Philly Shell escreveu:Bem, acho que uma coisa é o cara ser rico, mas mesmo assim ter várias conquistas na vida, batalhar e ser alguém sem precisar usar o nome dos pais. BJ Penn é um exemplo top. É um cara de família milionário, poderia ficar quieto e tocar os negócios familiares de boa, mas preferiu conquistar algo por mérito próprio e se tornou multi-campeão nas artes marciais. Ou saindo da parte esportiva, quantos filhos de médicos famosos que se tornam tão bom quanto o pai ou até melhor? Não tem pq sentir raiva de um cara desses. O foda é quando o cara consegue as coisas sem mérito. No mundo do direito rola muito. É o tal do pedigree juridico. São vários os advogados incompetentes que são podres de rico só por causa do sobrenome, pelo pai ser um notável na área. Isso é podre e triste. Quem é do direito conhece vários casos de estagiários incompetentes sendo protegidos por serem filho ou neto de alguém famoso no meio jurídico. Quando se forma, colocam de sócio. Isso é uma merda. Não tenho empatia com um cara como o Thor Batista, que é um sujeito sem talento algum, um vagabundo, que é notório por ser filho de uma pessoa rica. N é dor de cotovelo, nem inveja. Se fosse, ficaria puto com td herdeiro rico e n tenho isso. Me incomoda, sim, o fato do cara ser rico sem méritos e usar isso para se dar bem. Já o cara rico q n usa isso como sua única virtude tem meu respeito, q n vale nada hj em dia haha.
Tbm já pensei dessa forma, velho. Tbm ficava puto com isso no meio jurídico.
Mas hoje penso diferente. Acho que essa visão de desprezar aqueles que prosperam sem mérito, ou por mérito dos pais, vem da idéia de um mundo meritocrático. O que é totalmente fora da realidade, infelizmente. Na minha visão, não importa se você tem méritos, se você trabalha mais que todo mundo, é mais inteligente etc. As coisas são como são, e ninguém dá a mínima pro seu esforço ou dedicação. O negócio é você estar bem preparado, ter disposição pra correr atrás, não ter medo de se arriscar nem de se expor, e algum dia, TALVEZ, você vai se defrontar com uma boa oportunidade e vai se dar bem. E aí, no topo, vai poder tbm usar seu poder e influência pra elevar o status dos seus filhos e netos. Infelizmente a realidade é essa, e o que me revolta é que a gente só aprende depois de velho, já tendo desperdiçado alguns bons anos produtivos na direção errada.