Soube de um caso desses que aconteceu com um aluno de Medicina e ele perdeu o direito de exercer a profissão, apesar de ter salvado uma vida. Foi num restaurante.Tartaruga escreveu:Outros como um ex-professor da minha mãe fez uma tranqueostomia com a tampa de uma caneta dentro de um ônibus. Salvou a vida da pessoa, mas se tivesse dado merda, teria respondido na justiça.
Mas aí é que está. E se ao tentar resgatar a pessoa vem a óbito? Foi por tentar salvar, caso em que não responde, mas a pessoa morre sem que você tenha culpa, entretanto se não tivesse mexido não se sabe se ela teria morrido ou não. Você aguarda o resgate e corre o risco da pessoa morrer, mas se socorrer o risco é o mesmo, mas nesse caso com você envolvido. Ficou confuso, mas eu quis dizer que os riscos de morrer são iguais socorrendo ou aguardando resgate. Por causa dessa loteria você resolve socorrer e a pessoa morre. Você se ferrou. É difícil a situação. Eu não saberia o que fazer.Philly Shell escreveu:Cara, sério mesmo. No caso dele n é vdd. Não tem essa de assumir risco. Impossível responder por homicídio ao tentar resgatar. Oq pode rolar é no resgate a pessoa piorar a situação da outra, aí sim ele responde. Exemplo real: uma idosa teve um ataque cardíaco na estrada e bateu o carro. Um bom homem viu e a retirou de lá p levar ao hospital. ela havia lesionado uma vértebra no acidente, e ao retirar sem a técnica correta, ela acabou ficando paraplégica. O cara teve q responder civilmente por isso e paga um valor a mulher pelos gastos médicos (n sei como a pessoa tem a coragem de processar a outra q foi salvar...).
Há dois anos uma amiga passou mal, e numa dessas levaram pro hospital a 160. Sofreram acidente, ela sem cinto no banco traseiro foi arremessada pelo para-brisa e quase bateu com os cus na cerca. É complicado.Fedor Machida escreveu:Pô mas e daí.. se sua mãe, pai ou irmãos passarem mal e perceberem q o SAMU tá enrolando quero ver quem não leva no carro!!!! Ou um vizinho desesperado pedindo ajuda.. mete 160 no carro e leva no hospital.. cara isso é instintivo....
Há alguns anos um vizinho levou mais de 30 tiros em casa. Na frente tinha uma farmácia, e todo mundo era amigo de todo mundo. O farmacêutico jogou o cara no carro e foi direto para o hospital. Salvou a vida dele. A vítima ficou vários meses mal, perdeu quase a metade do peso e nunca mais foi o mesmo, mas sobreviveu. Imagina esperar socorro numa situação dessas, o cara todo baleado, perdendo sangue, pulmão perfurado.Fedor Machida escreveu:Penso exatamente assim.... se familiar passar mal a gente leva... e se vier vizinho chorando desesperado a gente leva tb... só naõ leva quem é sangue de barata ou crápula
Já disseram aí que era home care, mas mesmo se não fosse, uma criança com cuidados especiais, se os pais são orientados a não transportar e eles não são médicos mas sabem da gravidade, talvez o medo seja maior que o desespero, e não passividade. Com um amigo aconteceu o contrário, a criança era normal, acidentou-se e ele socorreu, mas no meio tempo e talvez por culpa médica o quadro piorou a a criança morreu. Foi ano passado, ele acordou com um barulho no banheiro. Foi lá e sua filha de 12 anos tinha caído e desmaiado. Ele correu ao pronto-socorro, de lá transferiram para o hospital estadual e de lá para outro hospital mais avançado. Acontece que no último transporte a criança teve 2 paradas cardiorrespiratórias e o médico foi na cabine com o motorista e não viu; duas semanas em coma e morte. Acharam um coágulo no cérebro. Perdi contato, mas da última vez que falei com ele estava pensando em processar o hospital porque desconfiam que o coágulo não foi da queda e sim do transporte, seja da demora da menina reacordar seja das paradas que ela teve. Nem sei o desfecho, mas provavelmente não deu em nada. De qualquer forma, nos dois casos os médicos sempre estavam na outra ponta, senão para resolver, ao menos para acompanhar o caso. E parece-me que os dois casos houve negligência. É esperar prá ver.cardonelli escreveu:Na verdade uma pessoa aqui comentou que foi realmente muita passividade dos pais ficar esperando horas por atendimento domiciliar quando podiam ter levado eles mesmo a criança pro pronto socorro.
