Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

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Snickt
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Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

Mensagem por Snickt » 10 Mar 2015 16:56

Inspirado em BJ Penn, guianês deixa oficina e ganha espaço no Brasil

Carlston Harris é apelidado de Moçambique porque, ao chegar na RFT, se destacava nos treinos físicos por sua velocidade. Lutador disputa semi do GP do XFC no sábado
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Carlston Harris tem o apelido de Moçambique, nasceu na Guiana e vive no Brasil. Esta frase, por si só, já é capaz de despertar a curiosidade sobre a história dele. E realmente a história de Moçambique é interessante. O guianês de 27 anos veio ao Brasil pela primeira vez em 2005, mas voltou rápido para o seu país. Dois anos depois, retornou para terras tupiniquins e não saiu mais. E foi através de um DVD com lutas de BJ Penn, ex-campeão do UFC, que resolveu abandonar o emprego que tinha em uma oficina mecânica em Manaus e foi parar no Rio de Janeiro para treinar MMA na Renovação Fight Team (RFT). Atualmente, está na semifinal do GP de meio-médios do XFC, evento internacional que fará a sua nona edição consecutiva no Brasil no próximo sábado.

A primeira vinda ao país foi para ir até Boa Vista (RR), onde ficou por dois meses. A viagem foi boa, e Carlston Harris planejou conhecer Manaus em 2007. A ideia era apenas passear, mas ele gostou tanto que resolveu ficar. Conseguiu um emprego de mecânico de automóveis e começou a treinar boxe. Na academia, conheceu um rapaz que treinava luta livre e que o levou para conhecer a modalidade. Também gostou e passou a praticar ambas. Mas sua vida só mudou mesmo quando assistiu a um DVD com lutas de BJ Penn, em 2010. Ali descobriu o que realmente queria para o seu futuro e resolveu correr atrás de seu objetivo.

- Quando vi as lutas do BJ Penn, falei: "Rapaz, acho que esse negócio é maneiro". Perguntei para meu professor em Manaus, Junior Lopes, se ele não sabia onde tinha academia para atletas profissionais, porque em Manaus eu treinava uma vez ou outra. Ele é amigo do mestre Cromado (treinador da RFT), que me chamou para vir para cá - explicou, em entrevista ao Combate.com.

No dia 5 de janeiro de 2011, Harris chegou ao Rio, ainda sem o apelido de Moçambique. Passou a morar no alojamento da academia, que fica na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, bairro da Zona Sul da cidade. A recepção na RFT foi positiva, e o lutador se entrosou rapidamente com os novos companheiros.

O mestre Cromado me recebeu de braços abertos, e estamos aí até hoje. Desde o começo todos me receberam bem e me ajudaram muito. Todos lá são parceiros, unidos, então fica até difícil dizer quem é melhor amigo, porque não tem um mais amigo que o outro. Quando um precisa, a galera está junta, ajuda nos treinos, um precisa do outro.

O clima bom entre os lutadores da academia acabou lhe rendendo rapidamente o apelido de Moçambique. A ideia foi de Julian Jabbá, que percebeu a velocidade de Harris nos treinos físicos, e o chamou assim pela primeira vez.

- Esse apelido surgiu logo que cheguei no Rio. A gente sempre ia fazer algumas corridas, e eu corria muito rápido. Aí o Jabbá falou: "Esse cara deve ser de Moçambique". Colocaram o apelido em mim e ficou até hoje. Sou conhecido no mundo da luta como Moçambique - contou.
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COMEÇO DIFÍCIL E REVIRAVOLTA

Sem experiência de MMA, especialmente na luta de solo, Moçambique sofreu no início. Depois de fazer uma luta amadora, ele migrou para o profissional, mas o começo passou longe de ser dos melhores. Logo na estreia, foi superado por Christiano Marques por decisão dividida, no AFC, no dia 8 de outubro de 2011. Menos de dois meses depois, no dia 3 de dezembro, voltou ao cage e, desta vez, saiu com seu braço erguido após finalizar Bruno Renascer no Beija-Flor Fight Combat. Mas voltou a sair derrotado no seu compromisso seguinte, no Shooto, em 10 de março de 2012, quando perdeu para Fernando Bruno por decisão unânime.

A partir deste dia, Moçambique não sentiu mais o gosto amargo da derrota. Foram quatro triunfos seguidos para o atleta de 27 anos, que faz questão de deixar claro que sabe que sua carreira ainda está apenas no início. Eu seu último confronto, bateu Ariel Jaeger por decisão unânime em sua estreia no XFC, garantindo vaga na semifinal do torneio, no qual enfrentará Paulo Cesar dos Santos para tentar chegar na decisão.

- Estou bem focado no meu treinamento, está intenso como sempre. Para entrar lá, não pode entrar mais ou menos. Tem que estar bem física e psicologicamente. Pelo pouco que conheço do meu adversário, sei que ele é bem explosivo, tem um físico forte, mas nada disso me intimida. Quando estou bem treinado, entro apenas pensando em fazer bem o meu trabalho - disse Carlston, que se define "como um lutador completo, tanto no alto, como no chão", acrescentando que sua deficiência era o chão, mas que melhorou muito e consegue aplicar bem esse estilo de jogo atualmente, tendo conquistado inclusive a faixa roxa de luta livre na RFT.

MMA AINDA NÃO É ÚNICA FONTE DE RENDA

Que Moçambique faz o que gosta atualmente, não há do que duvidar. Mas o MMA ainda não é a única atividade do guianês, que precisa fazer outras atividades para complementar a sua renda. Otimista, ele garante que as coisas vão melhorar, mas mostra pés no chão ao dizer que não será de uma hora para outra. Ao falar sobre qual é o seu sonho hoje, mostrou respeito ao XFC, evento do qual é contratado, ao não citar nome de nenhuma outra organização.

- Eu sou meio ligeiro. É uma forma de dizer. Consigo me virar, faço um bico aqui, outro ali, faço segurança de vez em quando, dou aula na academia, algumas aulas fora também. Eu me viro até as coisas melhorarem. Confio em mim e sei que vão melhorar. Nada acontece de um dia para o outro. Leva tempo. Você tem que saber o que você quer. Acredito em mim e estou caminhando. Hoje em dia estou em um evento bom, o XFC, e vou disputar um torneio de semifinal do XFC dia 14 de março. Meu grande sonho - sei que é o de todos os atletas - é um dia ser campeão e ficar entre os tops. Meu sonho é esse. Ser campeão do mundo um dia.

Fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... rasil.html" onclick="window.open(this.href);return false;

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AEGIS
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Re: Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

Mensagem por AEGIS » 11 Mar 2015 01:03

Guerreirasso... esse é virador
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Codeço
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Re: Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

Mensagem por Codeço » 11 Mar 2015 13:16

Fiz quase um ano de boxe na turma dele. Cara gente boa demais, na verdade a maioria ali na RFT são maneiros.

As aulas deles eram divertidas, ele tem um sotaque muito engraçado.
Era uma turma as 7hs da manhã, ninguém tava lá pra sair na porrada ou competir, era bem descontraído.
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LGVB
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Re: Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

Mensagem por LGVB » 12 Mar 2015 12:31

Vitor Codeço escreveu:Fiz quase um ano de boxe na turma dele. Cara gente boa demais, na verdade a maioria ali na RFT são maneiros.

As aulas deles eram divertidas, ele tem um sotaque muito engraçado.
Era uma turma as 7hs da manhã, ninguém tava lá pra sair na porrada ou competir, era bem descontraído.
Boa. Dá pra falar das habilidades do cara? Era esforçado, se destacava de alguma forma mesmo? Abraço.
Float like a butterfly, sting like a GGG.

I'd like to take this chance and apologize... to absolutely NOBODY!

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Codeço
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Re: Inspirado em BJ Penn, guianês ganha espaço no Brasil

Mensagem por Codeço » 12 Mar 2015 15:33

Cara, bem esforçado e disciplinado.
O Cromado elogiava ele bastante. A parte de boxe é bem desenvolvida, rápido, boa esquiva. Trabalha melhor com os braços que chutando.
Na época era azul de luta livre, mas nunca vi treinando chão. Não posso falar nada...
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