Pitbull revela que cruzado em Weichel estava no planos
Enviado: 26 Jun 2015 14:39
Após nocaute impressionante, brasileiro diz que não está atrás dos maiores nomes
da categoria no mundo, e afirma que enfrentou "mais caras duros" que José Aldo
Você quase foi nocauteado no fim do primeiro round. É o campeão e está prestes a perder o cinturão após ser surpreendido com golpe certeiro no queixo, seguido de uma sequência avassaladora que, não fosse o gongo anunciando o fim do assalto, forçaria uma interrupção do árbitro. Agora lhe resta um minuto para se recuperar e voltar ao combate. O que fazer?
Se muitos entregariam suas chances ao coração, Patrício Pitbull foi por um caminho diferente e preferiu usar a mente. O atleta colocou a cabeça no lugar, ouviu as orientações do córner, se agarrou ao plano de luta inicial e nocauteou o adversário, Daniel Weichel, logo no início do segundo round.
Em entrevista ao Combate.com, o campeão peso-pena do Bellator garante que o golpe não foi obra do acaso, mas resultado de muita força psicológica e comprometimento com a estratégia traçada para a confronto:
- A única coisa que passava na minha cabeça era a estratégia que fizemos para pegar o cara, que era aquela. Ele é bom de pressão, dá muito volume, mas quando está indo para cima, acaba expondo o queixo. Então, a primeira coisa que meus córneres falaram e que veio na minha cabeça, era fazer a estratégia inicial. Ele achou que eu estava semi-nocauteado, então eu sabia que viria com tudo para cima. Ele veio, me encurralou, eu aceitei ser encurralado e quando vi a brecha, cruzei de esquerda e lancei o direto.
O lutador explica que a afinidade com o córner foi essencial, afinal, há uma vida toda de companheirismo com seu irmão, Patricky Pitbull, com Thiago Tourão, que o formou faixa preta de kickboxing e Eric Albarracin, treinador de wrestling renomado, que o acompanha há quatro anos.
- Ele (Patricky) estava do meu lado na minha primeira briga de rua. Eu consegui ouvir os três, e eles estavam na mesma sintonia, falando a mesma coisa, que era o que eu também estava pensando. O feeling estava bem no meio do caminho. Meu irmão falou: "Você levou um knockdown faltando seis segundos. Se ele começar partindo para cima, levanta a mão e circula". Tourão falou a mesma coisa e pediu fintas. E Eric disse que se ele viesse com muita pressão, eu podia ter a segunda opção de clinchar, levar para a tela, tenta colocar para baixo e virar a luta - lembra.
Apesar de considerar o alemão Daniel Weichel um adversário duro, Pitbull não esperava o atraso que levou no fim do primeiro round. O brasileiro acredita que o alemão é muito superior a Georgi Karakhanyan, com quem lutaria inicialmente, antes de ser retirado do card por conta de lesão no joelho, mas afere parcialmente o sufoco passado a um golpe na nuca sofrido antes da sequência no fim do assalto.
- Ele me deu o golpe, eu senti que pegou na nuca, reclamei com o juiz, mas foi involuntário. Quando ele me acertou no queixo, eu já estava meio grogue do primeiro golpe na nuca. A sequência me deixou mais abalado ainda. Aconteceu a mesma coisa quando lutei contra Daniel Straus, que me deu dedada no olho e chute no "saco". É ilegal, mas é da luta.
A vitória emocionante apenas infla a confiança que Pitbull já vinha demonstrando antes do combate. Ele se considera um dos melhores lutadores peso-por-peso do mundo, contando com as estrelas do UFC, e não acha que está atrás de José Aldo, campeão dos penas do Ultimate.
- Eu tenho 11 anos de carreira, perdi duas vezes, por decisão dividida. Tenho no meu coração que nunca perdi. Estou falando de 11 anos. Fizeram uma comparação minha com o Aldo, pegando o cartel dos caras que a gente enfrentou. Eu enfrentei caras mais duros, pelos números. Mas quando tem uma máquina de mídia por trás falando que o cara é melhor, eu não posso fazer nada. Estou ali para nocautear meus adversários, como venho fazendo - diz.
Segundo ele, a mídia também é responsável pelo que chama de "supervalorização" do próximo adversário de Aldo, Conor McGregor:
- Não tiro seu mérito, é um cara muito habilidoso. O que me deixa furioso é ele enfrentar Aldo sem ter pego Chad Mendes e Frankie Edgar. Ele pegou caras bons, mas que não são excelentes. Nunca vi o McGregor pegar um cara excelente. Só assim vamos ver se ele bom.
Pitbull também falou sobre a decisão do Bellator em colocar sua luta como coevento principal da última edição, atrás do confronto entre Kimbo Slice e Ken Shamrock. O brasileiro comentara, antes do evento, não considerar a decisão justa. Por ser o campeão, acreditava merecer o protagonismo da noite. Ele revela que a organização fez questão de, pessoalmente, justificar a escolha.
- Eu entendi a decisão do Bellator. Tiveram a sensatez de vir me explicar pessoalmente por que colocaram a luta do Shamrock e Kimbo como principal. Eles disseram que o evento precisava de mais visibilidade. Por enquanto, eu vou respeitar a decisão dos caras, mas minha condição é de campeão.
Aos 27 anos, Pitbull soma 24 vitórias e duas derrotas na carreira. O atleta não perde desde janeiro de 2013. Desde então, engatou sequência de quatro vitórias que o levou à disputa de cinturão contra Pat Curran. Venceu e defendeu o título duas vezes - contra Daniel Straus e Weichel, em lutas realizadas neste ano.
Fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... nal-sportv" onclick="window.open(this.href);return false;
da categoria no mundo, e afirma que enfrentou "mais caras duros" que José Aldo
Você quase foi nocauteado no fim do primeiro round. É o campeão e está prestes a perder o cinturão após ser surpreendido com golpe certeiro no queixo, seguido de uma sequência avassaladora que, não fosse o gongo anunciando o fim do assalto, forçaria uma interrupção do árbitro. Agora lhe resta um minuto para se recuperar e voltar ao combate. O que fazer?
Se muitos entregariam suas chances ao coração, Patrício Pitbull foi por um caminho diferente e preferiu usar a mente. O atleta colocou a cabeça no lugar, ouviu as orientações do córner, se agarrou ao plano de luta inicial e nocauteou o adversário, Daniel Weichel, logo no início do segundo round.
Em entrevista ao Combate.com, o campeão peso-pena do Bellator garante que o golpe não foi obra do acaso, mas resultado de muita força psicológica e comprometimento com a estratégia traçada para a confronto:
- A única coisa que passava na minha cabeça era a estratégia que fizemos para pegar o cara, que era aquela. Ele é bom de pressão, dá muito volume, mas quando está indo para cima, acaba expondo o queixo. Então, a primeira coisa que meus córneres falaram e que veio na minha cabeça, era fazer a estratégia inicial. Ele achou que eu estava semi-nocauteado, então eu sabia que viria com tudo para cima. Ele veio, me encurralou, eu aceitei ser encurralado e quando vi a brecha, cruzei de esquerda e lancei o direto.
O lutador explica que a afinidade com o córner foi essencial, afinal, há uma vida toda de companheirismo com seu irmão, Patricky Pitbull, com Thiago Tourão, que o formou faixa preta de kickboxing e Eric Albarracin, treinador de wrestling renomado, que o acompanha há quatro anos.
- Ele (Patricky) estava do meu lado na minha primeira briga de rua. Eu consegui ouvir os três, e eles estavam na mesma sintonia, falando a mesma coisa, que era o que eu também estava pensando. O feeling estava bem no meio do caminho. Meu irmão falou: "Você levou um knockdown faltando seis segundos. Se ele começar partindo para cima, levanta a mão e circula". Tourão falou a mesma coisa e pediu fintas. E Eric disse que se ele viesse com muita pressão, eu podia ter a segunda opção de clinchar, levar para a tela, tenta colocar para baixo e virar a luta - lembra.
Apesar de considerar o alemão Daniel Weichel um adversário duro, Pitbull não esperava o atraso que levou no fim do primeiro round. O brasileiro acredita que o alemão é muito superior a Georgi Karakhanyan, com quem lutaria inicialmente, antes de ser retirado do card por conta de lesão no joelho, mas afere parcialmente o sufoco passado a um golpe na nuca sofrido antes da sequência no fim do assalto.
- Ele me deu o golpe, eu senti que pegou na nuca, reclamei com o juiz, mas foi involuntário. Quando ele me acertou no queixo, eu já estava meio grogue do primeiro golpe na nuca. A sequência me deixou mais abalado ainda. Aconteceu a mesma coisa quando lutei contra Daniel Straus, que me deu dedada no olho e chute no "saco". É ilegal, mas é da luta.
A vitória emocionante apenas infla a confiança que Pitbull já vinha demonstrando antes do combate. Ele se considera um dos melhores lutadores peso-por-peso do mundo, contando com as estrelas do UFC, e não acha que está atrás de José Aldo, campeão dos penas do Ultimate.
- Eu tenho 11 anos de carreira, perdi duas vezes, por decisão dividida. Tenho no meu coração que nunca perdi. Estou falando de 11 anos. Fizeram uma comparação minha com o Aldo, pegando o cartel dos caras que a gente enfrentou. Eu enfrentei caras mais duros, pelos números. Mas quando tem uma máquina de mídia por trás falando que o cara é melhor, eu não posso fazer nada. Estou ali para nocautear meus adversários, como venho fazendo - diz.
Segundo ele, a mídia também é responsável pelo que chama de "supervalorização" do próximo adversário de Aldo, Conor McGregor:
- Não tiro seu mérito, é um cara muito habilidoso. O que me deixa furioso é ele enfrentar Aldo sem ter pego Chad Mendes e Frankie Edgar. Ele pegou caras bons, mas que não são excelentes. Nunca vi o McGregor pegar um cara excelente. Só assim vamos ver se ele bom.
Pitbull também falou sobre a decisão do Bellator em colocar sua luta como coevento principal da última edição, atrás do confronto entre Kimbo Slice e Ken Shamrock. O brasileiro comentara, antes do evento, não considerar a decisão justa. Por ser o campeão, acreditava merecer o protagonismo da noite. Ele revela que a organização fez questão de, pessoalmente, justificar a escolha.
- Eu entendi a decisão do Bellator. Tiveram a sensatez de vir me explicar pessoalmente por que colocaram a luta do Shamrock e Kimbo como principal. Eles disseram que o evento precisava de mais visibilidade. Por enquanto, eu vou respeitar a decisão dos caras, mas minha condição é de campeão.
Aos 27 anos, Pitbull soma 24 vitórias e duas derrotas na carreira. O atleta não perde desde janeiro de 2013. Desde então, engatou sequência de quatro vitórias que o levou à disputa de cinturão contra Pat Curran. Venceu e defendeu o título duas vezes - contra Daniel Straus e Weichel, em lutas realizadas neste ano.
Fonte: http://sportv.globo.com/site/combate/no ... nal-sportv" onclick="window.open(this.href);return false;