logan_rj escreveu:Victor trouxe um assunto importante e esses mulambos em vez de debater já vem com ofensas.
A espanholização das cotas é absurdo! A rede globo ta matando com alguns times com isso. Não pode flabosta e curinthians receberem 4 vezes o valor de outros clubes. Tem tanto modelo bom pra copiar como o alemão e o inglês e os caras aqui copiam o modelo que é chacota na europa inteira.
Coisas de país de petistas
Como já falaram anteriormente, a reportagem trazida pelo portal de torcedores do botafogo traz como tema principal a estrutura viciada de poder do futebol brasileiro que defende apenas interesses de dirigentes da CBF e federações estaduais. No meio da matéria, que já não era de um veículo de informação muito confiável, surge um suposto boato de um dirigente do Grêmio falando que pra Globo só interessa Flamengo e Corinthians. Se levarmos a sério esse boato, o entendimento mais razoável que podemos ter que economicamente interessante pra Globo quem realmente importa são os dois times de maiores torcida no país. Não vejo nada de muito absurdo nisso na ótica de uma empresa interessada em obter lucro.
O que poderia ser um tópico pra discutirmos estrutura do futebol brasileiro vira um espaço pra zoar vascaíno pelo título ridículo que ele dá ao tópico que poderia ser usado em aulas de redação como um exemplo de como não escolher o título de um texto. Como já disse anteriormente, achar que clube A ou clube B é responsável pelo atual estado do futebol brasileiro é infantilidade e delírio. Um pensamento desse só é interessante aos dirigentes que estão levando a falência o nosso futebol por tirar estes do foco das críticas.
Quanto à "espanholização" do futebol brasileiro, eu acho bom termos mais cuidado com esses nomes bonitos invetados por jornalistas. Não sou favorável ao atual sistema de cotas televisivas. Na minha opinião, a cota deveria ser a mesma para todos os clubes que atuam na primeira divisão em cada edição, mas o atual modelo está ainda bem longe do formato espahol. A seguinte notícia do portal IG que "denuncia a espanholização" pode ser vista também com um indicativo de um histerismo da imprensa esportiva brasileira:
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Na comparação com o Campeonato Espanhol, o que muda é a fórmula de negociação dos clubes com a TV. Mudanças estão sendo discutidas, mas, por enquanto, cada clube negocia suas cotas individualmente. Isso faz com que Barcelona e Real, recebendo 140 milhões de euros cada um, estejam muito à frente de todos os rivais. O terceiro colocado, Valencia, por exemplo, recebe 48 milhões, e cinco times recebem apenas 18 milhões de euros por ano.
Esse desequilíbrio acentuado dos gigantes espanhóis em relação aos seus rivais, aliás, é motivo de preocupação no Brasil. Não faltam alertas para o risco de Corinthians e Flamengo conseguirem repetir por aqui o domínio que se vê no país ibérico - antes do título do Atlético de Madri na última temporada, somente Barça e Real foram campeões no país por dez anos. Tudo, claro, graças à maior receita que conseguirão nos próximos anos por conta do tamanho de suas torcidas.
A partir de 2016, o previsto é que Corinthians e Flamengo recebam R$ 170 milhões de reais cada, o São Paulo receba R$ 110 milhões, Vasco e Palmeiras R$ 100 milhões cada, Santos R$ 80 milhões, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo R$ 60 milhões cada, e os outros integrantes do clube dos treze, R$ 35 milhões."
O que eu encontrei aqui na pressa são as projeções para 2016, mas de qualquer forma servem para avaliar que a diferença não é tão escandalosa quanto o histeriemo midiático afirma. Podemos ver que aqui no Brasil há escalões de times que recebem determinada cota televisiva que, como já disse antes considero injusta, mas ainda muito distante do que ocorre na Espanha onde a concentração das verbas aos dois clubes que lideram nas cotas televisivas, Real e Barça, se aproximam do triplo do Valência, o terceiro a receber mais dinheiro de tv. A diferença na liga espanhola segue despencando nos valores recebidos por A. Madri, o quarto no ranking de valores, Sevilla, o quinto, e assim por diante.
O sistema brasileiro não é o melhor, mas é fruto da desunião e cobiça dos grandes clubes brasileiros nas negociações individuais dos direitos televisivos e não de um plano malévolo que une Globo, Flamengo e Corinthians. Acredito que a responsabilidade destes dois clubes pelo atual modelo é tão grande quanto a de, pelo menos, São Paulo, Vasco e Palmeiras.
Cobiça e irresponsabilidades marcas da desunião dos grandes clubes nas negociações de cotas televisivas também sustentam o atual modelo que perpetua presidentes de federações estaduais e, por consequencia, a estrutura da CBF.