VagabondMusashi escreveu:Mas Arnold realmente é um cara incomum.... o cara foi dotado de um dom muito especial: visão. Pra ele, a distância entre "querer" e "conquistar " sempre foi mínima. A vontade dele jamais fraquejou pois ele via o objetivo, por mais distante que fosse, como algo claro e bem ali diante dos olhos dele.
Alguém disse "se quiser ir pra América, basta levantar peso pra caralho e sofrer por alguns anos" e a resposta dele foi "só isso? vambora". E fez. Cortando batatas no exército austríaco, absolutamente SEGURO de que iria ser famoso e rico, bastava ralar pra caralho e fazer o que fosse preciso.
Quando chegou nos EUA disseram que pra ser rico bastava trabalhar, empreender, estudar e investir. Ele pensou "só isso? vambora" e fez. Dormia 6 horas por dia (porque dormir 8 horas pra ele é desperdício) e vivia pra isso. Da academia ia direto pra casa embalar produtos pra vender por correio, posar pra ensaios pra marketear os produtos. Dormia num apê minúsculo e vagabundo. Passava a tarde fazendo muros, como pedreiro mesmo, depois ia direto pra academia e de lá pra faculdade. Dormia de 11 da noite, acordava às 5 da manhã, e repetia tudo de novo. Pra ele era fácil, pois ele tinha a visão, era quase previsível como jogar um videogame. Acho que ele jamais duvidou de si mesmo na vida. Não precisava de amigos, de família, de apoio de ninguém. Sozinho ou acompanhado, tanto fez. Podia ser o mundo contra ele que sua visão não titubeava. Isso é algo excepcional
A visão dele é um dom de um em um bilhão. O cara jamais fraquejar, não importa quão distante ou impossível pareça, é algo incrível. Sempre que disseram pra ele que era impossível, ele tocava o foda-se. Fortão freak, com sotaque e um nome bizarro virar estrela de Hollywood? Agentes riram na cara dele. Ele nem aí.
Governador da California? Ha! Nunca na vida, disseram. Só que ele foi lá e fez.
Tenho um livro sobre a vida dele. Arnold cresceu na pobreza pós-guerra. Na casa dele mal tinha água para o banho e ele vendia picolé no verão para juntar uns trocados. Ele via nos EUA a possibilidade de crescer por méritos próprios, o que nunca teria na Áustria. Quando começou a carreira em Hollywood, abriu mão de pressionar por salários mais altos nos primeiros filmes, pois queria ser lembrado em projetos futuros. Não fazia continuações, pois o segundo filme geralmente era feito apenas para lucrar, deixando de lado a preocupação com qualidade e reduzindo os custos(o Conan é um exemplo dessa prática na época).