Assunção ataca Garbrandt e Cruz e se põe à disposição para disputar o título
Enviado: 05 Jun 2017 09:44
Assunção ataca Garbrandt e Cruz e se põe à disposição para disputar o título
Peso-galo brasileiro diz que não gosta do campeão por sua postura fora do octógono, e acha que ex-campeão escolhe quando quer lutar por ser uma estrela de TV
Normalmente comedido e avesso a dar declarações fortes, o peso-galo pernambucano Raphael Assunção deixou um pouco a discrição de lado na entrevista dada após o UFC Rio 8, no último domingo. O lutador, atual número 1 do ranking da categoria, falou sobre o panorama da sua divisão de peso e se posicionou sobre a tentativa de TJ Dillashaw de tentar buscar o cinturão peso-mosca. Assunção também falou sobre o atual campeão, Cody Garbrandt, de quem disse não gostar pela atitude fora do octógono, e do ex-campeão Dominick Cruz, a quem acusa de fazer o próprio calendário de lutas por ser uma estrela das transmissões da TV americana.

- Eu acho que não conseguiria bater o peso (nos pesos-moscas). Se ele (Dillashaw) consegue bater o peso e derem a luta para ele, ele pode tentar, boa sorte pra ele. Em termos da categoria, é menos um para eu chegar à disputa de cinturão. O campeão, não curto muito o jeito que ele age, é um valentão, um falso humilde, mas é um grande lutador. E não tem mais ninguém. O Dominick só quer lutar se for pelo cinturão; agora que ele é personalidade da TV, só luta com quem ele quer, parece que ele está mandando no calendário de lutas. Eu trabalho pro UFC. Eles marcam a luta, se eu estiver bem pra lutar, o calendário é deles, eu respeito a companhia. O Dominick Cruz, parece que o calendário é dele, ele diz com quem deve lutar, então eu devo ser o próximo.
Perguntado sobre a sua posição na divisão, Assunção relembrou que já fez lutas duras e que está à disposição para lutar contra quem for. O pernambucano lembrou que todos os que estão próximos a ele no ranking têm algum problema, e brincou, dizendo que talvez precise fazer aulas de teatro para poder ser lembrado para as grandes lutas.

- A campanha está meio morna, mas acho que trilhei o caminho, acumulando todas minhas vitórias, os caras que eu já enfrentei… É complicado, eu tenho uma personalidade que, humildemente falando, (as pessoas dizem que) “Ah, você é muito bonzinho”. Mas acho que, no papel, está dito já. O Marlon era um “hype” e eu era o azarão nesta luta, ele vinha de 13 vitórias consecutivas. Eu tinha vencido o Sterling, que estava numa sequência tremenda, lutei contra outro brasileiro, o Pedro Munhoz, que está numa sequência super boa no UFC agora… O que mais eu tenho que falar? Talvez eu tenha que fazer escola de teatro e começar a fazer palhaçada… Acho que já trilhei o caminho da minha disputa de cinturão. O campeão agora se machucou, o TJ Dillashaw quer descer de categoria, o Dominick Cruz não quer lutar... Eu luto, então.
Raphael Assunção analisou sua luta contra Marlon Moraes, que fechou o card preliminar do UFC Rio 8. Para ele, sua vitória foi clara, mas revelou sempre ficar apreensivo com o que os juízes laterais decidirão.
- Eu acho que ganhei a luta. Acho que controlei mais o centro do octógono. Mas as opiniões dos juízes às vezes são diferentes, é difícil de explicar como eles veem a luta. Eu acertei dois overhands de direita por cima (no fim do primeiro round), mas não quis me antecipar muito, porque ele tem um cruzado bem forte. Quem já tomou deve saber. Eu não estava muito interessado em descobrir mais. Não queria me por em risco, ele é um lutador muito compacto. Já treinei com o Marlon antes, uns cinco anos atrás, acho. Ele tem uma característica bem compacta, é muito duro de botar pra baixo. É um cara forte. Ele me surpreendeu, os chutes dele eram mais fortes do que eu pensava.

Sobre as vaias que os fãs deram a ele e a Marlon Moraes durante a luta, Assunção explicou que, às vezes, uma atitude que aparente que os atletas estão evitando o embate muitas vezes são tentativas de achar ângulos e brechas na defesa do adversário.
- Às vezes, pendulando e tentando encontrar (espaço), parece que a gente não quer lutar, mas na verdade estamos tentando encontrar o tempo dos golpes. Eu comecei a trocar de base por esse motivo também. A estratégia para esta luta não era trocar de base, mas eu tenho trocado de base justamente para isso, pra você ir aperfeiçoando a base oposta e ir encontrando mais ângulos.
Fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... nal-sportv
Peso-galo brasileiro diz que não gosta do campeão por sua postura fora do octógono, e acha que ex-campeão escolhe quando quer lutar por ser uma estrela de TV
Normalmente comedido e avesso a dar declarações fortes, o peso-galo pernambucano Raphael Assunção deixou um pouco a discrição de lado na entrevista dada após o UFC Rio 8, no último domingo. O lutador, atual número 1 do ranking da categoria, falou sobre o panorama da sua divisão de peso e se posicionou sobre a tentativa de TJ Dillashaw de tentar buscar o cinturão peso-mosca. Assunção também falou sobre o atual campeão, Cody Garbrandt, de quem disse não gostar pela atitude fora do octógono, e do ex-campeão Dominick Cruz, a quem acusa de fazer o próprio calendário de lutas por ser uma estrela das transmissões da TV americana.

- Eu acho que não conseguiria bater o peso (nos pesos-moscas). Se ele (Dillashaw) consegue bater o peso e derem a luta para ele, ele pode tentar, boa sorte pra ele. Em termos da categoria, é menos um para eu chegar à disputa de cinturão. O campeão, não curto muito o jeito que ele age, é um valentão, um falso humilde, mas é um grande lutador. E não tem mais ninguém. O Dominick só quer lutar se for pelo cinturão; agora que ele é personalidade da TV, só luta com quem ele quer, parece que ele está mandando no calendário de lutas. Eu trabalho pro UFC. Eles marcam a luta, se eu estiver bem pra lutar, o calendário é deles, eu respeito a companhia. O Dominick Cruz, parece que o calendário é dele, ele diz com quem deve lutar, então eu devo ser o próximo.
Perguntado sobre a sua posição na divisão, Assunção relembrou que já fez lutas duras e que está à disposição para lutar contra quem for. O pernambucano lembrou que todos os que estão próximos a ele no ranking têm algum problema, e brincou, dizendo que talvez precise fazer aulas de teatro para poder ser lembrado para as grandes lutas.

- A campanha está meio morna, mas acho que trilhei o caminho, acumulando todas minhas vitórias, os caras que eu já enfrentei… É complicado, eu tenho uma personalidade que, humildemente falando, (as pessoas dizem que) “Ah, você é muito bonzinho”. Mas acho que, no papel, está dito já. O Marlon era um “hype” e eu era o azarão nesta luta, ele vinha de 13 vitórias consecutivas. Eu tinha vencido o Sterling, que estava numa sequência tremenda, lutei contra outro brasileiro, o Pedro Munhoz, que está numa sequência super boa no UFC agora… O que mais eu tenho que falar? Talvez eu tenha que fazer escola de teatro e começar a fazer palhaçada… Acho que já trilhei o caminho da minha disputa de cinturão. O campeão agora se machucou, o TJ Dillashaw quer descer de categoria, o Dominick Cruz não quer lutar... Eu luto, então.
Raphael Assunção analisou sua luta contra Marlon Moraes, que fechou o card preliminar do UFC Rio 8. Para ele, sua vitória foi clara, mas revelou sempre ficar apreensivo com o que os juízes laterais decidirão.
- Eu acho que ganhei a luta. Acho que controlei mais o centro do octógono. Mas as opiniões dos juízes às vezes são diferentes, é difícil de explicar como eles veem a luta. Eu acertei dois overhands de direita por cima (no fim do primeiro round), mas não quis me antecipar muito, porque ele tem um cruzado bem forte. Quem já tomou deve saber. Eu não estava muito interessado em descobrir mais. Não queria me por em risco, ele é um lutador muito compacto. Já treinei com o Marlon antes, uns cinco anos atrás, acho. Ele tem uma característica bem compacta, é muito duro de botar pra baixo. É um cara forte. Ele me surpreendeu, os chutes dele eram mais fortes do que eu pensava.

Sobre as vaias que os fãs deram a ele e a Marlon Moraes durante a luta, Assunção explicou que, às vezes, uma atitude que aparente que os atletas estão evitando o embate muitas vezes são tentativas de achar ângulos e brechas na defesa do adversário.
- Às vezes, pendulando e tentando encontrar (espaço), parece que a gente não quer lutar, mas na verdade estamos tentando encontrar o tempo dos golpes. Eu comecei a trocar de base por esse motivo também. A estratégia para esta luta não era trocar de base, mas eu tenho trocado de base justamente para isso, pra você ir aperfeiçoando a base oposta e ir encontrando mais ângulos.
Fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... nal-sportv