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Goiaba escreveu:Queria escutar o inglês da galera que ta criticando o sotaque... So não tem soque quem aprendeu ingles quando criança.
É normal ter sotaque, o importante é falar certo e fazer as pessoas te entenderem.
Típico caso de preciosismo, a menos que tu sejas cantor ou ator. Como a caralhada de bandas inglesas que emulam sotaque estado-unidense: se lhe é economicamente vantajoso, ótimo; senão, foda-se. Aliás, coisa mais bisonha é americano tentando falar qualquer outra coisa que não tenham aprendido bebês... O "R" trinado, presente em vários idiomas, esqueça! Só sabem repetir o r feito um mugido. Por experiência própria, não raro é mais fácil entender um mexicano falando espanhol do que um português falando nosso idioma rapidamente; se for da região de Figueira da Foz você fica perdido.
Parabéns àqueles que dominam a intrincada gramática portuguesa.
“There was some one thing that was too great for God to show us when He walked upon our earth; and I have sometimes fancied that it was His mirth.”
G.K. Chesterton, Orthodoxy.
Eu sempre me preocupava muito em tentar fazer com que minha pronúncia nas línguas que eu estudei parecessem o máximo possível com a dos "nativos". Porém, tive um professor de francês que me mostrou que essa preocupação é bem menos importante do que outras. Em primeiro lugar, assim como no Brasil, a maioria das pessoas de todos os países (povão) comete erros graves de gramática quando fala. Basicamente, querer falar como eles seria o mesmo que algum estrangeiro aprender a falar a língua do morro do rio, com direito ao sotaque carioca, abreviações, gírias etc. É até interessante conseguir entender esse pessoal falando, mas é muito melhor falar com um sotaque carregado e até mesmo com algumas palavras com sonoridade estranha do que cometer erros graves da gramática local. É mais vergonhoso não saber a gramática do que falar bem as palavras e falar igual a alguém do gueto, sem instrução. Esse meu professor de francês, por exemplo, mora há 30 anos no Brasil e ainda tem um sotaque carregadíssimo, todavia, entende de nossa gramática mais do que 99% dos brasileiros. Constrói as frases com perfeição, embora com alguns raciocínios típicos da língua francesa (ele fala "hoje à noite farei meus cães passearem", é engraçado). Em compensação, pega um sujeito igual ao Erick Jacquin...o cara mora há duzentos anos no Brasil e fala tudo errado. Isso não tem nada a ver com o sotaque, é até um desrespeito com o país que o acolheu. A propósito, considero um certo "viralatismo" querer imitar tão bem o sotaque alheio. Os estrangeiros vem aqui e fazem questão de manter seu sotaque de origem, principalmente os franceses e italianos. Não tem nada de errado nisso, geralmente o pessoal "nativo" acha legal.
Essa Bel Pesce tem um problema grave ao falar, ela fala muito rápido pra pouco conhecimento da língua. Isso é bem normal em pessoas que começam a avançar no aprendizado de algum idioma, mas tem que ser evitado. O sujeito acha que falar rápido demonstra conhecimento, mas, na verdade, o mais difícil é falar devagar com tudo certinho. Pra piorar, esse tipo de vício é bem difícil de corrigir depois de adquirido.
ceis tão de piada se acham que isso tá ok, que falar desse jeito tá bom... imaginem alguém de fora que sabe falar português, mandando todas as palavras atropeladas, com quase zero de preocupação com uma pronúncia minimamente correta das palavras
tão maluco, torna a compreensão muito mais difícil
Montfort escreveu: Por experiência própria, não raro é mais fácil entender um mexicano falando espanhol do que um português falando nosso idioma rapidamente; se for da região de Figueira da Foz você fica perdido.
Verdade. Tenho um vizinho português, um senhor já idoso, que adora conversar. O problema é que eu não entendo metade do que ele fala; quando nos encontramos em metade da conversa eu fico só balançando a cabeça.
VagabondMusashi escreveu:Pronto, só aplicar essas manhas aí que falei e tchan. Todo mundo do BJJ agora fez intercambio nos EUA no High School.
Qual o macete pra o "th" iniciando pronomes ou terminando numerais?
General Moscardo escreveu:Essa Bel Pesce tem um problema grave ao falar, ela fala muito rápido pra pouco conhecimento da língua. Isso é bem normal em pessoas que começam a avançar no aprendizado de algum idioma, mas tem que ser evitado. O sujeito acha que falar rápido demonstra conhecimento, mas, na verdade, o mais difícil é falar devagar com tudo certinho. Pra piorar, esse tipo de vício é bem difícil de corrigir depois de adquirido.
Discordo, general. Acho que ela tem um sotaque bem carregado pra quem mora há tanto tempo nos EUA, mas daí a dizer que ela tem "pouco" conhecimento do idioma... também não, né?
E esse jeito rápido de falar é o natural dela, as entrevistas em português são do mesmo jeito.
"O Senhor é a minha força e o meu escudo; Nele o meu coração confia, e Dele recebo ajuda." Sl 28:7
Ela fala português muito carregado também, ao ponto de ser engraçado para quem não está acostumado. Pra uma pessoa tão cosmopolita o importante é se fazer entender, penso eu.
Soothsayer escreveu:Cara, pelo menos pro meu ouvido, o som de "these/those" puxa pro V. Assim como na conjunção although. Nos ordinais me dá a impressão de t mudo.
Ô loco. D vá lá, mas V ...
Agora o tal do "tsu" com s cuspido, nunca cheguei nem perto de ouvir. Aqui é "tchu tchu" desde sempre.
“There was some one thing that was too great for God to show us when He walked upon our earth; and I have sometimes fancied that it was His mirth.”
G.K. Chesterton, Orthodoxy.
Desviando o assunto inglês da Bel e voltando ao tópico...
Vocês tem ideia de quanto dinheiro esses empreendedores de palco levantam por ano? Semana passada conheci alguém da equipe de um deles... Um dos mais famosos, mas que segundo a pessoa "Não está entre os 3 que mais faturam".
O cara levanta entre 20 e 25 milha por ano, apenas vendendo "cursos" online, com conteúdo chupado de vários livros e nada que seja realmente inovador. O maior custo dele é com propagando no facebook (entre 1 e 1,5milhão por ano) e o segundo é a equipe, que tem cerca de 30 pessoas. Ou seja, um cara desse tá levando perto de 20milha/ano pro bolso.
O brasileiro tem uma preocupação excessiva com a pronúncia. 99% dos gringos que moram aqui há vários anos falam com sotaque carregado. Até mesmo povos que conhecem mais a nossa língua, como pessoas de outros países que falam português e espanhol. O brasileiro, talvez por uma questão de se sentir inferior por ser estrangeiro, faz questão de falar igual aos gringos. Já conversei com um 2 professores de inglês que deram aula e outros países e eles disseram que só aqui viram essa preocupação.
Voltando ao tema do tópico. Peguei para ler, por curiosidade, aquele livro do Flavio Augusto, da Geração Valor. Eu sou pé atrás com aquele cara, apesar de ele ser bem sucedido. Fiz inglês no Wise-up com a promessa de uma metodologia diferente e, sinceramente, não vi nada demais. O livro é um desfile de clichês (tenha uma meta, afaste-se das pessoas negativas, não viva para pagar as contas, etc). Tudo muito bonito no papel, mas quem se dá bem nisso tudo é ele, que vende esse tipo de sonho. Trata-se de um Lair Ribeiro renovado, mas ele ao menos tem histórias de sucesso.
VagabondMusashi escreveu:Nao, meu bom homem, não é. Ela explicitamente diz que o som é uma combinacao dos sons "tssss" e "u". O que te soa como o chiado na verdade é o ts sendo cuspido fora mas não é de maneira alguma um tchu.
Por outro lado, se o teu ouvido não pega, então não ha muito mais o que fazer nao. Certos sons sao assim mesmo. Um amigo tailandes tentou me ensinar certas coisas e o que pra ele era muito diferente, pra mim eram dos sons identicos.
Os gringos aqui não ouvem a diferença entre "vovô" e "vovó". Deixa eles doidinhos!
Porra ! finalmente peguei ... o lance é falar tipo cuspindo o ts ... TSuuuu. A língua bate no céu da boca e nos dentes da frente, achei bem sutil a diferença namoral.