar no UFC também. Perguntei a categoria, ele explanou que era a mesma que a minha. Mas tinha tanta gente no seminário que nem lembro do rola com ele. Mas só nos conhecemos, nada demais. É um pouco mais baixo que eu, um cara bem tranquilo, meio gordinho, estava meio fora de forma na hora, não é aquele cara com a envergadura do (Alex) Cowboy. Olhei as medidas, vi que era baixinho, mas é duro, tem muito gás, bota pressão e combina trocação, chute e trabalha parte de queda. Acho que o jogo casa bem pra mim. Meu plano é botar pressão, trocar com ele, mas não vou querer inventar. É trocar um pouco, colocar pra baixo e usar a parte de chão. Quero sufocar e finalizar no primeiro ou, no máximo, segundo round – afirmou, em entrevista ao Combate.com.
Em novembro do ano passado, Durinho sofreu sua primeira derrota no MMA, após bater seus 10 primeiros oponentes. Na ocasião, foi dominado por Rashid Magomedov e perdeu por decisão unânime. Desde então, não entrou de novo no octógono e declarou que nunca havia ficado tanto tempo sem atuar, mas considerou a pausa positiva para corrigir algumas falhas em seu jogo.
– Primeira vez (que fico tanto sem lutar). Na real, eu queria ter lutado faz tempo, me deram data de março ou abril na época. Queria fazer três, quatro lutas por ano, bater recorde, lutar cinco vezes, sou muito ativo. Foi bom para desenvolver coisas novas, corrigir algumas falhas. Tentei identificar bastante meus erros, sou um cara que peguei essa essência do kickboxing, então fico um pouco mais plantado, com a defesa na guarda, mas com a luva pequena é diferente. Trabalhei muito minha parte de movimentação na trocação. Trabalho de jogo de pés específico, de movimentação, bastante boxe, fazendo muita escola de combate, muita manopla, saco, repetição. Outra coisa que mexeu no meu jogo e estou sentindo diferença é a parte de fazer muita transição, misturar trocação com wrestling, combinação com a queda. É uma coisa que estou fazendo muito e sentindo melhoras, vou apostar muito nisso na minha luta. Não só como era antigamente, jogando golpes de louco e tentar a baiana de maluco. É uma parte que o Dominick Cruz faz muito – analisou.
Além das brechas no jogo que disse ter corrigido, Durinho também considera que foi afetado pela pressão de entrar no top 15 com a vitória, aliada ao fato de atuar em casa, já que o evento foi em São Paulo.
– Senti muito por ter sido em casa e por aquela pressão de estar invicto e não querer perder. Vi que meu oponente entrou no top 15, tinha essa coisa de quem entraria, eu estava perto, foi muita pressão que teve e acaba que só conseguimos ver certas coisas após da luta, após de algum tempo, vendo a luta de novo com os técnicos. Ninguém gosta de perder, mas temos que ser inteligentes. A derrota vem para tirarmos nosso melhor daquela situação. Perdi posições de jiu-jítsu, wrestling, troquei quando não era para trocar, tomei muito golpe e não respondi. Muitos erros que hoje em dia vão ajudar muito na evolução, na próxima luta, na parte psicológica, para ficar mais tranquilo, sem pressão quando lutar em casa. Tive um aprendizado muito grande na derrota. Foi um mal que veio para o bem – concluiu.
UFC: Dos Anjos x Alvarez
7 de julho, em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO (até agora):
Peso-leve: Rafael dos Anjos x Eddie Alvarez
Peso-pesado: Roy Nelson x Derrick Lewis
Peso-meio-médio: Alan Jouban x Belal Muhammad
Peso-leve: Joseph Duffy x Mitch Clarke
Peso-meio-médio: Mike Pyle x Alberto Mina
Peso-leve: John Makdessi x Mehdi Baghdad
Peso-galo: Anthony Birchak x Dileno Lopes
Peso-leve: Gilbert Durinho x Lukasz Sajewski
Peso-galo: Marco Beltran x Reginaldo Vieira
Peso-meio-médio: Vicente Luque x Alvaro Herrera
Peso-galo: Felipe Sertanejo x Jerrod Sanders
Peso-galo: Pedro Munhoz x Russell Doane
Fonte: http://boainformacao.com.br/2016/07/nao ... m-polones/



