Belfort digere revés para Jacaré, mas crava: "Pior atuação da minha carreira"
Enviado: 22 Jun 2016 13:08
Há pouco mais de um mês, Vitor Belfort deixava o octógono do UFC 198, na Arena da Baixada, em Curitiba, derrotado por Ronaldo Jacaré em apenas 4m38s. Enfrentar um adversário qualificado deixa qualquer atleta sujeito ao revés, no entanto, a passividade do "Fenômeno" foi atípica: ele não acertou o oponente e sequer demonstrou a explosão característica dos primeiros rounds de suas lutas.
A performance aquém da habitual fez Vitor Belfort classificá-la como a pior de sua extensa carreira, iniciada em 1996 e composta por 37 confrontos. Em entrevista exclusiva ao Combate.com, ele explica que aguardou demais o momento certo - que acabou não aparecendo.
- Eu achei que o momento ia chegar, estava esperando. Às vezes, quando a gente espera demais, o cavalo selado está lá, mas não volta mais. O primeiro momento em que ele clincha, eu o tiro e, em vez de atacar, voltei para o meio. Faltou agressividade a mim no combate. Eu comecei sendo muito agressivo na minha carreira, depois passei a esperar, fiquei mais cirúrgico... tenho que atacar novamente. Se eu conseguir essa combinação, que é o que eu tenho de bom, que são os meus golpes, minha precisão, minha experiência... Quem não ataca é atacado. Foi a pior atuação da minha carreira.
Vitor Belfort deu os méritos da vitória a Jacaré, um dos candidatos ao posto de próximo desafiante ao cinturão, mas não soube explicar o porquê da falta de rendimento no cage.
- A minha leitura é que eu não coloquei em prática o que tenho. Entrei como se eu não fosse trabalhar. Há dias que você não vai ao trabalho, só que o meu dia mal no trabalho... não tem desculpa. Sem tirar o mérito do Jacaré. Ele efetuou uma estratégia muito boa, era a noite dele. Foi muito preciso naquilo que fez, mas eu não ataquei, eu não golpeei, não defendi. Tive muitos erros. No momento da luta eu vi que o golpe estava ali, mas eu estava esperando. O Jacaré foi eficiente nas quedas, no domínio no chão, eu não lutei. A sensação foi de que eu não tinha lutado. Todos os que estiveram comigo nesse último camp foram fenomenais, fizeram um grande trabalho. O lance é que o Vitor não apareceu. Não foi culpa do camp, foi culpa do Vitor.
Na próxima vou ser agressivo, ir para o ataque. Vou ter um pouco de Glover Teixeira. Vou ver se marco de ir lá visitá-lo. Pegar um pouco do mel dele (risos)
Vitor Belfort
Sem remoer o passado, o "Fenômeno" acredita que poderá repetir as atuações capazes de cunhar o apelido que o acompanha e tem o ímpeto ofensivo de Glover Teixeira como inspiração para retomar o rumo das vitórias.
- Já digeri a derrota. Quando vem eu dou uma estalada e digo: "Chega, já foi, já passou". É bola para frente. A gente tem que saber caminhar para frente e não para trás. O segredo eu tenho até aqui anotado: "Nunca deixe o sucesso entrar na sua cabeça e não deixe o fracasso entrar no seu coração". Então não pode remoer, a gente tem que colocar para fora. Como o próprio Michael Jordan falou, quantas vezes ele já deixou o time dele na mão, confiaram aquela bola... diversas. Então é isso, voltarei às minhas raízes, reconhecerei meus erros. Na próxima vou ser agressivo, ir para o ataque. Vou ter um pouco de Glover Teixeira. Vou ver se marco de visitá-lo. Pegar um pouco do mel dele (risos).
fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... reira.html
A performance aquém da habitual fez Vitor Belfort classificá-la como a pior de sua extensa carreira, iniciada em 1996 e composta por 37 confrontos. Em entrevista exclusiva ao Combate.com, ele explica que aguardou demais o momento certo - que acabou não aparecendo.
- Eu achei que o momento ia chegar, estava esperando. Às vezes, quando a gente espera demais, o cavalo selado está lá, mas não volta mais. O primeiro momento em que ele clincha, eu o tiro e, em vez de atacar, voltei para o meio. Faltou agressividade a mim no combate. Eu comecei sendo muito agressivo na minha carreira, depois passei a esperar, fiquei mais cirúrgico... tenho que atacar novamente. Se eu conseguir essa combinação, que é o que eu tenho de bom, que são os meus golpes, minha precisão, minha experiência... Quem não ataca é atacado. Foi a pior atuação da minha carreira.
Vitor Belfort deu os méritos da vitória a Jacaré, um dos candidatos ao posto de próximo desafiante ao cinturão, mas não soube explicar o porquê da falta de rendimento no cage.
- A minha leitura é que eu não coloquei em prática o que tenho. Entrei como se eu não fosse trabalhar. Há dias que você não vai ao trabalho, só que o meu dia mal no trabalho... não tem desculpa. Sem tirar o mérito do Jacaré. Ele efetuou uma estratégia muito boa, era a noite dele. Foi muito preciso naquilo que fez, mas eu não ataquei, eu não golpeei, não defendi. Tive muitos erros. No momento da luta eu vi que o golpe estava ali, mas eu estava esperando. O Jacaré foi eficiente nas quedas, no domínio no chão, eu não lutei. A sensação foi de que eu não tinha lutado. Todos os que estiveram comigo nesse último camp foram fenomenais, fizeram um grande trabalho. O lance é que o Vitor não apareceu. Não foi culpa do camp, foi culpa do Vitor.
Na próxima vou ser agressivo, ir para o ataque. Vou ter um pouco de Glover Teixeira. Vou ver se marco de ir lá visitá-lo. Pegar um pouco do mel dele (risos)
Vitor Belfort
Sem remoer o passado, o "Fenômeno" acredita que poderá repetir as atuações capazes de cunhar o apelido que o acompanha e tem o ímpeto ofensivo de Glover Teixeira como inspiração para retomar o rumo das vitórias.
- Já digeri a derrota. Quando vem eu dou uma estalada e digo: "Chega, já foi, já passou". É bola para frente. A gente tem que saber caminhar para frente e não para trás. O segredo eu tenho até aqui anotado: "Nunca deixe o sucesso entrar na sua cabeça e não deixe o fracasso entrar no seu coração". Então não pode remoer, a gente tem que colocar para fora. Como o próprio Michael Jordan falou, quantas vezes ele já deixou o time dele na mão, confiaram aquela bola... diversas. Então é isso, voltarei às minhas raízes, reconhecerei meus erros. Na próxima vou ser agressivo, ir para o ataque. Vou ter um pouco de Glover Teixeira. Vou ver se marco de visitá-lo. Pegar um pouco do mel dele (risos).
fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... reira.html