Passado o período em que José Aldo flertou com sua aposentadoria, o lutador já tem data e adversário para retornar ao octógono do UFC. No dia 11 de fevereiro, diante de Max Holloway, o brasileiro coloca em jogo seu cinturão dos pesos-penas (66 kg) em Nova York (EUA), no duelo que deve marcar sua carreira como uma espécie de recomeço no que diz respeito à sua postura fora do cage.
Afinal, ao ver seu algoz Conor McGregor ostentar o título da divisão por um ano mesmo sem defendê-lo e se aventurar em outras categorias, Aldo parece motivado a tentar o mesmo e subir de categoria em busca de um novo título. Além, é claro, de garantir a revanche contra o irlandês.
“Vou vencer, isso é fato”, afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight durante um treino nesta terça-feira (13) na academia Nova União, no Rio de Janeiro. “Vou fazer essa primeira defesa, e depois disso vamos ver. Lógico, quero fazer uma luta com o Conor, mas como ele mesmo está fugindo da luta, quero ver qual o desenrolar da categoria. Vamos lutar nos leves, não quero lutar com ele nos penas não. No pena eu sou o campeão, e sempre bati em todo mundo. Quero lutar em outra categoria também, já que está aberto. Já que foi liberado para um, está liberado para todo mundo. Eu vou pedir lutas, e se eu não quiser, vou negar luta também. Já que ele falou que não obriga ninguém a lutar… Esse é meu direito agora”.
O argumento do atleta é simples. Anos atrás, quando o evento passava por dificuldades em encontrar rivais à altura na sua divisão, Aldo tentou subir de categoria para fazer uma superluta com Anthony Pettis, então campeão dos pesos-leves (70 kg), e recebeu do UFC o ultimato para escolher em qual categoria competir e por qual cinturão brigar.
Mas passado o ‘efeito McGregor’, o brasileiro garantiu que passará a jogar com as mesmas regras e que isso deve lhe garantir novos horizontes na organização. Mudança de pensamento que só foi possível após a reunião a portas fechadas com Dana White em Las Vegas (EUA), quando, após expor suas insatisfações com o evento, foi convencido a não se aposentar.
“O Frankie Edgar, na nossa primeira luta, ele tinha perdido duas e já veio direto lutar pelo [cinturão] dos penas”, relembrou. “Depois da nossa conversa com o Dana, a nossa mente se abriu muito. Passamos a entender muito o evento agora. Não é questão de tratamento. Lógico, ele vende, sempre vai ter a prioridade, mas agora vamos jogar as cartas também. Fui campeão dominante por muito tempo, então tenho direito de pedir também e vamos começar a pedir coisas que vão servir para nós”, analisou, antes de minimizar o cinturão interino conquistado por Max Holloway, seu próximo rival.
“Esse cinturão interino não vale p… nenhuma. Nem quando eu ganhei, já falei isso. É uma encheção de linguiça do c… que nego criou para cobrir evento. É isso que esse cinturão significa, tapar buraco. O campeão sou eu e estou esperando para defender meu cinturão. Se não for com ele, nem que eu faça uma superluta até mesmo em outro peso”, finalizou.
Fonte: https://esportes.yahoo.com/noticias/zé- ... 17215.html








