Eu achei um post bem interessante a respeito do rebaixamento do Kvyat pra Toro Rosso e a promoção do Verstappen pra Red Bull. Diz que não foi só o acidente do russo que causou seu rebaixamento. Leiam só:
Red Bull sacrifica Daniil Kvyat para segurar Max Verstappen
Daniil Kvyat passou o domingo à noite em Sochi se engraçando com duas russas no palco de um karaokê. Estava se divertindo no final de um dia difícil, no qual tinha jogado fora na largada a sua chance de um bom resultado. Não só a sua, mas também a de seu companheiro de equipe e a de outro piloto da equipe “irmã” da Red Bull, a Toro Rosso.
Mal sabia ele que sua semana seria ainda pior.
Ninguém questiona sua culpa na confusão da curva 2 em Sochi. Ele mesmo admitiu ter bloqueado rodas na primeira freada e perdido o controle do carro. Mas o que impressiona mesmo é a segunda pancada, metros depois. Ele enche a traseira da Ferrari de Sebastian Vettel num ponto de aceleração. Mas é inegável que o alemão tirou o pé ali, assustado com Sergio Perez que vinha a seu lado e estava saindo de frente, entrando na trajetória que Vettel tomaria. Kvyat deveria estar atento a isso e errou, mas não foi uma batida imperdoável.
Fica a impressão que, para a Red Bull, foi. Afinal, apenas 18 dias depois do piloto russo conquistar um pódio incrível no GP da China, melhor resultado time do ano, ele é rebaixado para correr na Toro Rosso por conta de seus erros na Rússia. Uma medida que destrói sua reputação – e, na Fórmula 1, são raríssimos os casos de reputações destruídas que conseguem se recompor.
Mas o incidente em Sochi não foi o motivo da troca. Ele apenas abriu uma justificativa mais ou menos aceitável em público para fazer o que a Red Bull mais quer: inflar a carreira de Max Verstappen e segurá-lo no time com um contrato a longo prazo.
A Red Bull sabe que a chance de brilhar nas duas próximas corridas é grande. Na Espanha, o circuito de Barcelona premia um carro com boa aerodinâmica – e a do RB12 é a melhor do grid. Em Mônaco, o traçado travado requer um carro ágil em mudanças de direção, outro ponto forte do carro. E, nas duas pistas, o déficit na potência do motor não conta tanto.
A cereja do bolo: no Canadá, logo depois de Mônaco, a Renault vai introduzir uma grande atualização no motor, um ganho estimado em 30 cavalos ou mais. Ou seja, o calcanhar de aquiles do pacote da Red Bull deverá ser sanado e o time poderá buscar bons resultados em qualquer tipo de pista.
Dentro deste cenário, Max Verstappen certamente vai brilhar. O único risco que corre é ser totalmente destruído por Daniel Ricciardo, o que dificilmente vai acontecer. No ano passado, o próprio Kvyat terminou o Mundial à frente do australiano – que enfrentou muito mais azares, é verdade, mas a diferença de pontos entre eles seria pequena mesmo se Ricciardo tivesse somado os pontos que perdeu por problemas no carro.
Honestamente, para mim são os dois pilotos que saem perdendo nessa história. Kvyat vai precisar de um milagre para se reerguer depois desta rasteira que levou. E Verstappen, que vai brilhar nas próximas corridas, vai ficar preso a Red Bull, sendo que poderia muito bem se encaminhar para correr na Ferrari no ano que vem no lugar de Kimi Raikkonen. Meu palpite é que esta “chance” que estão lhe dando de correr na Red Bull – que certamente exige um novo contrato – inclui algumas cláusulas que o plantam bem firme na equipe austríaca.
Fonte:
http://blogdoico.blogosfera.uol.com.br/ ... verstappen