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“Por suas características de desempenho e baixo custo operacional, o Super Tucano tem atraído o interesse de diversas nações. Trata-se de uma aeronave turboélice robusta, versátil e potente, capaz de executar uma ampla gama de missões, mesmo operando em pistas não preparadas”, comenta a Embraer via assessoria de imprensa.
Mas o que exatamente coloca o Super Tucano, um avião projetado para voar nas regiões amazônicas, um dos grandes produtos tecnológicos exportados pelo Brasil? Segundo a Embraer o principal é o fato de ele ter sido, desde o início, desenvolvido para cumprir missões de ataque leve e treinamento avançado. “Não é uma versão adaptada de um avião de treinamento ou um avião agrícola”, reforça a companhia.
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O Super Tucano é a evolução de outro avião, o BEM-312 Tucano. É fruto de um pedido da Força Aérea Brasileira (FAB), de 1992, que precisava de uma aeronave para executar missões de ataque ao solo, apoio aéreo aproximado, reconhecimento armado, patrulhas diurnas e noturnas de fronteiras, além de escolta e controle aéreo avançado
Oficializado em 2004, passou a ser empregado pelo braço armado do Sistema de Vigilância da Amazônia. O avião, que já superou 320 mil horas de voo e 40 mil de combate, é um importante projeto criado pela defesa do Brasil para assegurar o espaço aéreo da região.
Por operar em um espaço com altos níveis de temperatura e umidade, o Super Tucano se dá bem em ambiente inóspitos e sob condições severas, onde há pouca infraestrutura de apoio.
A Embraer destaca que ele tem 15 configurações certificadas de armamento e está equipado com tecnologias avançadas em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, além de sistemas de rádios seguros com enlace de dados.
O avião também conta com sistemas de geração de oxigênio onboard, sistema de navegação inercial, radar altímetro, receptor de alerta radar, duas metralhadoras ponto 50, 1,5 tonelada de foguetes, mísseis e bombas, incluindo algumas guiadas a laser.
Seu propulsor, um Pratt & Whitney PT6A-68/3 de 1.600 SHP permite que a aeronave chegue à velocidade máxima de 590 km/h e alcance de 2.855 km (com tanques externos), com autonomia máxima de 8,4 horas.
Hoje, o Super Tucano disputa um novo contrato nos EUA, que estuda a possibilidade de comprar 120 a 300 aeronaves por até US$ 3,5 bilhões. O avião vencedor substituirá o jato A-10 Javali na frota de ações contra alvos no solo. Enquanto uma hora de voo com a A-10 Javali não sai por menos de US$ 17 mil, o Super Tucano custa apenas entre US$ 1 e US$ 1,5 mil pelo mesmo tempo em operação.
O vencedor do contrato só deverá ser anunciado na primeira metade de 2019. O Super Tucano disputa a oferta com empresas como a Beechcraft, com o AT-6 Wolverine e a Textron Airland, com o jato Scorpion.
Com aval dos EUA
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Agência Força Aerea Divulgação
Independente do futuro contrato, o Super Tucano goza, desde 2013, com o aval da maior força militar do mundo. Há quatro anos a Embraer, em parceria com a estadunidense Sierra Nevada, venceu a concorrência do programa LAS (Light Air Support), que procurava aviões de apoio aéreo leve para os EUA.
Reportagem publicado na revista Forças da Defesa, em 2013, explicava que o governo estadunidense buscava “estabelecer uma capacidade de combate local em conjunto com as forças aéreas de numerosos países parceiros”. Por isso, pediam uma aeronave que obrigatoriamente fosse um monomotor existente, da categoria turboélice de asa fixa, com dois assentos ejetáveis, além de cockpit pressurizado e trem de pouso triciclo retrátil — requisitos atendidos pelo Super Tucano. A lista, na verdade, era bem mais extensa, porém o avião brasileiro se enquadrava em tudo.
O único avião que disputava com o Super Tucano era o mesmo que ainda concorre com ele hoje: o AT-6 Wolverine, da texana Beechcraft. Ambos foram avaliados em 2010 no Novo México. Um ano depois, o brasileiro venceu. Porém, após uma série de recursos judiciais dos perdedores, uma nova seleção foi feita e, em 2013, o Super Tucano venceu novamente.
“O fato de ter sido selecionado pela Força Aérea dos Estados Unidos, que é referência mundial, funciona como um selo de qualidade da aeronave”, comenta a Embraer. Desde 2016, a aeronave também realiza missões de treinamento avançado, reconhecimento aéreo e apoio tático nos EUA — o que impulsionou ainda mais o prestígio da nave brasileira no mercado global.
A Embraer Defesa & Segurança e sua parceira nos Estados Unidos, a Sierra Nevada Corporation (SNC), anunciaram nesta quarta-feira (25) um novo pedido da Força Aérea dos EUA (USAF) por mais seis aeronaves A-29 Super Tucano. Segundo comunicado das fabricantes, mais adiante esses aviões vão equipar as forças armadas do Afeganistão.
As empresas ainda adiantaram que a produção da encomenda para a USAF “deve começar imediatamente”. As aeronaves serão produzidas na instalação da SNC em Jacksonville, na Flórida.
“Acreditamos que essa decisão demonstra que o A-29 Super Tucano é a melhor aeronave para operações de apoio aéreo tático, como também a solução comprovadamente mais confiável e econômica para cenários de contrainsurgência e de guerras não convencionais”, afirma Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.
O Afeganistão é um dos países que vem recebendo ajuda militar dos EUA, com treinamentos para tropas e oficiais e o envio de equipamentos de combate, como o Super Tucano. A nova encomenda dos EUA por mais seis aeronaves é justamente para completar o programa do A-29 às forças afegãs, que esperam 20 unidades do avião. Até o momento, o pais já recebeu 12 unidades.
Outra nação contemplada pelo mesmo programa de ajuda militar dos EUA é o Líbano. O país do Oriente Médio recebeu recentemente seus dois primeiros Super Tucanos e até o final de 2018 deve receber mais quatro unidades. Os aviões para os libaneses também são construídos pela SNC.
A Força Aérea da Colômbia é o segundo maior operador do Super Tucano, depois da FAB (FAC)
A Força Aérea da Colômbia é o segundo maior operador do Super Tucano, depois da FAB (FAC)
“Estamos orgulhosos em continuar apoiando o Programa A-29 no Afeganistão, da Força Aérea, já que isso não apenas atesta a capacidade da aeronave A-29, mas também sua facilidade de operação e custo-benefício”, diz Taco Gilbert, vice-presidente sênior da área de ISR da Sierra Nevada. “Não há outra aeronave como o A-29 capaz de realizar treinamento em voo, ataque leve e o treinamento de novos pilotos de combate. O grande interesse em torno da aeronave demonstra seu valor para as forças aéreas de todo o mundo”.
Até o momento, o A-29 Super Tucano já foi selecionado por 13 forças aéreas no mundo todo. A aeronave soma com esses operadores (incluindo a Força Aérea Brasileira – FAB) mais de 320 mil horas de voo e mais de 40 mil horas em experiência de combate real.
Super Tucano no Afeganistão
A força aérea do Afeganistão caminha para se tornar um dos maiores operadores do Super Tucano. Com 20 aeronaves, a frota do país vai superar a de importantes clientes do avião da Embraer, como Indonésia (com 16 unidades) e Equador (18 unidades). Na lista geral, os afegãos serão os terceiros, atrás apenas da Colômbia (25 unidades) e o Brasil, maior operador do avião, com cerca de 90 unidades.
Os primeiros Super Tucano do Afeganistão entraram em operação no início de 2016. Apesar de pouco tempo de experiência com a aeronave, as forças afegãs já empregaram o A-29 em combate. Em abril de 2016, o avião da Embraer/SNC participou de uma missão de bombardeiro contra terroristas.
Super Tucano “made in USA”
O Super Tucano também participa da seleção de um importante contrato com a USAF, o “Programa OA-X“. A força aérea americana planeja adquirir cerca de 300 aeronaves de ataque leve e treinamento avançado para substituir os antigos e dispendiosos jatos A-10 Warthog.
O avião oferecido pela parceria Embraer-SNC já participou de uma sessão de testes avançados nos EUA ao lado de concorrentes do mesmo segmento. A escolha da USAF, porém, ainda não foi decidida. Para decidir a seleção, os diretores do Programa OA-X estudam enviar o Super Tucano e seu principal rival, o Textron AT-6 Wolverine, para missões de combate real operadas por oficiais americanos contra terroristas.
fonte: http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/s ... a_343.html
fonte: https://airway.uol.com.br/avioes-da-emb ... bate-real/




