brunolobo escreveu:
pois é... acredito que ir contra essa merda contrarie os próprios princípios dessa religião nefasta.
Nunca gostei de discutir religião, pois considero uma questão de foro íntimo, mas depois de aprender um pouco sobre o islamismo, percebi que não dá para fugir do assunto. Em primeiro lugar, é errôneo considerar o Islam como "religião". A palavra árabe "din", que costuma ser traduzida como "religião" no Ocidente, e se refere ao islamismo, tem um sentido muito mais amplo. Trata-se de um sistema político, de uma filosofia, um modo de pensar, um conjunto de crenças, um sistema legal (Sharia), ou seja, uma norma de conduta integral. O proselitismo é regra. Não há a premissa de convivência com outras religiões.
Durante muito tempo, defendi e acreditei no mantra "o Islã é uma religião da paz", e que o problema se dava com o 'fundamentalismo'. Mas não funciona bem assim. De fato, a mensagem final é de paz, fundamentada em uma metafísica sofisticada, mas acima de tudo o Islam é um projeto global. Nesse ponto, todo muçulmano dito 'moderado' ou 'secular', assim como seus colegas radicais, ocupam uma função para a conquista de corações e mentes. Há uma dialética de 'morde e assopra', brigas empedernidas entre suas 'facções' (sunitas, xiitas, sufis etc.), mas tudo é feito da mesma matéria, a "submissão".
Assim, se o Ocidente quiser preservar sua identidade e suas 'conquistas', especialmente aquelas relacionadas aos 'direitos humanos' (essa coisa bem francesa), é preciso rever as bases da convivência com o Islam. Temos de pensar em outro paradigma. Na minha opinião, não é factível que um muçulmano tenha os mesmos direitos (ou até mais, nos lugares onde o multiculturalismo reina) que qualquer cidadão numa democracia ocidental, quando em TODOS os países islâmicos quem não é muçulmano é cidadão de segunda classe. A isonomia é uma premissa básica das relações internacionais, mas não está sendo aplicada neste caso.
Por fim, nunca é demais lembrar que Cristo foi um sábio andarilho que andava com 12 discípulos, mas Maomé era um guerreiro instalado numa cidadela, liderando um exército.