Re: Documentário da Netflix sobre elize matsunaga. Vamos debater sensatamente
Enviado: 13 Jul 2021 11:07
Não tem nenhum laudo aí bicho, pra que mentir? Um cara falar em depoimento que ela tem traços de psicopatia e um laudo são coisas diferentes. Assuma que errou, é mais bonito.VBB escreveu: 13 Jul 2021 10:55 https://oglobo.globo.com/brasil/presa-p ... a-25069388
Existem vários, vai encher o saco de bolsonarista que é mais divertido.
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Um outro argumento usado na Justiça para manter Elize longe da filha vem de um laudo psiquiátrico de 46 páginas, feito sob encomenda, descrevendo o seu perfil psicológico. O documento está anexado ao processo e é assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, um dos maiores especialistas em mentes criminosas do país. O GLOBO teve acesso às conclusões do médico, segundo o qual Elize seria uma presença “nociva” para a filha por ter “personalidade psicopática, sinônimo de personalidade antissocial”.
Traços de psicopatia
Um outro especialista já havia dito em depoimento que Elize tem traços de psicopatia. A conclusão saiu de uma análise do seu comportamento nos 17 dias decorridos entre o assassinato e a descoberta da sua autoria. Nesse ínterim, Elize fez duas sessões de terapia com a psicóloga Neusa Vaz Márcia, a quem associou o sumiço do marido a um possível sequestro ou fuga com uma amante. À polícia, na época das investigações, a terapeuta contou em depoimento que “Elize não tinha consciência pesada e nem demonstrava arrependimento do ato cometido. Hipótese diagnóstica: transtorno de personalidade dissocial, também conhecida como psicopatia”, descreveu a psicóloga. O parecer de Neusa também serviu de base para o laudo do psiquiatra.
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A pedido do Ministério Público, antes de ganhar a primeira saidinha da cadeia, Elize foi submetida a dois testes de Rorschach, um exame conhecido como teste do borrão e aplicado por psicólogos dentro da penitenciária. O método, reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), utiliza dez pranchas com imagens abstratas. Ao dizer o que vê nos borrões de tinta, o indivíduo acaba revelando o seu mundo privado ao ponto de expressar até sentimentos ocultos. A Justiça de São Paulo determina a aplicação desse teste em presos autores de crimes violentos contra membros da própria família para aferir se ele merece liberdade. Os resultados dos testes de Elize estão anexados em seu processo de execução penal e na ação judicial envolvendo a filha. Ambos correm sob sigilo. Num desses pareceres, ela também é descrita como psicopata, além de narcisista e manipuladora. “O desempenho da pericianda (Elize) foi semelhante ao de pessoas com padrão difuso de instabilidade dos afetos, da autoestima, das relações interpessoais. O teste revelou que ela busca atenção em excesso. Tem ainda impulsividade acentuada, o que é típico de transtorno de personalidade histriônica e narcisista”, diz um dos laudos.
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A pedido do Ministério Público, antes de ganhar a primeira saidinha da cadeia, Elize foi submetida a dois testes de Rorschach, um exame conhecido como teste do borrão e aplicado por psicólogos dentro da penitenciária. O método, reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), utiliza dez pranchas com imagens abstratas. Ao dizer o que vê nos borrões de tinta, o indivíduo acaba revelando o seu mundo privado ao ponto de expressar até sentimentos ocultos. A Justiça de São Paulo determina a aplicação desse teste em presos autores de crimes violentos contra membros da própria família para aferir se ele merece liberdade. Os resultados dos testes de Elize estão anexados em seu processo de execução penal e na ação judicial envolvendo a filha. Ambos correm sob sigilo. Num desses pareceres, ela também é descrita como psicopata, além de narcisista e manipuladora. “O desempenho da pericianda (Elize) foi semelhante ao de pessoas com padrão difuso de instabilidade dos afetos, da autoestima, das relações interpessoais. O teste revelou que ela busca atenção em excesso. Tem ainda impulsividade acentuada, o que é típico de transtorno de personalidade histriônica e narcisista”, diz um dos laudos.
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Quando foi questionada pelos peritos se está arrependida de ter matado e esquartejado o marido, Elize respondeu, aos prantos, que carrega “uma culpa muito grande” por ter matado Marcos e que também sofre de uma depressão profunda decorrente do crime praticado. “Essa autoimagem negativa é enganadora e típica da patologia do caráter (psicopatia)”, concluíram os especialistas que interpretaram as respostas dadas por Elize ao teste projetivo. Os laudos são assinados pelos peritos judiciais Cláudia Lúcia Calegari Teixeira e Ana Cristina Rezende, ambas psicólogas do Instituto Goiano de Avaliação Psicológica (IGAP), a maior referência em pesquisa e avaliação psicológica do país.