Sem dúvidas, sempre levo em consideração as opiniões do Slack, especialmente quando se trata de trocação, inclusive o russo é o lutador favorito dele no MMA na área de trocação. E concordo totalmente quando ele diz que o Fedor exemplifica perfeitamente o que é uma boa trocação, que é a habilidade de encontrar uma maneira, um jeito, de acertar um adversário que está se defendendo de todo jeito, não precisando ser tecnicamente perfeito, e que muitos que o são muitas vezes não conseguem nem acertar os seus adversários.Urubu Rei escreveu: Você leu o artigo do Jack Slack sobre o padeiro?
Nesse sentido que empregou não chego a discordar, mas em se tratando de trocação ele era relativamente básico em tudo o que fazia e foi a isso que me referi. Achava foda que ele sempre colocava muita potência em seus contra-golpes, não eram tão precisos nem técnicos, mas certamente perigosíssimos. Por vezes ele também mandava uns mata-cobras pra conter a ofensiva do oponente. Alguns de seus golpes com a mão o deixava consideravelmente exposto apesar da técnica que usava pra evitar isso, acho que faltou a algum adversário saber ler esse seu modus operandi e explorar outros ângulos de ataque.
Anderson e Lyoto, apesar de serem primordialmente contra-golpeadores, são muito bons no ataque e bem mais técnicos, imprevisíveis e versáteis que Fedor inclusive nisso. Aliás o Anderson era bem mais ofensivo antigamente e era insano pressionando e atacando, sua fase mais "conservadora" foi mesmo dentro do UFC. Lyoto também já foi mais ofensivo.
Ambos são Messis do MMA, que tem uma perna excepcional e a outra muito boa, rs. Fedor tinha uma trocação completa e eficiente, mas era básico e em alguns aspectos deixava a desejar tecnicamente. No entanto no que faltava técnica havia inteligência, acho que isso foi fundamental.
Quanto ao Anderson e o Lyoto, concordo que o primeiro tem um ataque muito bom, mas convenhamos que o grosso do seu jogo era os contra-ataques e o Lyoto nem precisa falar que 95% do seu jogo é baseado em contragolpes. Fedor era um lutador mais completo na trocação, porque ele não jogava quase que exclusivamente no ataque ou no contra ataque, mas sim nos dois e fazia muito bem nessas duas áreas, o que não significa também que ele era mais versátil que os dois citados.
