Re: Crise na USP
Enviado: 18 Nov 2014 09:29
Pois é.ska4fun escreveu:Privatizar resolve tudo. Hj temos telefonia de primeiro mundo em termos de qualidade. Internet 4G, tudo top.
Pois é.ska4fun escreveu:Privatizar resolve tudo. Hj temos telefonia de primeiro mundo em termos de qualidade. Internet 4G, tudo top.
Exato.Fu Manchu escreveu: Se comparar as faculdades privadas com as públicas em relação às pesquisas o negócio fica feio.
Tirando instituições religiosas, que têm ajuda do governo, quase nenhuma presta.
Privatizar não é solução pra ingerência, enquanto não percebermos que o problema está em nós e não nas instituições a coisa vai continuar a merda que tá.
Depende.Anônimo escreveu:CObrar mensalidade de quem pode pagar ou estabelecer critérios para que alunos que não concluem o curso tenham que indenizar a instituição, seria meio caminho andado. Já vi pessoas que começaram 3 cursos em univ. pública e não concluíram nenhum. Isso acontece porque não são cobradas mensalidades. Quero ver um FDP ficar "filosofando" sobre o que quer fazer da vida, na casa dos 30 anos, se tiver que pagar 2k de mensalidade.
Quando o Paul Mc Cartney veio ao Brasil pela primeira vez (1990), ao voltar de ônibus para casa, conheci um doido que estava estudando letras na UERJ desde 1976. Isso mesmo colegas floristas, o sujeito estava há 14 anos matriculado e não tinha se formado. Eis que um dos meus melhores amigos, na mesma UERJ, levou 16 anos para se formar em geologia. Não cobrar mensalidade gera esse tipo de distorção.
Se reduzirem o salário do pessoal técnico e básico, que não ganha bem como os professores, muita gente vai embora.liverblow escreveu:![]()
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2 ... 2018.shtml" onclick="window.open(this.href);return false;
Sim, mas creio que essas pessoas que citei deveriam ser cobradas. O fato de não ter custo imediato para estudar permite que muitas pessoas fiquem saltando de um curso para outro até encontrar aquilo que desejam fazer. Quem paga a conta é a sociedade. As mensalidades ajudariam muito nas despesas correntes das univs públicas. Muitas vezes falta toner para as impressoras.Dolan escreveu:
Depende.
Conheço gente que não concluiu o curso por vários motivos, desde aqueles retratados por vc como "filosofando sobre a vida aos 30..." até gente que teve de largar porque precisou voltar pra cidade natal e ajudar a família. Dos primeiros eu até concordaria com a ideia de cobrar algo da pessoa... mas e os outros? Cada caso é um caso.
Ah sim, nisso concordamos. Casos extremos tem de cortar mesmo, como esse que vc citou do professor.Anônimo escreveu:
Sim, mas creio que essas pessoas que citei deveriam ser cobradas. O fato de não ter custo imediato para estudar permite que muitas pessoas fiquem saltando de um curso para outro até encontrar aquilo que desejam fazer. Quem paga a conta é a sociedade. As mensalidades ajudariam muito nas despesas correntes das univs públicas. Muitas vezes falta toner para as impressoras.
Aqui na ANP nós fornecemos verbas para as universidades que têm bons projetos na área de petróleo. Esses dias um professor pediu para participar de um congresso nos EUA. Esses pedidos precisam ser aprovados com antecedência. Não sei como, mas a criatura queria viajar na classe executiva e conseguiu uma passagem por quase 25 mil reais. Isso mesmo, vinte e cinco mil reais. Professor, apesar do discurso do coitadismo, tbm apronta das suas.
Mas os dinossauros acabaram/ estão acabando, agora toda instituição federal dá um prazo máximo de integralização dos cursos, q são de no máximo 2,2 x +- o tempo normal previsto e isso para algumas engenharias mais pesadas.Anônimo escreveu:
Sim, mas creio que essas pessoas que citei deveriam ser cobradas. O fato de não ter custo imediato para estudar permite que muitas pessoas fiquem saltando de um curso para outro até encontrar aquilo que desejam fazer. Quem paga a conta é a sociedade. As mensalidades ajudariam muito nas despesas correntes das univs públicas. Muitas vezes falta toner para as impressoras.
Aqui na ANP nós fornecemos verbas para as universidades que têm bons projetos na área de petróleo. Esses dias um professor pediu para participar de um congresso nos EUA. Esses pedidos precisam ser aprovados com antecedência. Não sei como, mas a criatura queria viajar na classe executiva e conseguiu uma passagem por quase 25 mil reais. Isso mesmo, vinte e cinco mil reais. Professor, apesar do discurso do coitadismo, tbm apronta das suas.
Perfeito.Ittocs escreveu:
Mas os dinossauros acabaram/ estão acabando, agora toda instituição federal dá um prazo máximo de integralização dos cursos, q são de no máximo 2,2 x +- o tempo normal previsto e isso para algumas engenharias mais pesadas.
O problema do Brasil é q o trabalho de pesquisa ficou quase exclusivo das universidades públicas, faltam parcerias pp nas universidades para q ocorram pesquisas q gerem produtos e não fiquem apenas no âmbito academico.
Aki na UFMG eles estavam com um projeto d construção de um parque tecnologico na universidade, com a instalação de diversas empresas, incentivando tais parcerias, mas não sei pq não foi para frente da forma devida.
Agora duvido q esses entendedores de univ públicas e q defendem a privatização das mesmas tenha estudado em alguma delas. E querendo ou não as univ. públicas são um dos poucos serviços gratuitos oferecidos com qualidade no país, aki em BH não existe ( q eu saiba) nenhuma faculdade particular q ofereça algum curso com mais qualidade q a UFMG, existem alguns próximos mas nenhum melhor.
Sou eu mesmo.YAMAZAK1 escreveu:off: o anonimo é o kron?
Anônimo escreveu:Pois é, o caso desse prof que queria ir de classe executiva virou até motivo de piada aqui onde trabalho. Porra, o cara não tem noção. Imagino que se fosse para a Europa, ele iria querer ir de Concorde caso ainda existisse esta aeronave.
É por aí.250s escreveu:privatizar de forma alguma, mas acredito que as grandes universidades deveriam ser menos dependes de verbas públicas
sonho em um dia termos universidades auto suficientes, atraindo investimentos dos setores produtivos
universidades independentes e não escravas de pensamentos ideológicos dos governantes