joaotavares escreveu:Obrigado, Molecula.
Que ofensivo, que nada. Nem se preocupe.
Então, amigo. Claro que o ônus da prova é de quem defende a existência. Mas a questão é que os estudiosos da área já provaram a existência sob inúmeros argumentos. Exemplos: depoimentos de historiadores não cristãos como o de Josefo e Tacitus; os depoimentos cristãos e os evangelhos e as epístolas de Paulo (que falava sobre Jesus em cidades em que o próprio Jesus esteve anos antes e que ainda mencionou em uma de suas cartas Thiago, o irmão de Jesus - mencionado também pelo historiador judeu, Josefo - figura importante (Thiago) nos primeiros momentos do cristianismo*2) , e outros livros do novo testamento*); e análise críticas das evidências históricas através de critérios como o critério do embaraçamento (ou constrangimento - por exemplo, a crucificação era a forma mais humilhante de execução, reservada aos piores criminosos; assim, nunca inventariam um Messias crucificado) e o critério das múltiplos atestados (quando determinado fato é atestado por fontes diversas).
Enfim, amigo. A academia considera que a questão está superada. Aliás, todos os argumentos misticistas são repetições de argumentos refutados há mais de 50 anos. Por isso que esses "estudiosos" possuem o ônus de demonstrar por que todos os professores de história do mundo ocidental estão equivocados.
Abraço.
*Sim, mesmo os historiadores ateus reconhecem que os evangelhos servem como prova de certos fatos históricos, no mínimo como prova da existência de Jesus. Eles inclusive mencionam que não dispensamos relatos sobre outros personagens históricos, mesmo que carregados de aspectos míticos (como os sobre Alexandre ou imperadores romanos. O Bart Ehrman pergunta no seu livro (parafraseio): "Se apenas houvesse relatos americanos (os do norte) sobre a Guerra Civil Americana, a conclusão mais lógica seria a de negar a existência da Guerra ou a de considerar uma certa parcialidades nos relatos?"
Algo interessante sobre o tema é a chamada fonte "Q" (vem de quelle, fonte em alemão). O evangelho de Marcos é o mais antigo. Serviu de base para os evangelhos de Lucas e Mateus. Mas existem passagens comuns a Lucas e Mateus não presentes em Marcos. Concluem então vários pesquisadores da área que deve existir um texto perdido consultado por Mateus e Lucas, chamado de fonte "Q". Ademais, como os evangelhos foram escritos em grego e há palavra deixadas em aramaico na Bíblia (além de outros fatores, como indícios de que a tradição oral era forte nos primeiros cristãos), vários estudiosos defendem que a tradição oral bem próxima a época de Jesus foi importante na redação dos evangelhos.
João, já que vc pesquisa bastante do assunto, perguntar-te-ei :
Os historiadores, segundo vc disse, reconhecem a existência de Jesus, mas e o restante da hi(e)stória(personagens, fatos etc.)?
Dos personagens, digo em relação aos 12 seguidores(Um número que, para mim, é baseado em muitas outras histórias, como a do Zodíaco e outros dito profetas de civilizações anteriores), Maria, entre outros.
Sobre os fatos, falei em relação aos aspectos históricos mesmo. Como a crucificação, que deveria ser o ato de punição na época, mas anatomicamente, como falam ter acontecido, seria impossível de ter acontecido(digo em relação a posição dos pregos e essas coisas). Fora a fisionomia do próprio Jesus, que pintam como branco e de olhos claros, o que seria impossível tb.
Enfim, mesmo tendo para mim que não existiu(O homem Jesus. O simbolismo das histórias, tenho certeza que não), sei que eu seria leviano em achar que isso é A VERDADE, haja vista um bando de pesquisadores que dedicaram a vida nesse estudo, e afirmam o contrário do que eu acredito.
Enfim, se existiu de fato, como é a história que esses historiadores afirmam ter acontecido? (Já li que ele teria se refugiado na Índia e lá aprendido sobre a maior parte do que falava; que casou com Maria Madalena, entre outras).
E aproveitar para outra pergunta tb hahaha. Em que ano há relatos do início do Catolicismo?
Abraço!