Se você for educado e explicar sua dúvida, posso tentar elaborar uma resposta.Hans de Sulivan escreveu:O que vc fumou hj? Não diz coisa com coisa cara.
Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
- Hans de Sulivan
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Desculpe brother não quis ser ofensivo.Marcial escreveu:Se você for educado e explicar sua dúvida, posso tentar elaborar uma resposta.
- Tubarao Floripa
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Essa música fez sucesso na época porque o senso de patriotismo era muito forte. Éramos bons no futebol, nas lutas, produzíamos boas músicas, tínhamos riqueza cultural e a corrupção não era tão grande.VagabondMusashi escreveu:Gabriel o Pensador é foda ao quadrado, além de gente boa e engraçado, tem um bom flow de rap e escreve letras como ninguém
Quando eu era moleque e estudava numa escola americana, topei com um CD dele que tinha uma música que foi um tapa na cara... eu era todo bilingue, USA pra ca USA pra la, Disneylandia e o caralho, isso sendo filho de matuto de interior, fora da realidade e sem apreço pelo meu país. Ouvi aquela canção em repeat umas 1000 vezes e me mudou, evoluí mesmo. E além disso tem outras canções foda, algumas mais de boa tipo aquela da tábua de passar, outras de nível de hall da fama como cachimbo da paz tal.
foda mesmo.
O orgulho de ser brasileiro era forte e quem usava camisa dos USA era mal visto, ainda mais com a invasão do Bush ao oriente médio, usando o pretesto de vingança pelo 11/09 para roubar petróleo
Mas isso é passado. Eu amava essa música, mas hoje ela passaria despercebida ou seria ridicularizada, uma vez que cada vez mais brasileiros sentem vergonha de viver aqui (funk pornográfico, violência, corrupção, falta de saúde, educação decadente, etc) e pensam em morar fora - muitos tentando entrar justamente nos Estados Unidos, que virou exemplo de prosperidade e justiça
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
O Gabriel quis abordar os PitBoys, mas talvez tenha feito isso de maneira equivocada. Sujou uma único esporteMarcial escreveu: Acho a música divertida. Mas como "crítica social", penso que é tão leviana quanto o grupo de playboys retratado.
O discurso é de "conscientização" através do deboche e da ridicularização do grupo criticado. O efeito é reverso.
Incitou o revanchismo das pessoas que eram 'vítimas' dos playboys, e a reação ainda mais violenta dos mesmos.
De fato, havia na época um monte de babaca covarde espancando leigos em grupo, sacaneando trabalhador etc.
Conheci muitos assim na época, e a maioria não treinava qualquer arte marcial. Eram moleques mimados e ricos.
Na minha opinião, citar especificamente o jiu-jitsu foi fruto da propaganda contrária e do ressentimento social.
Os bad boys do jiu-jitsu eram mais famosos, tinham grana e família conhecida, um prato cheio para a imprensa.
Ao invez de falar "Eu luto jiu-jitsu, mas é só por diversão", podia ter falado "Eu treino pra brigar, só por diversão"
Eu sei que depois das ameaças que ele sofreu e com a necessidade aparecer na mídia ele ficou FROUXO!

Eu sigo o Pensandor desde 1993 e virei membro do fã clube, então acompanhei sua auto-sensura nos últimos anos e o vi se tornando um vendido!
Ele declarou 27/01 no Face que deixou de cantar "Loraburra" e "Nádegas a Declarar" (que criticavam a futilidade e a banalização do sexo) em respeito as mulheres que ficaram ofendidas (feministas, claro). Muitos seguidores se mostraram decepcionados por ele ter se rebaixado a moda do Politicamente Correto
Mas não me surpreendi - lembro em entrevistas quando questionavam ele sobre suas letras contundentes o mesmo FUGIA dos debates, dizendo que a música era só pras pessoas refletirem ou era brincadeirinha, que não era favorável a liberação da maconha, etc
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Aproveito seu tópico para fazer uma menção honrosa ao Marcos Aurério, ou Lello PensadorPHDookie escreveu:A partir dos 18:20
http://globosatplay.globo.com/canal-bra ... lopensador.
A parte em questão:
Sou playboy e vivo na farra
Vou à praia todo dia e sou cheio de marra
Eu só ando com a galera e nela me garanto
Só que quando estou sozinho só ando pelos cantos
Porque luto Jiu-Jitsu, mas é só por diversão
(É isso aí meu cumpádi, my brother, mermão!!)
Ele criou o fã clube se Liga Aí e reuniu fãs do Brasil inteiro. Faleceu faz 1 ano vítima de uma queda (teve um ataque epilético seguido de traumatismo craniano)

Encontro do fã clube em 2013 (Lello é o cara pálida da direita, eu estou no centro)

Eu homenageando Lello e mais dois amigos que faleceram em 2015 no banner da minha luta de outubro.
Esse sou eu em 2008 antes de virar lutador, 10kg mais gordo e parecendo um porco kkkk Graças ao Lello conheci o Pensador. Depois deixei de ser fã do Gabriel (expliquei porque no post anterior), mas todos permaneceram no fã clube por causa do Lello - sinto que o Pensador ficava meio bolado com isso, o Lello morreu e ele mal comentou
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
kkkkkkkkkkkkkMarcial escreveu:Não tinha banheiro químico, infra nenhuma. Quem conhecia a etiqueta da praia, fazia no mar. Mas a maior galera cagava onde dava vontade![]()
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Achei legal a história do tubarão mas só um parênteses aqui..nunca tive a vontade/coragem de entrar num fã clube de algum artista
- Tubarao Floripa
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Agradeço a consideração.vitoandolini escreveu:Achei legal a história do tubarão mas só um parênteses aqui..nunca tive a vontade/coragem de entrar num fã clube de algum artista
Na década de 90 a música do Gabriel promoveu mudanças boas em nossas vidas, então a ideia do fã clube foi boa porque trocamos experiências, fomos juntos a shows, nos organizamos pra conhecer ele pessoalmente e fiz amizades pra vida toda
Conheci pessoas que não teria contato se não fosse o fa clube. O Lello mesmo se tornou um irmão pra mim, viajou pra Floripa várias vezes só pra vir nos meus aniversários. Em outra ocasião a galera veio me ver competir numa copa de submission. Rombi o LCA e todo mundo me carregou pro hospital kkkk . Valew a pena
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Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Generalização danada nesse tópico.
Essa imagem foi construída pelo comportamento de menos de 1% dos praticantes e pela ineficiência da polícia.
Essa imagem foi construída pelo comportamento de menos de 1% dos praticantes e pela ineficiência da polícia.
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Na epoca era bem verdade, hoje em dia não mais.
O esporte mudou (ou sei lá, virou esporte né) e a cabeça das pessoas também mudou.
Mesmo tendo uma galera que era mais a favor do jj de raiz, mais focado em defesa pessoal, há de se concordar que hoje em dia não é mais um negócio marginalizado. Sei lá, acho que foi mais benéfico no fim das contas.
Acho bobagem tambem polemizar um troço de 20 anos atrás. Hoje em dia se bobear até o cantor em questão é fã de UFC e afins.
Abraço.
O esporte mudou (ou sei lá, virou esporte né) e a cabeça das pessoas também mudou.
Mesmo tendo uma galera que era mais a favor do jj de raiz, mais focado em defesa pessoal, há de se concordar que hoje em dia não é mais um negócio marginalizado. Sei lá, acho que foi mais benéfico no fim das contas.
Acho bobagem tambem polemizar um troço de 20 anos atrás. Hoje em dia se bobear até o cantor em questão é fã de UFC e afins.
Abraço.

"Brasil Acima de tudo, Lúcifer acima de todos!!!"
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Que tem consequências até hoje. O cara hoje em dia apronta o absurdo que for, o cara é bandido de carteirinha, mas fez um treino na vida e a mídia posta: Lutador de jiu jitsu mata rouba queima pilha e destrói. Direto isso acontece.Esolf escreveu:Generalização danada nesse tópico.
Essa imagem foi construída pelo comportamento de menos de 1% dos praticantes e pela ineficiência da polícia.

"Brasil Acima de tudo, Lúcifer acima de todos!!!"
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Você tá errado na amplitude.VagabondMusashi escreveu:1% dos praticantes, mas 80% dos professores. Renzo, Rickson, Royler, Ryan(!), Helio, Carlos, Rolls, Ralph, todos brigaram na rua.
Invasão de academia por acaso é comportamento de gente civilizada? Rolou até os anos 2000 e muitos.
Busca aí quantos faixas pretas existiam em 98/99 (nessa época a grande maioria dos faixas pretas, marrom e roxa davam aula) e quantos você viu envolvido nessas confusões.
Dos fatos e como você os classifica eu não discordo.
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Só acompanhei o começo da carreira do Pensador, quando as letras dele eram mais agudas. Depois parei de acompanhar, mas lendo o que escreveu, me lembrei da participação do Mano Brown no programa Rodaviva da tv Cultura. Foi uma entrevista bem apática... totalmente diferente da postura e das letras dos Racionais. Enfim, esperava-se mais da participação dele naquele programa.Tubarao Floripa escreveu:O Gabriel quis abordar os PitBoys, mas talvez tenha feito isso de maneira equivocada. Sujou uma único esporte![]()
Ao invez de falar "Eu luto jiu-jitsu, mas é só por diversão", podia ter falado "Eu treino pra brigar, só por diversão"
Eu sei que depois das ameaças que ele sofreu e com a necessidade aparecer na mídia ele ficou FROUXO!![]()
Eu sigo o Pensandor desde 1993 e virei membro do fã clube, então acompanhei sua auto-sensura nos últimos anos e o vi se tornando um vendido!![]()
Ele declarou 27/01 no Face que deixou de cantar "Loraburra" e "Nádegas a Declarar" (que criticavam a futilidade e a banalização do sexo) em respeito as mulheres que ficaram ofendidas (feministas, claro). Muitos seguidores se mostraram decepcionados por ele ter se rebaixado a moda do Politicamente Correto![]()
Mas não me surpreendi - lembro em entrevistas quando questionavam ele sobre suas letras contundentes o mesmo FUGIA dos debates, dizendo que a música era só pras pessoas refletirem ou era brincadeirinha, que não era favorável a liberação da maconha, etcE também se diz isento politicamente, nem Direita e nem Esquerda. Mas num depoimento ofendeu de "idiota" quem chama Bolsonaro de #Mito, porque mitos são nossos pais e não políticos - concordo - mas por outro lado nunca criticou quem chamava a ex presidente de #Dilmãe... Ele faz música pagando de neutro mas só faz crítica a Collor, Militares, figuras do PSDB, etc. E fez a música "Mandei Avisar" elogiando o Lula. Ele pode apoiar quem quiser, mas não admite isso como homem, fica dando indireta. Fora da interpretação musical nos palcos ele nunca foi autêntico (nesse quesito perde feio pra Marcelo D2, Cidinho e Doca, Racionais, etc).
"I put no stock in religion. By the word religion I have seen the lunacy of fanatics of every denomination be called the will of God. I've seen too much religion in the eyes of too many murderers. Holiness is in right action, and courage on behalf of those who cannot defend themselves."
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Eu era muito novo para ir nesse evento, mas a galera ia amarradona. Como o transporte era precário, os caras voltavam a pé, caminhando por mais de 15 kms para chegar em casa. Mesmo nos anos 80, independente de JJ, a porrada já comia solta. Algum florista com mais de 45 anos chegou a ir ao Mixto Quente???Snickt escreveu:Década de 90 rolavam vários showzinhos maneiros de graça aqui no RJ... e foi justamente por essa mentalidade de merda de alguns que queriam arrumar confusão que isso praticamente acabou.
Era muito bom a época que a gente podia curtir uma praia, ouvindo uma música bacana e azarando/pegando as gatinhas, tudo no 0800. Mas como perfeição não existe, tinha q ter alguma coisa pra estragar!
‘Mixto Quente’: houve uma vez um verão de rock na TV
Programa da Globo dos anos 1980, em que bandas consagradas e underground tocavam num palco nas praias do Rio, volta às telas quinta-feira, no canal Viva
RIO — Alguns lembram mais, outros, menos. Afinal, lá se vão 29 anos desde que a TV Globo resolveu investir na gravação de uma série de shows num palco na Praia do Pepino, reunindo as bandas do fervilhante rock brasileiro e astros da MPB. A ideia era exibir essas performances nas tardes de domingo, dentro do programa “Mixto Quente” (com xis mesmo), que começa a ser reprisado nesta quinta-feira, às 22h, no Canal Viva. Dias de muito som, descontração, asa delta, mar, gatas ainda sem silicone desfilando em seus biquínis, sol e, sim, algumas nuvens. Como a que baixou sobre Lulu Santos, já na fase em que o programa foi gravado na Praia da Macumba.
— Lembro que fiquei muito assustado com a violência da plateia. Acabei interrompendo o show e dando uma colocada em uns malucos ultraviolence. E o esporro foi para o ar.
Com supervisão do jornalista Nelson Motta e do diretor Roberto Talma e direção de Vitor Paranhos, o “Mixto Quente” começou a ser gravado no fim de 1985 e foi exibido ao longo de 1986.
— Não me lembro de quase nada. Era uma época de grande carburação de ideias — arrisca Motta, que trabalhara com Talma no seriado “Armação Ilimitada”. - O cenário fabuloso era fundamental: São Conrado ainda meio selvagem, com as melhores bandas do rock Brasil.
— Era um programa para fortalecer o pop-rock, que vinha crescendo — avança o diretor Jodele Larcher, produtor executivo do “Mixto”. — Mas a gente não tinha malandragem. Tudo era feito na garra. Não tinha banheiro químico, segurança. Foi o festival da época.
Visto hoje, o “Mixto Quente” se revela um belo arquivo do rock brasileiro dos anos 1980. Tem os primeiros shows do Barão Vermelho sem Cazuza, e os primeiros de Cazuza, animadíssimo, sem o Barão. Não havia cenários, os músicos tocavam quase sempre com pouca roupa, em clima de praia. E jatos d'água esfriavam os ânimos da galera, que acorreu em massa às gravações e congestionou São Conrado, onde morava o ex-presidente João Figueiredo (o que forçou, posteriormente, uma transferência estratégica das gravações para a Macumba).
Irreverência não faltou nas entrevistas feitas pela equipe da produtora Olhar Eletrônico (de Marcelo Tas e do futuro diretor de “Cidade de Deus”, Fernando Meirelles). Marcelo Nova, cantor do Camisa de Vênus, foi ao ar dizendo: “Acho que a Globo tem essa característica, me parece que ela é uma empresa que tem como norma observar o gosto médio e nunca arriscar”. Já Paulo Ricardo, ainda jovem e já homem de frente do RPM, foi apresentado a uma pedra — um mineral — e confrontado a falar de rock. “Não, assim, a gente está atrasado, agora que a gente está encarando o rock de frente”, improvisou.
— “Mixto Quente” foi o programa certo, na hora certa e na locação perfeita para que a Globo passasse para todo o Brasil a efervescência que vinha acontecendo na cena pop-rock do eixo Rio-SP — conta Paulo, que no “Mixto” ainda dividiu palco com Zero e Ultraje a Rigor.
Integrante do Olhar Eletrônico, o diretor Toniko Melo é o que tem mais memórias frescas do programa.
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— A gente chegava quando o artista entrava ou saía do palco e fazia algumas perguntas filosóficas, do tipo “o que é a vida?”. Era algo que já tínhamos testado antes, na cobertura do Festival de Águas Claras.
Supla, então com 18 anos e vocalista do Tokyo, foi um dos que passaram alguns maus bocados no “Mixto” mas se divertiram a valer, preservando o surrealismo reinante.
— Estava um calor dos infernos, a guitarra desafinava, e eu, lá, de terno meio David Bowie, com luvas e camisa abotoada até o colarinho — recorda-se. — Parecia um macaco branco fazendo jogadas de capoeira quando cantei “Garota de Berlim”.
Raul Seixas decreta a morte do rock
Mas nem só dos novos nomes foi feito o rock do “Mixto Quente”. O guitarrista Robertinho de Recife apavorou o público em versão heavy com o grupo Metalmania. Sérgio Dias, guitarrista dos Mutantes, apresentou-se em carreira solo. E Raul Seixas, muito longe da sua melhor forma (e amparado pelo parceiro Paulo Coelho) decretava: “Pra mim o rock'n'roll morreu em 1959”.
— Minha lembrança mais marcante é a de Raul vestido de cowboy, todo de branco, subindo a escadinha que dava acesso ao palco. Foi um momento mágico — deleita-se Paulo Ricardo.
Tim Maia foi outro veterano que deixou forte impressão - pela energia que transmitiu com a Banda Vitória Régia e pela característica insubordinação. No programa, ele pode ser visto, no meio do show, dando um recado ao diretor de TV: “Ele falou pra eu cantar três e me mandar. Eu não vou embora hoje! Vou ficar até amanhã. Eu não mandei eles me colocarem aqui!”
E o mix previsto pelo "Mixto" continuava nos camarins, onde conviviam novos e medalhões.
— A primeira vez em que eu fumei um baseado foi ali, quando eu entrei por engano no camarim do Tim Maia. Ele foi super-receptivo e tranquilo — conta Alex Podrão, vocalista do grupo punk brasiliense Detrito Federal. — O Tim deu trabalho para a produção. Ele fez questão de passar no meio do público, de todo aquele pessoal da Rocinha, que tinha vindo para vê-lo.
O Detrito foi uma das bandas convocadas pelo então jovem jornalista Tom Leão, chamado para ser uma espécie de consultor de underground do programa — ele trouxe desde os punks paulistanos do Cólera a um ainda pouco famoso Capital Inicial. Mas nada foi tão controverso quanto o vocalista do Detrito, que teria levado Roberto Talma a exclamar: “Como é que eu vou botar no ar um cara chamado Podrão?”
— O “Mixto” era um programa que passava no domingo à tarde, com um monte de bandas de rock lutando no Ibope contra o Silvio Santos — analisa Tom. — Às vezes, ele perdia. Muitas vezes, empatava. E raramente ganhava. Mas saíamos felizes. Era uma vitória.
Coordenadora de programação do Viva, Clarisse Goulart conta que o desejo de reprisar o “Mixto Quente” nasceu do sucesso que o revival do “Globo de Ouro” fez na grade.
— Procurávamos outros conteúdos de música e achamos essa espécie de Globo de Ouro de verão. Eram os artistas com seus hits da época, de Lulu Santos à bateria da Beija-Flor.
Re: Gabriel o Pensador fala do problema que teve com a galera do Jiu Jitsu por causa da musica Retrato de Um Playboy
Sempre achei uma tosqueira tanto as criticas quanto a música. Agora acho muito gata aquela ex dele, a Ana Lima.


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