
São Paulo Futebol Clube
Re: São Paulo Futebol Clube

Em Itália ele faz isso non.
Seedorf trazendo a turma do Galvão de volta ao planeta Terra.
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- Austin-Flint
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Re: São Paulo Futebol Clube
Austin-Flint escreveu:Ceni só falta assinar. Eu não curti muito. Inexperiente, amigo do Leco, tem um ego grande, se for mal quem vai ter a banca de demitir? Tem tudo pra dar errado! Que dê certo pelamor do céu!
E vai ser engraçado. A mulher do Denis já não curtia o Rogério. Se ele botar o Sidão de cara já, a muié vai ficar puta da vida!! kkkkk
Paulo J. escreveu:Escolha politica. Serve para calar a torcida, aumentar o prestigio(e olha com isso é ridículo no quadro atual) do Leco e manter o Ceni mandando no clube(que parece tava apenas de férias e não aposentado). No final é tudo culpa do Paulo Amaral que deixou ele quebrar a hierarquia e fazer politicagem. Vamos novamente para aquela ladainha de sempre: ou você apoia incondicionalmente o fulano ou você não é torcedor verdadeiro. E os interesses do clube? Ninguém parece ligar.
Pegaso escreveu:é a pior merda que poderia acontecer
tá, o plano pro RC é dele ser um Fergusson do sp nao é? Isso quer dizer que por mais que tenhamos umas 2, 3, sei la quantas temporadas merdas, nao vao demitir ele. Quase um Arsene Wenger.
E se de fato o plano seja que ele fique 20 anos sei la (pq é impensável ver ele treinando outro time), quer dizer que o planejamento é manter o Jardine pra sempre na base?
Nile escreveu:São Paulo tá fudido, O RC vai usar o time para aprender ser técnico ?! que merda é essa ?!
Fiz um recordatório aqui no tópico de quando estavam especulando e quando anunciaram o RC. Qualquer torcedor mais racional, que acompanha pelo menos o mínimo dos jogos e conhece a diretoria que o clube tem já sabia que ia dar merda. Era uma tragédia anunciada.Guilherme Wolverine escreveu:Boa sorte, mas a perspectiva é tenebrosa.
Re: São Paulo Futebol Clube
Sou verdão, amigo. Mas tava na cara que o resultado seria esse.
Conheçam o MELHOR e MAIS COMPLETO fantasy de UFC da internet brasileira! Vc nunca viu nada parecido em nenhum outro fantasy.
E o melhor de tudo, com o GARCEZ no comando, o que faz toda a diferença.
http://ufconfantasy.forumeiros.com/
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Re: São Paulo Futebol Clube
no ge tao falando de autuori ahauahau.
Espero que seja uma piada de muito péssimo gosto.
Espero que seja uma piada de muito péssimo gosto.
- JackmAtAll
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Re: São Paulo Futebol Clube
Nomes que o Leco está sondando:
Dorival
Marcelo Oliveira
Dunga - nível de seleção
Argel - Simeone brasileiro
Joel Santana - tecnico internacional
Pôfexo - vão ter que pagar a multa
Dorival
Marcelo Oliveira
Dunga - nível de seleção
Argel - Simeone brasileiro
Joel Santana - tecnico internacional
Pôfexo - vão ter que pagar a multa
Tapirus terrestris
Re: São Paulo Futebol Clube
Luxemburgo vem aí
- Blue Ocean
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Re: São Paulo Futebol Clube
Como o mercado brasileiro é carente de bons técnicos...
Enviado do meu teclado Patati Patatalk
Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.
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- Leadership
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Re: São Paulo Futebol Clube
Acho que vão contratar o Dorival e acho que é o melhorzinho dos especulados, com o Senil cairiam sem dúvida nenhuma.
"A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz." Sigmund Freud
Re: São Paulo Futebol Clube
DeMITídO
Via como uma possibilidade razoável dentro das opções internas, arriscada é vdd
Erros todos esperavam e aconteceram. A evolução não existiu, apenas passou a jogar para não perder e treinar muito mal os fundamentos básicos
O SPFC tem que exigir a mudança do calendário brasileiro como bom exportador de pé de obra. Diminuir as perdas ao menos para o mercado europeu
Via como uma possibilidade razoável dentro das opções internas, arriscada é vdd
Erros todos esperavam e aconteceram. A evolução não existiu, apenas passou a jogar para não perder e treinar muito mal os fundamentos básicos
O SPFC tem que exigir a mudança do calendário brasileiro como bom exportador de pé de obra. Diminuir as perdas ao menos para o mercado europeu
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
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Re: São Paulo Futebol Clube
Reportagem racional e lúcida sobre o São Paulo:
Fonte: http://espn.uol.com.br/post/708021_inic ... -sao-paulo
Renato Rodrigues, do DataESPN
Início, meio e fim: a trajetória de Rogério Ceni em uma visão mais sistêmica sobre o São Paulo
Rogério Ceni caiu. O que muitos desacreditavam, principalmente por ser talvez o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube, aconteceu. Mais um que vira estatística na cultura do futebol brasileiro que tritura um treinador atrás do outro. Mas foi correto demitir o ex-goleiro? Onde estão os erros dele? O que não funcionou em seu modelo de jogo? Só ele errou nestes seis meses de trabalho? Como detectar o que existe de certo e errado dentro de um ambiente tão complexo de se analisar?
Pois bem. É fato que, no Brasil, estamos acostumados a sempre escolher um vilão para cada tragédia que vivemos. Treinador, presidente, diretor, zagueiro que falha... Tem até gente nadando contra toda essa maré que acaba entrando no balaio por ignorância de quem passa informação e cria opinião. Mas chegaremos neste ponto lá na frente.
Olhar para o São Paulo hoje e tentar apontar um culpado ou mesmo um só problema dentro de tudo que se enxerga dentro de campo é praticamente impossível. Falaremos dos últimos seis meses, mas é fato que o Tricolor, que desde sua última conquista (Sul-Americana 2012) teve nada mais nada menos que 11 treinadores, tem vilões de todas cores, formas e estilos para escolhermos. Enquanto não enxergamos o futebol como algo sistêmico, com vários aspectos interligados, vamos continuar tratando apenas os sintomas, e não a doença. Aliás, reflexão válida para outras esferas da nossa vida.
Então vamos separar a trajetória do ex-capitão são-paulino como treinador em alguns tópicos. Tentar entender os objetivos, os erros, as questões de campo e fora dele. Olhar de uma forma mais abrangente, explorando questões táticas, ambiente, escolhas no modelo de jogo, planejamento, resultado x desempenho... Vamos nessa:
Início: a escolha do modelo de jogo como fator decisivo
Ao assumir a equipe, Rogério Ceni garantia, desde suas primeiras entrevistas, que o objetivo era construir um modelo de jogo ofensivo e de muita agressividade. Que gostaria de ter um time que jogasse no campo do adversário, com muita pressão na bola e passes rápidos para desequilibrar as defesas adversárias. No geral, ideias complexas para se colocar em prática com menos de um mês de pré-temporada. No fim, foram escolhas determinantes para o seu futuro. Definições que, de certa forma, o levaram até a demissão. Talvez muita informação ao mesmo tempo. Não ter ensinado primeiro o "A-E-I-O-U" para, só depois, tentar separar as sílabas.
Com o calendário brasileiro tão congestionado, escolher e trabalhar uma forma de jogar na pré-temporada se torna cada vez mais importante. Com o ritmo de quarta e domingo, pouco se treina. O dia a dia acaba servindo para "lembrar" situações já treinadas e ajustar ideias. Olhe para a Europa e veja a relevância que os profissionais dão a este longo período de treinamentos. É nele que os pilares de um modelo de jogo são construídos, visando uma estrutura forte que suporte toda a temporada.
Ciente da sua inexperiência, sobretudo com treinamentos, Rogério trouxe Michel Beale. O auxiliar-técnico inglês, com passagens por Chelsea e Liverpool, chegava para ser um suporte ideológico na criação de uma identidade para a equipe. Ceni viu no contratado alguém que pudesse o ajudar na construção dos treinamentos e exercícios que estimulassem seus atletas a jogar dentro de um modelo totalmente novo, até mesmo no âmbito nacional.
Empolgado com a chance de ser ídolo também fora das quatro linhas, estreitou sua relação com as categorias de base, estudou equipes que praticavam um futebol parecido com o que buscava, se aproximou da Análise de Desempenho para dissecar adversários, buscar exemplos de jogadas, vídeos referenciais, ideias novas... Enfim, tudo que poderia ser feito para iniciar bem o novo desafio. Por conta disso, trazia consigo grandes expectativas.
Apesar de ter treinado formações com três zagueiros durante os amistosos pela Flórida Cup, até por conta do passado recente são-paulino e a tendência europeia neste sentido, escolheu o 4-3-3 como a plataforma base para o São Paulo. As variações eram mínimas, geralmente para o 4-2-3-1. A questão mais importante, no entanto, era o modelo e também o fato de optar por uma linha defensiva com quatro jogadores, algo que mudaria em certo momento da temporada. Rodrigo Caio, volante nos primeiros dias de trabalho, pediu para voltar a zaga. Com João Schmidt de malas prontas para a Europa, achou (e acertou) com Jucilei. Problema resolvido.
Em seu momento ofensivo, o Tricolor atuava com seus zagueiros bem adiantados, compactando a equipe para sufocar o oponente em seu campo. Juntos do primeiro volante, faziam o balanço defensivo e ajudavam na organização ofensiva. Saiam com passes mais agudos, quebrando linhas e buscando apoios verticais. Seus laterais, abertos rentes à linha lateral, geravam amplitude (abrindo o campo) e em alguns momentos até profundidade. Com isso, o treinador são-paulino centralizava seus pontas para gerar superioridade numérica por dentro e trabalhar o jogo curto com velocidade.
Mas a grande identidade da equipe nos primeiros jogos era a pressão pós-perda da bola. Era um time que, ao perder a posse, atacava a bola com muita agressividade. Rogério cobrava isso incansavelmente. O São Paulo praticamente não entrava em fase defensiva, muito por trabalhar nessas transições mais agressivas, retomando a bola rapidamente e, de novo, acelerando o jogo próximo do último terço do campo. E foram nessas transições defensivas que os primeiros erros começaram a aparecer.
A perda da intensidade, principalmente no segundo tempo, fazia do São Paulo um time que fazia muitos gols, mas que também sofria muitos. As transições defensivas, desorganizadas e por vezes "preguiçosas" por parte de alguns atletas, começavam a virar o tendão de Aquiles para Ceni. Se buscava uma pressão mais adiantada, mas, quando essa bola saía da pressão, via sua equipe dando campo e espaços para os adversários atacarem. No geral, o desempenho no mínimo satisfatório.
Meio: os problemas estruturais e o questionamento das convicções
Até então novidade, o São Paulo de Rogério Ceni passou a ser melhor compreendido por seus adversários. Os espaços para se acelerar o jogo no terço ofensivo, antes mais frequentes, foram desaparecendo. Os rivais passaram a dar a bola para o Tricolor. Equipes mais organizadas e com estilo reativo, apostando em contra-ataques e em bolas paradas, principalmente, começaram a se dar melhor nos confrontos. Mais posse de bola, mais volume ofensivo, mais escanteios, cruzamentos, finalizações... As estatísticas frias, que pouco explicam o futebol, jogavam ao lado do treinador. Por outro lado, os resultados não vinham, mesmo que com bom desempenho em alguns jogos.
As transições defensivas eram cada vez mais desastrosas. Cícero, por exemplo, mostrava grande dificuldade neste retorno. Não tinha forças para colocar pressão na bola e muito menos se colocar atrás da linha dela rapidamente. Se por um lado a sua característica de construção, do passe e da circulação da bola, era importante, suas atribuições defensivas eram cada vez menos eficazes dentro do contexto coletivo da equipe. Com o coletivo cada vez mais enfraquecido, começou um festival de falhas individuais, Lucão, Rodrigo Caio, Douglas, Maicon... Quase que uma por rodada.
Não pressionar o portador da bola continuava a ser um problema. A intensidade sem bola, importantíssima nos movimentos de perde e pressiona, continuava caindo. De um modo geral, faltava ao São Paulo aprender a alternar ritmo durante os jogos. O São Paulo era uma equipe que, basicamente, acelerava, perdia e pressionava, e acelerava novamente. Alternar ritmo nada mais é que intercalar momentos de maior pressão e intensidade, com um jogo mais posicional. É tentar recuperar a posse e não acelerar a todo instante, cadenciar também, "descansar" com a bola. Manter a agressividade do modo que Ceni queria durante 90 minutos é impossível. Ninguém no mundo consegue. E poucos têm o calendário tão desgastante quanto o nosso. A primeira convicção de Rogério Ceni começava a ser quebrada.
Outra questão muito importante que enguiçava a fluência do modelo de jogo são-paulino era o trabalho dos pontas. Ficava cada vez mais claro que, tirando Marcinho, as opções no elenco não conseguiam fazer esse trabalho mais curto por dentro, com toques rápidos e com grande velocidade de execução, principalmente por se tratar de uma zona muito pressionada no campo. A queda de desempenho de Cueva também era sentida, já que se trata do jogador com mais recurso técnico para tal função.
Ao mesmo tempo os contra-ataques adversários castigavam o São Paulo. As bolas paradas defensivas também chegaram a ser problema durante um período. Com tudo isso, a confiança e a força mental dos atletas iam ladeira abaixo. Fez da equipe de Rogério Ceni um time incapaz de reagir à situações desfavoráveis. Era cada vez mais nítido o abatimento com gols tomados. Foram várias os momentos de bom desempenho, gol sofrido e apagão geral. O time simplesmente parava de jogar. Resultado: duas eliminações em poucos dias. Paulistão, para o rival Corinthians, e Copa do Brasil, para o Cruzeiro.
Fim: a ruptura na essência da equipe e os erros conceituais
Nem o desempenho vinha mais. Convencido de que não poderia manter o nível de intensidade que planejou no início do ano, Rogério mudou. Ao invés de conduzir sua equipe a um nível de entendimento para que se alternasse melhor o ritmo, entendeu que era o momento de buscar uma fase defensiva mais posicional. As transições defensivas, que antes eram marcadas por pressionar a bola, seja onde ela estivesse, passou a ser feita com intuito de colocar o máximo número de jogadores atrás da linha da bola. Marcar de forma mais zonal, controlando espaços.
O sistema com três zagueiros também foi fixado e o São Paulo passou a defender em um 5-4-1. Tinha algumas leves variações nessa fase defensiva e na fase ofensiva usava o 3-4-3 (ou 3-4-2-1), soltando ainda mais os laterais. O balanço defensivo, por exemplo, não mudava tanto. Já que foi se trocado um zagueiro por um volante. Em certo momento, aliás, a equipe cresceu de produção. Passou a ter um desempenho melhor e conquistar vitórias. A mais emblemática delas contra o Palmeiras, dentro de casa. Militão, com muita versatilidade, foi a boa notícia e era peça chave para variações para o 4-2-3-1.
Só que o São Paulo equilibrado passou a se transformar em um São Paulo pouco criativo. A falta de pressão ao portador da bola passou então a desencadear um outro tipo de erro: o posicionamento corporal da linha defensiva. A ideia de alinhas cinco jogadores neste momento, inclusive, é justamente para neutralizar infiltrações. Mas o resultado foi o inverso. Errando muito o conceito de bola coberta e descoberta, a linha defensiva era vazada a todo momento. O clássico contra o Corinthians é um grande exemplo. Portador da bola sem pressão, jogadores todos posicionados de frente e não lateralmente, complicando a troca de direção. Os 15 primeiros minutos na Arena do rival foi praticamente um massacre, todo criado em cima dessa situação conceitual, básica até. Algo que cabia ao treinador explicar aos atletas e corrigir nos treinamentos.
Outro fato muito equivocado era a formação dessa linha, principalmente em bolas que poderiam resultar em impedimentos dos atacantes adversários. Por estar sempre torta, com jogadores saindo e outros ficando, deixava os rivais sempre em condições para chegar na cara do gol. Resumindo, já não se pressionava o adversário mais a frente, mas também não se controlava espaços como o proposto. A mistura de ideias causou uma desordem geral.
O fato de ter tentado construir a equipe a partir do ataque e não da defesa, também pode ter influenciado para tamanha confusão. Talvez a inexperiência tenha sido decisiva neste momento. Ao meu ver, de fato, o ídolo poderia ter investido mais em conhecimento, se resguardado por um período maior e, principalmente, pegado um pouco mais de rodagem, seja como auxiliar, nas categorias de base, clubes menores...
A ruptura de comportamentos criados lá no início custava caro. Os atletas não desenvolveram a antiga ideia e nem absorveram por completo a nova. Enquanto isso, jogadores chegando, outros saindo... Um mercado livre dentro do clube, que complicou ainda mais a construção de uma nova ideia. Sendo bem claro, foi uma tentativa de se trocar de pneu e de carro ao mesmo tempo, com ambos em movimento. Um caos, uma situação praticamente impossível de administrar com bom desempenho em campo.
O futebol (ou falta dele) no São Paulo
Se olharmos para outras comissões técnicas pelo país afora fica claro que o São Paulo tem problemas. Além de um estafe reduzido, Rogério tinha ao seu lado poucas pessoas pensando futebol. Beale e Pintado eram os auxiliares. O primeiro já teve seu perfil pontuado aqui. Já o ex-volante são-paulino tem características totalmente diferentes. Após grande rodagem como treinador, chegou ao clube por conta da sua identificação e por ter um caráter mais agregador, com a ideia de ser uma ponte entre comissão e jogadores. Em sua vasta carreira pelo interior paulista como técnico, no entanto, Pintado sempre apresentou conceitos e ideias de jogo totalmente diferentes das tentadas por Ceni.
A Análise de Desempenho, diferente do que muitos pensam, não tem o poder de tomar grandes decisões dentro do contexto de um clube futebol. Chegou de maneira mais profissional ao São Paulo somente em 2015 (2015!!!). E muito se fala sobre essa nova profissão, principalmente ligando ela às contratações de jogadores. Mas não é por aí. Trata-se apenas de um braço de todo processo. Estes departamentos, definitivamente, não contratam ninguém. Ajudam na varredura do mercado, na análise e na prospecção de nomes para serem observados, os identifica e, junto com a comissão técnica, os acompanha. Depois disso ainda é necessário o crivo da diretoria. Sem contar que ainda existem as negociações, as concorrências, os interesses de empresários ou mesmo de dirigentes...
No meio de todo essa bagunça, até estes tipos de profissionais, que ainda têm a função de analisar adversários, treinamentos e a própria equipe, entram no balaio de forma injusta. Apesar de serem muito bem qualificados, estão apenas em dois por lá. O Corinthians, por exemplo, conta com seis profissionais e usa a mesma metodologia desde 2008, tamanha a demanda e importância do trabalho. O Palmeiras tem quatro, ou seja, o dobro do São Paulo.
Ao mesmo tempo também não se tem um gestor técnico capacitado para tomar decisões ligadas ao jogo. Uma pessoa que tenha, além da administração do dia a dia, um olhar técnico. Que possa observar treinamentos e entender pelo menos parte do trabalho diário no campo. Afinal, não é só durante as partidas que se deve analisar e chegar à conclusão sobre o trabalho de um treinador. O dia a dia pesa muito. A relação dele com os jogadores, o desenvolvimento dos treinamentos, a evolução ou mesmo interpretar questões como resultado e desempenho. Tudo isso estaria embaixo do guarda-chuva desse profissional, que traria essa visão mais sistêmica para o ambiente.
O São Paulo não tem uma gestão profissional do seu departamento de futebol. O Palmeiras, usando mais um rival para a comparação, conta com um diretor de futebol e um gerente de futebol. Sem falar que conta com um Coordenador Científico e mais de um preparador físico. Atualmente é um dos clubes que mais investe em pessoas, em mão de obra qualificada dentro do departamento. Os resultados, aos poucos, vão aparecendo. Não se faz futebol sem qualidade de pessoas. Não adianta ter os melhores equipamentos do mundo sem elas para manuseá-los. A diferença se faz assim.
Com ou sem Rogério Ceni, já passou da hora do São Paulo se estruturar melhor neste sentido. Apostar em pessoas mais atualizadas, em ideias e conceitos de futebol que dão resultados. Criar uma identidade de jogo para o clube e trabalhar em prol disso. Outra etapa importante nessa retomada é construir um ambiente mais leve, mais vencedor e profissional. Não são poucas as pessoas que passam pelo Morumbi que reclamam do dia a dia, da metodologia e do ar hostil que foi criado nos últimos anos
Fonte: http://espn.uol.com.br/post/708021_inic ... -sao-paulo
Renato Rodrigues, do DataESPN
Início, meio e fim: a trajetória de Rogério Ceni em uma visão mais sistêmica sobre o São Paulo
Rogério Ceni caiu. O que muitos desacreditavam, principalmente por ser talvez o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube, aconteceu. Mais um que vira estatística na cultura do futebol brasileiro que tritura um treinador atrás do outro. Mas foi correto demitir o ex-goleiro? Onde estão os erros dele? O que não funcionou em seu modelo de jogo? Só ele errou nestes seis meses de trabalho? Como detectar o que existe de certo e errado dentro de um ambiente tão complexo de se analisar?
Pois bem. É fato que, no Brasil, estamos acostumados a sempre escolher um vilão para cada tragédia que vivemos. Treinador, presidente, diretor, zagueiro que falha... Tem até gente nadando contra toda essa maré que acaba entrando no balaio por ignorância de quem passa informação e cria opinião. Mas chegaremos neste ponto lá na frente.
Olhar para o São Paulo hoje e tentar apontar um culpado ou mesmo um só problema dentro de tudo que se enxerga dentro de campo é praticamente impossível. Falaremos dos últimos seis meses, mas é fato que o Tricolor, que desde sua última conquista (Sul-Americana 2012) teve nada mais nada menos que 11 treinadores, tem vilões de todas cores, formas e estilos para escolhermos. Enquanto não enxergamos o futebol como algo sistêmico, com vários aspectos interligados, vamos continuar tratando apenas os sintomas, e não a doença. Aliás, reflexão válida para outras esferas da nossa vida.
Então vamos separar a trajetória do ex-capitão são-paulino como treinador em alguns tópicos. Tentar entender os objetivos, os erros, as questões de campo e fora dele. Olhar de uma forma mais abrangente, explorando questões táticas, ambiente, escolhas no modelo de jogo, planejamento, resultado x desempenho... Vamos nessa:
Início: a escolha do modelo de jogo como fator decisivo
Ao assumir a equipe, Rogério Ceni garantia, desde suas primeiras entrevistas, que o objetivo era construir um modelo de jogo ofensivo e de muita agressividade. Que gostaria de ter um time que jogasse no campo do adversário, com muita pressão na bola e passes rápidos para desequilibrar as defesas adversárias. No geral, ideias complexas para se colocar em prática com menos de um mês de pré-temporada. No fim, foram escolhas determinantes para o seu futuro. Definições que, de certa forma, o levaram até a demissão. Talvez muita informação ao mesmo tempo. Não ter ensinado primeiro o "A-E-I-O-U" para, só depois, tentar separar as sílabas.
Com o calendário brasileiro tão congestionado, escolher e trabalhar uma forma de jogar na pré-temporada se torna cada vez mais importante. Com o ritmo de quarta e domingo, pouco se treina. O dia a dia acaba servindo para "lembrar" situações já treinadas e ajustar ideias. Olhe para a Europa e veja a relevância que os profissionais dão a este longo período de treinamentos. É nele que os pilares de um modelo de jogo são construídos, visando uma estrutura forte que suporte toda a temporada.
Ciente da sua inexperiência, sobretudo com treinamentos, Rogério trouxe Michel Beale. O auxiliar-técnico inglês, com passagens por Chelsea e Liverpool, chegava para ser um suporte ideológico na criação de uma identidade para a equipe. Ceni viu no contratado alguém que pudesse o ajudar na construção dos treinamentos e exercícios que estimulassem seus atletas a jogar dentro de um modelo totalmente novo, até mesmo no âmbito nacional.
Empolgado com a chance de ser ídolo também fora das quatro linhas, estreitou sua relação com as categorias de base, estudou equipes que praticavam um futebol parecido com o que buscava, se aproximou da Análise de Desempenho para dissecar adversários, buscar exemplos de jogadas, vídeos referenciais, ideias novas... Enfim, tudo que poderia ser feito para iniciar bem o novo desafio. Por conta disso, trazia consigo grandes expectativas.
Apesar de ter treinado formações com três zagueiros durante os amistosos pela Flórida Cup, até por conta do passado recente são-paulino e a tendência europeia neste sentido, escolheu o 4-3-3 como a plataforma base para o São Paulo. As variações eram mínimas, geralmente para o 4-2-3-1. A questão mais importante, no entanto, era o modelo e também o fato de optar por uma linha defensiva com quatro jogadores, algo que mudaria em certo momento da temporada. Rodrigo Caio, volante nos primeiros dias de trabalho, pediu para voltar a zaga. Com João Schmidt de malas prontas para a Europa, achou (e acertou) com Jucilei. Problema resolvido.
Em seu momento ofensivo, o Tricolor atuava com seus zagueiros bem adiantados, compactando a equipe para sufocar o oponente em seu campo. Juntos do primeiro volante, faziam o balanço defensivo e ajudavam na organização ofensiva. Saiam com passes mais agudos, quebrando linhas e buscando apoios verticais. Seus laterais, abertos rentes à linha lateral, geravam amplitude (abrindo o campo) e em alguns momentos até profundidade. Com isso, o treinador são-paulino centralizava seus pontas para gerar superioridade numérica por dentro e trabalhar o jogo curto com velocidade.
Mas a grande identidade da equipe nos primeiros jogos era a pressão pós-perda da bola. Era um time que, ao perder a posse, atacava a bola com muita agressividade. Rogério cobrava isso incansavelmente. O São Paulo praticamente não entrava em fase defensiva, muito por trabalhar nessas transições mais agressivas, retomando a bola rapidamente e, de novo, acelerando o jogo próximo do último terço do campo. E foram nessas transições defensivas que os primeiros erros começaram a aparecer.
A perda da intensidade, principalmente no segundo tempo, fazia do São Paulo um time que fazia muitos gols, mas que também sofria muitos. As transições defensivas, desorganizadas e por vezes "preguiçosas" por parte de alguns atletas, começavam a virar o tendão de Aquiles para Ceni. Se buscava uma pressão mais adiantada, mas, quando essa bola saía da pressão, via sua equipe dando campo e espaços para os adversários atacarem. No geral, o desempenho no mínimo satisfatório.
Meio: os problemas estruturais e o questionamento das convicções
Até então novidade, o São Paulo de Rogério Ceni passou a ser melhor compreendido por seus adversários. Os espaços para se acelerar o jogo no terço ofensivo, antes mais frequentes, foram desaparecendo. Os rivais passaram a dar a bola para o Tricolor. Equipes mais organizadas e com estilo reativo, apostando em contra-ataques e em bolas paradas, principalmente, começaram a se dar melhor nos confrontos. Mais posse de bola, mais volume ofensivo, mais escanteios, cruzamentos, finalizações... As estatísticas frias, que pouco explicam o futebol, jogavam ao lado do treinador. Por outro lado, os resultados não vinham, mesmo que com bom desempenho em alguns jogos.
As transições defensivas eram cada vez mais desastrosas. Cícero, por exemplo, mostrava grande dificuldade neste retorno. Não tinha forças para colocar pressão na bola e muito menos se colocar atrás da linha dela rapidamente. Se por um lado a sua característica de construção, do passe e da circulação da bola, era importante, suas atribuições defensivas eram cada vez menos eficazes dentro do contexto coletivo da equipe. Com o coletivo cada vez mais enfraquecido, começou um festival de falhas individuais, Lucão, Rodrigo Caio, Douglas, Maicon... Quase que uma por rodada.
Não pressionar o portador da bola continuava a ser um problema. A intensidade sem bola, importantíssima nos movimentos de perde e pressiona, continuava caindo. De um modo geral, faltava ao São Paulo aprender a alternar ritmo durante os jogos. O São Paulo era uma equipe que, basicamente, acelerava, perdia e pressionava, e acelerava novamente. Alternar ritmo nada mais é que intercalar momentos de maior pressão e intensidade, com um jogo mais posicional. É tentar recuperar a posse e não acelerar a todo instante, cadenciar também, "descansar" com a bola. Manter a agressividade do modo que Ceni queria durante 90 minutos é impossível. Ninguém no mundo consegue. E poucos têm o calendário tão desgastante quanto o nosso. A primeira convicção de Rogério Ceni começava a ser quebrada.
Outra questão muito importante que enguiçava a fluência do modelo de jogo são-paulino era o trabalho dos pontas. Ficava cada vez mais claro que, tirando Marcinho, as opções no elenco não conseguiam fazer esse trabalho mais curto por dentro, com toques rápidos e com grande velocidade de execução, principalmente por se tratar de uma zona muito pressionada no campo. A queda de desempenho de Cueva também era sentida, já que se trata do jogador com mais recurso técnico para tal função.
Ao mesmo tempo os contra-ataques adversários castigavam o São Paulo. As bolas paradas defensivas também chegaram a ser problema durante um período. Com tudo isso, a confiança e a força mental dos atletas iam ladeira abaixo. Fez da equipe de Rogério Ceni um time incapaz de reagir à situações desfavoráveis. Era cada vez mais nítido o abatimento com gols tomados. Foram várias os momentos de bom desempenho, gol sofrido e apagão geral. O time simplesmente parava de jogar. Resultado: duas eliminações em poucos dias. Paulistão, para o rival Corinthians, e Copa do Brasil, para o Cruzeiro.
Fim: a ruptura na essência da equipe e os erros conceituais
Nem o desempenho vinha mais. Convencido de que não poderia manter o nível de intensidade que planejou no início do ano, Rogério mudou. Ao invés de conduzir sua equipe a um nível de entendimento para que se alternasse melhor o ritmo, entendeu que era o momento de buscar uma fase defensiva mais posicional. As transições defensivas, que antes eram marcadas por pressionar a bola, seja onde ela estivesse, passou a ser feita com intuito de colocar o máximo número de jogadores atrás da linha da bola. Marcar de forma mais zonal, controlando espaços.
O sistema com três zagueiros também foi fixado e o São Paulo passou a defender em um 5-4-1. Tinha algumas leves variações nessa fase defensiva e na fase ofensiva usava o 3-4-3 (ou 3-4-2-1), soltando ainda mais os laterais. O balanço defensivo, por exemplo, não mudava tanto. Já que foi se trocado um zagueiro por um volante. Em certo momento, aliás, a equipe cresceu de produção. Passou a ter um desempenho melhor e conquistar vitórias. A mais emblemática delas contra o Palmeiras, dentro de casa. Militão, com muita versatilidade, foi a boa notícia e era peça chave para variações para o 4-2-3-1.
Só que o São Paulo equilibrado passou a se transformar em um São Paulo pouco criativo. A falta de pressão ao portador da bola passou então a desencadear um outro tipo de erro: o posicionamento corporal da linha defensiva. A ideia de alinhas cinco jogadores neste momento, inclusive, é justamente para neutralizar infiltrações. Mas o resultado foi o inverso. Errando muito o conceito de bola coberta e descoberta, a linha defensiva era vazada a todo momento. O clássico contra o Corinthians é um grande exemplo. Portador da bola sem pressão, jogadores todos posicionados de frente e não lateralmente, complicando a troca de direção. Os 15 primeiros minutos na Arena do rival foi praticamente um massacre, todo criado em cima dessa situação conceitual, básica até. Algo que cabia ao treinador explicar aos atletas e corrigir nos treinamentos.
Outro fato muito equivocado era a formação dessa linha, principalmente em bolas que poderiam resultar em impedimentos dos atacantes adversários. Por estar sempre torta, com jogadores saindo e outros ficando, deixava os rivais sempre em condições para chegar na cara do gol. Resumindo, já não se pressionava o adversário mais a frente, mas também não se controlava espaços como o proposto. A mistura de ideias causou uma desordem geral.
O fato de ter tentado construir a equipe a partir do ataque e não da defesa, também pode ter influenciado para tamanha confusão. Talvez a inexperiência tenha sido decisiva neste momento. Ao meu ver, de fato, o ídolo poderia ter investido mais em conhecimento, se resguardado por um período maior e, principalmente, pegado um pouco mais de rodagem, seja como auxiliar, nas categorias de base, clubes menores...
A ruptura de comportamentos criados lá no início custava caro. Os atletas não desenvolveram a antiga ideia e nem absorveram por completo a nova. Enquanto isso, jogadores chegando, outros saindo... Um mercado livre dentro do clube, que complicou ainda mais a construção de uma nova ideia. Sendo bem claro, foi uma tentativa de se trocar de pneu e de carro ao mesmo tempo, com ambos em movimento. Um caos, uma situação praticamente impossível de administrar com bom desempenho em campo.
O futebol (ou falta dele) no São Paulo
Se olharmos para outras comissões técnicas pelo país afora fica claro que o São Paulo tem problemas. Além de um estafe reduzido, Rogério tinha ao seu lado poucas pessoas pensando futebol. Beale e Pintado eram os auxiliares. O primeiro já teve seu perfil pontuado aqui. Já o ex-volante são-paulino tem características totalmente diferentes. Após grande rodagem como treinador, chegou ao clube por conta da sua identificação e por ter um caráter mais agregador, com a ideia de ser uma ponte entre comissão e jogadores. Em sua vasta carreira pelo interior paulista como técnico, no entanto, Pintado sempre apresentou conceitos e ideias de jogo totalmente diferentes das tentadas por Ceni.
A Análise de Desempenho, diferente do que muitos pensam, não tem o poder de tomar grandes decisões dentro do contexto de um clube futebol. Chegou de maneira mais profissional ao São Paulo somente em 2015 (2015!!!). E muito se fala sobre essa nova profissão, principalmente ligando ela às contratações de jogadores. Mas não é por aí. Trata-se apenas de um braço de todo processo. Estes departamentos, definitivamente, não contratam ninguém. Ajudam na varredura do mercado, na análise e na prospecção de nomes para serem observados, os identifica e, junto com a comissão técnica, os acompanha. Depois disso ainda é necessário o crivo da diretoria. Sem contar que ainda existem as negociações, as concorrências, os interesses de empresários ou mesmo de dirigentes...
No meio de todo essa bagunça, até estes tipos de profissionais, que ainda têm a função de analisar adversários, treinamentos e a própria equipe, entram no balaio de forma injusta. Apesar de serem muito bem qualificados, estão apenas em dois por lá. O Corinthians, por exemplo, conta com seis profissionais e usa a mesma metodologia desde 2008, tamanha a demanda e importância do trabalho. O Palmeiras tem quatro, ou seja, o dobro do São Paulo.
Ao mesmo tempo também não se tem um gestor técnico capacitado para tomar decisões ligadas ao jogo. Uma pessoa que tenha, além da administração do dia a dia, um olhar técnico. Que possa observar treinamentos e entender pelo menos parte do trabalho diário no campo. Afinal, não é só durante as partidas que se deve analisar e chegar à conclusão sobre o trabalho de um treinador. O dia a dia pesa muito. A relação dele com os jogadores, o desenvolvimento dos treinamentos, a evolução ou mesmo interpretar questões como resultado e desempenho. Tudo isso estaria embaixo do guarda-chuva desse profissional, que traria essa visão mais sistêmica para o ambiente.
O São Paulo não tem uma gestão profissional do seu departamento de futebol. O Palmeiras, usando mais um rival para a comparação, conta com um diretor de futebol e um gerente de futebol. Sem falar que conta com um Coordenador Científico e mais de um preparador físico. Atualmente é um dos clubes que mais investe em pessoas, em mão de obra qualificada dentro do departamento. Os resultados, aos poucos, vão aparecendo. Não se faz futebol sem qualidade de pessoas. Não adianta ter os melhores equipamentos do mundo sem elas para manuseá-los. A diferença se faz assim.
Com ou sem Rogério Ceni, já passou da hora do São Paulo se estruturar melhor neste sentido. Apostar em pessoas mais atualizadas, em ideias e conceitos de futebol que dão resultados. Criar uma identidade de jogo para o clube e trabalhar em prol disso. Outra etapa importante nessa retomada é construir um ambiente mais leve, mais vencedor e profissional. Não são poucas as pessoas que passam pelo Morumbi que reclamam do dia a dia, da metodologia e do ar hostil que foi criado nos últimos anos
Re: São Paulo Futebol Clube
Ofereceram o Rueda, mas o SPFC não quis nem conversar hahaha!

O treinador colombiano Reinaldo Rueda, 60, foi oferecido ao São Paulo por procurador ligado ao clube na noite desta segunda (3), horas após Rogério Ceni perder o cargo.
A diretoria são-paulina recusou prontamente – a avaliação é que as últimas experiências com técnicos estrangeiros, o colombiano Juan Carlos Osorio e o argentino Edgardo Bauza, foram frustrantes e o momento é de apostar em um profissional brasileiro com experiência.
Foi avisado ao procurador que o clube pretende contratar Dorival Júnior, demitido recentemente do Santos. Como publicou o UOL Esporte, o São Paulo terá reunião ainda nesta terça com Dorival, em Florianópolis.Rueda está sem clube desde que deixou, em junho, o Atlético Nacional de Medellín.
Depois de dirigir até a seleção colombiana, entre 2004 e 2006, e ter destaque na seleção do Equador, entre 2010 e 2014, foi no Nacional que o treinador apareceu para o mercado brasileiro, ao montar o time que conquistou a Libertadores de 2016.
O bom desempenho do Nacional no ano passado fez Rueda se tornar “pop” no Brasil e seu nome apareceu como possibilidade em alguns clubes. No início de 2017, Rueda foi cogitado no Corinthians, antes de Fábio Carille ser efetivado de vez, e na pior fase de Zé Ricardo no Flamengo, após a eliminação na fase de grupos da Libertadores, o nome do colombiano também apareceu pela Gávea.
O problema sempre foi o mesmo: o alto salário, em dólar, pedido. No caso do São Paulo, nem foi aberta negociação salarial com a recusa imediata.O também colombiano Osorio assumiu o São Paulo em junho de 2015, inovou com rodízios nas escalações, mas viveu o auge da crise política que fez o ex-presidente Carlos Miguel Aidar renunciar e decidiu deixar o clube do Morumbi para comandar a seleção do México, onde permanece até o momento.
Foram apenas quatro meses no comando são-paulino.Bauza assumiu no fim de 2015, depois de o clube apostar em Doriva por alguns meses após a saída de Osorio. O argentino permaneceu por oito meses, e pediu demissão para assumir a seleção da Argentina – cargo que, por sinal, já perdeu. As saídas em meio ao trabalho dos dois últimos estrangeiros, e Bauza sendo na gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, pegaram mal e o clube não quer ouvir falar de treinador gringo neste momento.
https://marcelrizzo.blogosfera.uol.com. ... m-gringos/

O treinador colombiano Reinaldo Rueda, 60, foi oferecido ao São Paulo por procurador ligado ao clube na noite desta segunda (3), horas após Rogério Ceni perder o cargo.
A diretoria são-paulina recusou prontamente – a avaliação é que as últimas experiências com técnicos estrangeiros, o colombiano Juan Carlos Osorio e o argentino Edgardo Bauza, foram frustrantes e o momento é de apostar em um profissional brasileiro com experiência.
Foi avisado ao procurador que o clube pretende contratar Dorival Júnior, demitido recentemente do Santos. Como publicou o UOL Esporte, o São Paulo terá reunião ainda nesta terça com Dorival, em Florianópolis.Rueda está sem clube desde que deixou, em junho, o Atlético Nacional de Medellín.
Depois de dirigir até a seleção colombiana, entre 2004 e 2006, e ter destaque na seleção do Equador, entre 2010 e 2014, foi no Nacional que o treinador apareceu para o mercado brasileiro, ao montar o time que conquistou a Libertadores de 2016.
O bom desempenho do Nacional no ano passado fez Rueda se tornar “pop” no Brasil e seu nome apareceu como possibilidade em alguns clubes. No início de 2017, Rueda foi cogitado no Corinthians, antes de Fábio Carille ser efetivado de vez, e na pior fase de Zé Ricardo no Flamengo, após a eliminação na fase de grupos da Libertadores, o nome do colombiano também apareceu pela Gávea.
O problema sempre foi o mesmo: o alto salário, em dólar, pedido. No caso do São Paulo, nem foi aberta negociação salarial com a recusa imediata.O também colombiano Osorio assumiu o São Paulo em junho de 2015, inovou com rodízios nas escalações, mas viveu o auge da crise política que fez o ex-presidente Carlos Miguel Aidar renunciar e decidiu deixar o clube do Morumbi para comandar a seleção do México, onde permanece até o momento.
Foram apenas quatro meses no comando são-paulino.Bauza assumiu no fim de 2015, depois de o clube apostar em Doriva por alguns meses após a saída de Osorio. O argentino permaneceu por oito meses, e pediu demissão para assumir a seleção da Argentina – cargo que, por sinal, já perdeu. As saídas em meio ao trabalho dos dois últimos estrangeiros, e Bauza sendo na gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, pegaram mal e o clube não quer ouvir falar de treinador gringo neste momento.
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Editado pela última vez por xicao em 04 Jul 2017 11:49, em um total de 1 vez.
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Re: São Paulo Futebol Clube
borja newsxicao escreveu:Ofereceram o Rueda, mas o SPFC não quis nem conversar hahaha!
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spfc não vai ganhar nada com esses caras aí,se nao ficar com algum treinador por no minimo 2 anos
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Re: São Paulo Futebol Clube
São Paulo acerta com Matheus Jesus e depende de burocracia para anúncio
Ex-volante da Ponte Preta, de 20 anos, acabou de ser adquirido pelo Estoril, de Portugal, e será emprestado até dezembro de 2018, com cláusula de compra definida em contrato

Enquanto tenta contratar o técnico Dorival Júnior para substituir Rogério Ceni, o São Paulo concluiu a negociação com mais um reforço para o Campeonato Brasileiro. Já está tudo certo com o Estoril, de Portugal, e o volante Matheus Jesus, ex-Ponte Preta, para o jogador assinar com o Tricolor até dezembro de 2018. Faltam apenas questões burocráticas para o anúncio oficial.
A expectativa é de que os trâmites sejam resolvidos nos próximos dias para o jogador se juntar ao elenco no CT da Barra Funda ainda nesta semana. Possivelmente, como deseja a diretoria, já com Dorival Júnior no comando da equipe.
Pesou para a negociação a vontade de Matheus Jesus de jogar no São Paulo. Ele estava afastado na Ponte Preta e, desde fevereiro, tinha acordo com o Estoril. O clube português fez valer o combinado e acertou o vínculo de cinco temporadas com o jogador, mas não dificultou sua liberação ao Tricolor.
O meio-campista será emprestado à equipe do Morumbi até dezembro de 2018, com cláusula de compra definida em contrato - os valores são mantidos sob sigilo. Ele chega para aumentar as opções no setor, que ficou recentemente sem o volante Thiago Mendes, vendido ao Lille, da França.
Matheus Jesus é formado nas categorias de base do Flamengo. Problemas disciplinares fizeram o jogador ir para a base da Ponte Preta e ele, com boas atuações, foi promovido ao time profissional, destacando-se no Brasileiro de 2016 e no Paulistão deste ano - marcou um gol contra o São Paulo em fevereiro, no primeiro jogo de Rogério Ceni como técnico no Morumbi. Mas voltou a ter problemas extracampo e acabou afastado da Macaca em maio.
Matheus Jesus deve ser o sexto reforço a chegar ao Morumbi após o início do Brasileiro. O meia Jonatan Gomez e o zagueiro Robert Arboleda, que já treinam com o elenco, ainda não estrearam, enquanto o volante Petros e os atacantes Maicosuel e Denilson já até entraram em campo. O clube ainda negocia o empréstimo do zagueiro Aderlan, do Valencia, até o fim de 2018.
fonte: http://www.lance.com.br/sao-paulo/acert ... uncio.html
Ex-volante da Ponte Preta, de 20 anos, acabou de ser adquirido pelo Estoril, de Portugal, e será emprestado até dezembro de 2018, com cláusula de compra definida em contrato

Enquanto tenta contratar o técnico Dorival Júnior para substituir Rogério Ceni, o São Paulo concluiu a negociação com mais um reforço para o Campeonato Brasileiro. Já está tudo certo com o Estoril, de Portugal, e o volante Matheus Jesus, ex-Ponte Preta, para o jogador assinar com o Tricolor até dezembro de 2018. Faltam apenas questões burocráticas para o anúncio oficial.
A expectativa é de que os trâmites sejam resolvidos nos próximos dias para o jogador se juntar ao elenco no CT da Barra Funda ainda nesta semana. Possivelmente, como deseja a diretoria, já com Dorival Júnior no comando da equipe.
Pesou para a negociação a vontade de Matheus Jesus de jogar no São Paulo. Ele estava afastado na Ponte Preta e, desde fevereiro, tinha acordo com o Estoril. O clube português fez valer o combinado e acertou o vínculo de cinco temporadas com o jogador, mas não dificultou sua liberação ao Tricolor.
O meio-campista será emprestado à equipe do Morumbi até dezembro de 2018, com cláusula de compra definida em contrato - os valores são mantidos sob sigilo. Ele chega para aumentar as opções no setor, que ficou recentemente sem o volante Thiago Mendes, vendido ao Lille, da França.
Matheus Jesus é formado nas categorias de base do Flamengo. Problemas disciplinares fizeram o jogador ir para a base da Ponte Preta e ele, com boas atuações, foi promovido ao time profissional, destacando-se no Brasileiro de 2016 e no Paulistão deste ano - marcou um gol contra o São Paulo em fevereiro, no primeiro jogo de Rogério Ceni como técnico no Morumbi. Mas voltou a ter problemas extracampo e acabou afastado da Macaca em maio.
Matheus Jesus deve ser o sexto reforço a chegar ao Morumbi após o início do Brasileiro. O meia Jonatan Gomez e o zagueiro Robert Arboleda, que já treinam com o elenco, ainda não estrearam, enquanto o volante Petros e os atacantes Maicosuel e Denilson já até entraram em campo. O clube ainda negocia o empréstimo do zagueiro Aderlan, do Valencia, até o fim de 2018.
fonte: http://www.lance.com.br/sao-paulo/acert ... uncio.html
Re: São Paulo Futebol Clube
eu sempre acho que os estrangeiros são melhores e mais estudiosos que a média brasileira, muito mais até. Mas contratar um agora é pedir pra cair, muito pouco tempo de adaptação e conhecer o próprio time e os rivais.
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