Aos 24 anos, a americana Julianna Peña entrou para a história do UFC como a primeira mulher a vencer uma edição do reality show do evento, o The Ultimate Fighter. Considerada a zebra durante toda a 18ª temporada do programa, Peña venceu todas as oponentes na casa e nocauteou Jessica Rakoczy na final, em dezembro de 2013.
O bom desempenho rendeu à Peña um lugar no ranking das 15 melhores pesos-galo (61kg) do UFC, posição promissora em uma categoria com escassez de desafiantes, já que a campeã Ronda Rousey está perto de limpar a divisão. No entanto, o futuro brilhante da lutadora levou um golpe quando, em janeiro do ano passado, ela sofreu uma séria lesão.
Peña estava escalada para enfrentar a brasileira Jéssica ‘Bate-Estaca’ no UFC 171, em março, mas, em um incidente durante uma sessão de treinamentos, a atleta rompeu três ligamentos do joelho e sofreu danos no menisco. Depois de passar por cirurgia, as perspectivas para a atleta não eram animadoras. As mais otimistas diziam que ela poderia voltar em dois anos, mas, no pior dos casos, a atleta poderia estar prestes a se aposentar.
Pouco mais de um ano depois, a campeã do TUF 18 provou que superação é um de seus pontos fortes. A ‘Megera Venezuelana’ está escalada pra enfrentar Milana Dudieva no card do UFC Fight Night 63, em 4 de abril, apenas 13 meses depois de sofrer a terrível lesão – bem menos tempo que o inicialmente esperado.
“As estimativas foram feitas com base em uma pessoa comum. Eu não sei o que significa desistir e não havia nada que me fizesse pensar em não fazer o que eu amo pelos próximos dois anos. Eu trabalhei duro, fiz tudo o que os médicos me recomendaram, e me sinto ótima por finalmente voltar ao octógono, que é meu lugar”, disse a lutadora em conversa com a reportagem da Ag. Fight.
Mesmo parada há mais de um ano, a lutadora segue no ranking de sua divisão, ocupando o 13º lugar. Sempre mostrando segurança, a atleta garante que o tempo longe não atrapalhou sua trajetória na organização e aproveita para se comparar à campeã.
“Desde que eu comecei a levar os treinos a sério, tenho acabado com todas as minhas oponentes. Só há outra garota na divisão fazendo isso. Eu não me considero a zebra, mas sim uma finalizadora e a favorita. Depois que eu bater a Dudieva, seguirei em frente na divisão”, disse.
Apesar da confiança de Peña, é outra mulher que está ganhando destaque na categoria. Invicta e com três triunfos na organização, Bethe Correia está fazendo uma forte campanha para lutar pelo título, e a própria Rousey já declarou que gostaria de enfrentá-la em sua próxima luta. Ainda assim, Peña insinuou que a brasileira ainda não fez nada que pudesse chamar sua atenção.
“Eu não sei quem é essa. Provavelmente é alguma outra garota que gosta de fazer headlocks. Quem é Bethe Correia?”, questionou.
Com cinco vitórias e duas derrotas no cartel, a jovem atleta não escondeu a ansiedade em voltar ao cage, e prometeu mostrar serviço.
“Parece que eu desperdicei um ano com essa lesão. Eu estava em uma boa fase vinda do TUF 18, então será divertido lembrar a todos que eu ainda estou aqui, faminta como sempre”, disse.




