Re: "Eu como, bebo, fumo e cheiro", Morgan Freeman sobre mac
Enviado: 13 Mai 2015 05:11
Respeito os que apreciam a planta, mas o ideal seria uma postura mais ríspida de nosso estado no combate a qualquer fonte de vício.
https://forum.bjjforum.com.br/
Cara, pode falar um pouco mais sobre os pontos em negrito?viniciusfs escreveu: No Brasil rolou parecido, proibiram maconha junto com capoeira e candomblé, todos parte da cultura dos descendentes de negros africanos. Mais um jeito de controlar a população que queriam.
Os 70 anos de proibição e a propaganda negativa destruíram o que o homem sabia da planta. Ela esta na Bíblia, ela estava nas cordas dos navegadores que 'descobriram' a América, estava nas ruas como combustíveis que mantinham as lamparinas acessas, era papel, era comida, era tecido, era remédio descrito no mais antigo livro de medicina da humanidade e muito mais.
http://psicotropicus-blog.blogspot.com. ... x-sao.html" onclick="window.open(this.href);return false;The Griot escreveu: Cara, pode falar um pouco mais sobre os pontos em negrito?
besteira... a toxidade da maconha é muuuito menor que do alcool por exemplo, nunca foi registrada na história um caso de morte por maconhathiagobjj escreveu:
Com certeza, por isso q eu acho msm meio infantil achar que só descriminalizando o problema se resolve, o que não quer dizer q não tenhamos que começar a fazer alguma coisa.
Vejo de vez em quando um argumento que diz que se a maconha fosse liberada, ia entupir o sistema de saúde publico.
Ora, o sistema de saúde já é entupido e o atendimento é direito de qualquer um seja pelo motivo que for, então via de regra não irá mudar nada.
O Brasileiro precisa de educação, e não é a educação da escola. É educação de verdade, jogar lixo no lixo, ser educado no transito e na vida diária e saber conviver a respeitar os semelhantes. Antes de darmos qualquer passo em direção a essa educação, medida nenhuma vai resolver nada.
De onde vc tirou isso ?!marofa escreveu:
besteira... a toxidade da maconha é muuuito menor que do alcool por exemplo, nunca foi registrada na história um caso de morte por maconha
mas essa questão do povo brasileiro não ta preparado eu nunca entendi, se quiser resolver qualquer problema antes a gente precisa se tornar primeiro mundo?
Imagina o PCC, eles já tem os fornecedores, então fica fácil abrir lojas em nome de laranjas e continuar com o tráfico. Continuariam vendendo e dessa vez ganhando em duas frentes. Alem do poder de intimidar a concorrência, rsrs. talvez não em bairros nobres, mas nos de classe média e bairros pobres na minha forma de ver o tráfico vai continuar mandando.cunecao escreveu:Nada... Vários lugares venderiam, não sofreriam represálias não. O tráfico iria baixar o preço pq ia vender muitooo menos.
Desculpe a falta de conhecimento, mas pq a encheção de saco é menor se plantar em vaso?Garfield escreveu:Libera para plantar e ja era. Quero ver o PCC invadir a casa de todo mundo que tiver um pezinho
Obs. Dica aos amigos agricultores, nunca plantem direto na terra, sempre em um vaso, ai caso seis rodem a encheção é absurdamente menor (se for pouco quase inexistente nna real).
Thiago,thiagobjj escreveu:Essa história de prioridade, é balela.
O estado deveria ser capaz de dirigir todas as questões importantes.
Se a discriminalização não é prioridade eu também posso dizer que cota não é, bolsa família não é, fies não é e o que é prioridade é saúde, e vamos discutir só isso.
O poder público tem orgãos para todos estes assuntos, não há porque deixar de discutir um assunto em detrimento de outro.
Acho somente que o BR vai demorar mto a conversar sobre isso de maneira séria. O fato é que tem muita, mas muita, mas muita gente que fuma, mas aqui gostamos de parecer ser o que não somos. É um tipo de falso moralismo.
Enfim, acho que isso demora muito a acontecer. A unica coisa que pode ajudar, é o processo de descriminalização nos EUA, já que somos completos vira-latas e não tomamos nenhuma medida por nós mesmos, nós iremos copiar o que o americano faz. Assim como se lá proibirem de novo, será argumento para proibir aqui rs.
Sim concordo, você esta certo. Rabujice minha....SALINHO escreveu: Ele deveria pedir educação e saneamento básico num tópico sobre a legalização da maconha?
Num tópico sobre maconha o cara pedir a legalização da maconha mostra que isso é prioridade pra ele?
Garfield escreveu:
Mas a discussão da discriminalização das drogas percorre muitos destes temas.
Com a discriminalização diminuiria em muito os casos de violência urbana (como aconteceu agora no Uruguai). Con esta redução desincharia o serviço publico de saúde (não resolveria o problema mas ja melhoraria), com esta redução menos jovens largariam a escola para entrar no crime.
E mesmo se esta discussão não tivesse nada ver com isso, como que a discriminalização ia piorar o saneamento básico brasileiro, por exemplo? A galera ia começar a fumar mai maconha e esquecer de cagar no banheiro e iriam cagar nas ruas?
Garfield primeiro, me referi sobre a droga cannabis e não sobre o assunto voltado a regulamentação das drogas(cocaina, crack, ecstasy, heroína) assuntos esses totalmente distintos.Garfield escreveu:
Discordo completamente da questão da prioridade.
Um dos maiores problemas da América LatRina é a violencia urbana, muitos dos paises desta américa tem indices de violencia comparados a paíse em guerras declaradas.
E uma das grandes desta violencia é a forma falida que a gente trata a questão das drogas através da famigerada e inutil war on drugs.
E se violência urbana não é um assunto de grande prioridade eu realmente não sei mais o que é.
Vou colar um trecho do texto "Proibição da maconha no Brasil e suas raízes históricas escravocratas". Você pode ler ele inteiro nesse link: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index. ... /3953/2742" onclick="window.open(this.href);return false;The Griot escreveu: Cara, pode falar um pouco mais sobre os pontos em negrito?
Ao defender que determinadas raças carregavam características naturais dos criminosos, seu discurso pseudo científico criminalizou os negros, sua religião, sua cultura e, obviamente, o hábito de fumar maconha. Prova de que esse hábito foi trazido da África pelos escravos é que uma das mais conhecidas denominações da maconha era “fumo de Angola”. Deste modo, seu consumo era considerado um impulsionador da prática de condutas penais e seus consumidores, tidos como criminosos de antemão. Com a Abolição da Escravatura, esse pensamento viria auxiliar a controlar e reprimir a liberdade, de maneira que antigos escravos e seus descendentes foram criminalizados. Observem que a escravidão foi abolida em 1888, a República foi proclamada em 1889 e a sua Constituição entrou em vigor em 1891. Um ano antes mesmo de ser promulgada sua lei maior, a República tratou de instaurar dois instrumentos de controle dos negros em 1890: o Código Penal e a "Seção de Entorpecentes Tóxicos e Mistificação", a fim de combater cultos de origem africana e ao uso da cannabis, utilizada em rituais do Candomblé, considerado “baixo espiritismo”. Alguns anos depois, o psiquiatra Rodrigues Dória10 (1857-1958) teve grande influência na criminalização da maconha, chegando a associá-la a uma espécie de vingança de negros “selvagens” contra brancos “civilizados” que os haviam escravizado. Vejamos um fragmento de seu texto etnocêntrico, discriminando a cultura, a religião e o maravilhoso diálogo rimado da diversidade cultural brasileira dos negros, nativos e pobres:
...é possível que um individuo já propenso ao crime, pelo efeito exercido pela droga, privado de inibições e de controle normal, com o juízo deformado, leve a prática seus projetos criminosos . (…) Entre nós a planta é usada, como fumo ou em infusão, e entra na composição de certas beberragens, empregadas pelos “feiticeiros”, em geral pretos africanos ou velhos caboclos. Nos “candomblés” - festas religiosas dos africanos, ou dos pretos crioulos, deles descendentes, e que lhes herdaram os costumes e a fé – é empregada para produzir alucinações e excitar os movimentos nas danças selvagens dessas reuniões barulhentas. Em Pernanmbuco a herva é fumada nos “atimbós” - lugares onde se fazem os feitiços, e são frequentados pelos que vão aí procurar a sorte e a feliciadade. Em Alagoas, nos sambas e batuques, que são danças aprendidas dos pretos africanos, usam a planta, e também entre os que “porfiam na colcheia”, o que entre o povo rústico consistem em diálogo rimado e cantado em que cada réplica, quase sempre em quadras, começa pela deixa ou pelas últimas palavras de contendor (Henman e Pessoa Jr, 1986).
Para ter noção, o primeiro modelo produzido por Henry Ford era feito para usar bio combustível feito de óleo de canhamo (hemp para os gringos). As indústrias petroleiras tiraram o canhamo da jogada porque ele era muito mais produtivo e fácil de cultivar, um concorrente muito forte. O canhamo vira combustível com óleo das sementes processado que é bio diesel ou com o caule fermentado que vira etanol e metanol.Filipe escreveu:Vicinius, o óleo da maconha estava tomando o lugar dos combustíveis fósseis?![]()
N sabia dessa, isso é vdd?