Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

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Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Sky » 26 Abr 2019 15:30

Eleição do GLOBO conta com as opiniões de 47 personalidades do esporte

Superados os Estaduais, é hora de voltar a atenção ao campeonato que, até dezembro, alimentará as polêmicas em mesas de bar e as provocações de segunda-feira de manhã no trabalho. Com as peculiaridades que nos fazem amá-lo e odiá-lo na mesma intensidade, o Brasileirão da Série A começa no próximo sábado e se estenderá pelos próximos sete meses.

Como um aquecimento ao longo desta semana que antecede a rodada de abertura do nacional, o GLOBO convidou 47 especialistas para uma eleição que determinasse quais foram os 50 maiores jogadores dos primeiros 16 anos da era dos pontos corridos, que começou em 2003 e terá sua 17ª edição neste ano. De segunda até sexta-feira, dez nomes serão revelados por vez.

Para chegar à lista final, o GLOBO convocou um colégio de eleitores formado por jogadores em atividade (como o zagueiro Paulo André, do Athletico-PR, e o goleiro Magrão, do Sport), ex-atletas (como Júnior, Tostão, Casagrande e PC Caju) e técnicos (Dorival Júnior a Tite), além de jornalistas de diversos veículos e regiões do país, como os paulistanos Paulo Vinicius Coelho e Ana Thaís Matos, o gaúcho Diogo Olivier, o cearense Bruno Formiga e até o inglês Tim Vickery. A meta era trazer diferentes olhares e preferências para chegar à nata.

Quem votou?

Jornalistas/comentaristas: Alexandre Lozetti, Ana Thaís Mattos, André Kfouri, André Rizek, Arnaldo Cézar Coelho, Bernardo Coimbra, Bob Faria, Bruno Formiga, Bruno Marinho, Carlos Cereto, Carlos Eduardo Eboli, Carlos Eduardo Mansur, Cristian Toledo, Diogo Olivier, Francisco Aiello, Gabriela Moreira, Galvão Bueno, Gilmar Ferreira, Gustavo Poli, Lédio Carmona, Luís Roberto, Marcelo Barreto, Marília Ruiz, Mário Marra, Márvio dos Anjos, Mauro Beting, Mauro Cézar Pereira, Paulo Vinícius Coelho, Roberto Maltchik, Rodrigo Bueno, Rodrigo Rodrigues, Sanny Bertoldo, Sérgio Xavier, Tatiana Furtado, Thales Machado e Tim Vickery.

Jogadores/técnicos: Casagrande, Cristóvão Borges, Dorival Jr., Grafite, Júnior, Magrão (goleiro), Muricy Ramalho, Paulo André, PC Caju, Tite e Tostão.

Regulamento:

Cada membro do júri votou em dez nomes de sua livre escolha. O único critério era que o jogador deveria ter participado de ao menos três edições do Brasileirão de pontos corridos, que começou em 2003. O primeiro em cada relação recebeu 10 pontos, o segundo, nove, até o décimo, que somou um ponto. O somatório desse votos gerou a pontuação que ordena este ranking.

50º — Jean
Volante/lateral-direito

Um 8 que virou camisa 2, Jean nunca foi protagonista por onde passou, mas seu passe e seu preparo físico o tornaram um recurso de alta confiança. Não à toa, este versátil sul-matogrossense foi campeão em 2008 com o São Paulo de Muricy e com o Flu de Abel Braga em 2012. Testado na seleção por sua polivalência, contribuiu para o bi do Palmeiras, em 2016 e 2018. Aos 32, estará com Felipão.

49º — Paulinho
Volante

Competente na construção, o infiltrador favorito de Tite deu solidez ao meio-campo corintiano e se mostrou um dos mais perigosos elementos-surpresa no ataque, com 20 gols nos seus 86 jogos pela Série A, de 2010 a 2013. Campeão brasileiro em 2011 com o Corinthians, passou por Tottenham e Barcelona e conseguiu lugar na seleção por duas Copas. Está no Guangzhou Evergrande.

48º — Gil
Zagueiro

Imbatível no jogo aéreo, o defensor de 1,92m se notabilizou também pela velocidade incomum para a estatura e pela garra. Debutou na Série A pelo Cruzeiro, foi à França, mas deixou sua marca pelo Corinthians: a segurança transmitida por este natural de Campos dos Goytacazes lhe rendeu os prêmios Craque do Brasileirão e Bola de Prata das edições de 2014 e 2015, ano em que foi campeão.

47º — Rodriguinho
Meia

Num futebol de talentos cada vez mais precoces, poucos meias conseguem viradas tardias na carreira. Após passagem por América-MG e empréstimo ao Grêmio, o ambidestro enfim ocupou seu espaço no Corinthians reformulado após o título de 2015. No time conservador de Fábio Carille, o potiguar foi arco e flecha no título de 2017. Aos 31 anos, o desafio é repetir o feito no Cruzeiro.

46º — Fernandão
Atacante

O centroavante goiano chegou ao Beira-Rio em 2004 sem alarde, vindo da França. Tornou-se líder com enorme inteligência tática, capaz de jogar como segundo atacante e até como meia. Em 2005, levou o Inter ao vice do Brasileiro marcado pela anulação de jogos pela “máfia do apito”. Revelado no Goiás, ainda atuou pelo São Paulo. Depois de se aposentar, morreu em 2014, num acidente de helicóptero.

45º — Ganso
Meia

O tempo se encarregou de elucidar a dúvida sobre quem era o melhor da safra santista de 2009: o insinuante Neymar ou o maestro de meio-campo, de passes refinados e clarividência precoce. Mesmo crivada por lesões, a qualidade técnica do paraense de Ananindeua deixou memórias pelo Santos e pelo São Paulo. No Flu, o camisa 10 pode provar que sua sinfonia na Série A ainda está inacabada.

44º — Thiago Silva
Zagueiro

O repertório técnico deste carioca seguramente o credenciaria a jogar perto do gol adversário. Como zagueiro, sua velocidade e seu poder de recuperação o transformaram no ‘Monstro’ que surgiu em 2006, extrapolou as Laranjeiras em 2008 e se tornou um dos melhores do mundo na posição, no Milan e no PSG, embora não tenha erguido a taça em sua melhor campanha, o 4º lugar de 2007.

43º — Juninho Pernambucano
Meia

Os pontos corridos chegaram tarde para o recifense revelado pelo Sport e campeão da Libertadores pelo Vasco. Já consagrado na França, voltou a São Januário em 2011, aos 36 anos, para ganhar uma ninharia e matar as saudades, levando o Vasco à sua melhor posição na era. Nas duas passagens pelo clube, separadas por uma aventura em NY, esbanjou disposição e arte nas cobranças de falta.

42º — Lugano
Zagueiro

O arquétipo da raça uruguaia, orgulhoso da camisa que veste, encontrou em Lugano um de seus representantes mais fidedignos. Depois de um começo turbulento no São Paulo, em que foi pouco aproveitado pelo técnico Oswaldo de Oliveira, decolou no Brasileiro de 2005 e participou da campanha do título no ano seguinte. Ídolo de uma geração, voltou para se aposentar uma década depois.

41º — Zé Roberto
Lateral-esquerdo/meia

Quando retornou de bem-sucedida carreira na Alemanha, o prodígio da Portuguesa mostrou que, aos 37 anos, ainda era apenas um menino cheio de sonhos. Graças à inteligência e aos cuidados ao longo da carreira, jogou em altíssimo nível no Grêmio e se transferiu para o Palmeiras, a tempo de ser campeão brasileiro aos 42 anos, em 2016. Só se aposentou após jogar no ano seguinte.

40º — Alecsandro
Atacante

O irmão artilheiro de Richarlyson espalhou gols por toda parte. Dividiu seu inventário de 100 gols nos pontos corridos — o quarto maior goleador da era —por camisas tão ilustres quanto as de Ponte Preta, Cruzeiro, Internacional, Vasco, Flamengo, Atlético-MG, Palmeiras e Coritiba. Não fincou raízes, não foi ídolo, mas assombrou goleiros e zagueiros com sua imposição física.

39º — Rafael Sóbis
Atacante

Revelado pelo Inter, o gaúcho de Erechim estourou na campanha do vice de 2005, eleito revelação e melhor atacante. Passou por Espanha e Qatar até que voltou ao Brasil para conquistar o título nacional pelo Fluminense em 2012. Mais lento, fez parte do ataque sólido do Cruzeiro e, aos 33 anos, retornou ao Colorado para estar à disposição de Odair Hellmann na volta do Brasileirão.

38º — Paolo Guerrero
Atacante

O peruano se firmou no Corinthians por ser um exímio pivô, um ótimo cabeceador e um bom finalizador. Na média, teve mais sucesso na primeira função, especialmente nos anos de Flamengo. De costas para o gol, sua luta e sua generosidade permitiam que os meias de seu time se projetassem ao ataque enquanto ele protegia a bola. Deixou 42 gols nas oito edições que jogou na Série A.

37º — Leonardo Silva
Zagueiro

Aos 39 anos, o defensor carioca de enorme profissionalismo no preparo físico completou uma década no futebol mineiro. Se antes, no Palmeiras e no Cruzeiro, aliava a estatura (1,92m) à velocidade, hoje seu forte é a saída de bola, que parece melhorar a cada temporada, segundo o comentarista Bob Faria. Pelos atalhos do campo, Leonardo permanece à altura da história que construiu.

36º — Diego Tardelli
Atacante

Garoto-problema no São Paulo campeão de 2007, reserva de luxo no Flamengo, o paulista de Santa Bárbara d’Oeste parecia fadado a desperdiçar talento até chegar ao Atlético-MG. Ali, sua habilidade superior e velocidade pelas pontas se uniram a um faro de gol que o levaram a liderar a lista de matadores ao lado de Adriano, do campeão Flamengo. Aos 33 anos, ele volta com a camisa do Grêmio.

35º — Breno
Zagueiro

Um dos resultados mais surpreendentes da eleição, o zagueiro Breno é uma das maiores voltas por cima da Série A. Revelado aos 17 anos no São Paulo de Muricy Ramalho, o menino com atuações de veterano encantou o Bayern de Munique. Deprimido após duas cirurgias no mesmo joelho, cometeu o infame incêndio na própria casa. Voltou ao São Paulo e hoje, com 29 anos, tenta se firmar no Vasco.

34º — Borges
Atacante

O baiano de Salvador enfrentou concorrência pesada no São Paulo de 2007, onde se consagrou. Onde havia Adriano Imperador, pediu para ser chamado de “Trabalhador”. Ao fim de sua carreira, em 2016, somou 99 gols nos pontos corridos — 23 deles como artilheiro isolado de 2011. São Paulo, Grêmio, Santos e Cruzeiro se lembram dele com carinho de sua produtividade, que merecia mais grife.

33º — Willian Bigode
Meia-atacante

A era dos atacantes solidários, verdadeiros operários da agressividade, encontra uma bela encarnação neste paulista de Três Fronteiras, que, segundo Mauro Beting, é o “melhor ator coadjuvante do mercado”. Com 1,70m, é um dos atacantes que mais interceptam bolas no ataque, além de atuar pelos dois lados e ser perigoso em ambos e ter um bom desempenho como centroavante de bolso.

32º — Ricardinho
Meia

Preciso nos passes e econômico nos toques, o armador canhoto já tinha uma Copa do Mundo e dois Brasileirões pelo Corinthians quando entrou no mundo dos pontos corridos com a camisa são-paulina, em 2003. Mas foi no Santos de 2004 que atingiu seu melhor momento após a adoção da fórmula, regendo com o meio-campo que municiava Robinho, Deivid e, nos minutos finais, Basílio.

31º — Pedro Geromel
Zagueiro

Em 2014, o paulistano chegou a Porto Alegre cedido pelo Colônia, da Alemanha, e com um jeito de bom garoto imperdoável num zagueiro dos Pampas. Ganhou a torcida com segurança nos desarmes, impulsão e um enorme senso de cobertura. Essa máquina de botes se tornou líder do Grêmio de Renato Gaúcho e se tornou raro caso de jogador que foi à Rússia pelo que mostrou no país.

30º — Thiago Neves
Meia/atacante

Decisivo e consistente, este meia-atacante coleciona bons números. Fez 12 gols e deu 13 assistências pelo Fluminense em 2007,;fez outros 12 gols pelo Flamengo em 2011; e mais cinco gols e oito passes para gol na terceira passagem pelo tricolor, na campanha do título de 2012. Titular do Cruzeiro nas duas últimas temporadas, fez mais 14 gols.

29º — Ricardo Goulart
Atacante

Um bom Campeonato Brasileiro pelo Goiás credenciou Ricardo Goulart a integrar o Cruzeiro bicampeão brasileiro em 2013 e 2014. Se Éverton Ribeiro era o craque do time, este jogador que atuava pro trás do centroavante, dando o último passe ou surgindo na área para finalizar, teve papel primordial: foram 10 gols em 2013, e 15 em 2014.

28º — Renato Augusto
Meia

Cria do Flamengo, o carioca chegou da Alemanha ao Corinthians em 2013 com mais consciência tática — só faltava provar que não tinha pernas de vidro. Entre o segundo volante e o meia finalizador, tornou-se uma reserva de inestimável talento para o campeão de 2015. Tite jamais o esqueceu, a ponto de o levar para a Rússia mesmo jogando na China.

27º — Ronaldinho
Atacante

Depois de PSG, Barcelona e Milan, o gaúcho aportou na Série A. Seus 14 gols — três deles num inesquecível 5 a 4 na Vila Belmiro — e 7 assistências contribuíram para o quarto lugar do Flamengo. No ano seguinte, migrou para o Atlético-MG e foi vice, com 12 assistências e 10 gols. Fechou os trabalhos com um 2015 deprimente no Flu, mas a bola não se mancha.

26º — Dagoberto
Atacante

Cria do Athletico-PR, o atacante é um colecionador de títulos. Ganhou cinco vezes o torneio, quatro nos pontos corridos. Em 2007 e 2008, fez 13 gols ao todo nas duas campanhas que fecharam o tricampeonato do São Paulo. Entre 2013 e 2014, nem sempre titular absoluto, entrou em campo 47 vezes e fez seis gols no bi do Cruzeiro. Atacante de mobilidade, passou ainda por Vasco e Vitória.

25º — Léo Moura
Lateral-direito

Abriu 2003 no São Paulo e passou pelo Flu antes de marcar época no Flamengo de 2005 a 2015. A arrancada irresistível, a quebra de asa e os cruzamentos fizeram desse camisa 2 um dos artífices do título de 2009. O interlúdio no Santa Cruz em 2016 chamou a atenção de Renato Gaúcho, que o relançou com sucesso no Grêmio. Aos 40 anos, ainda perturba.

24º — Jadson
Meia

Revelado pelo Athletico-PR, Jadson se destacou nas primeiras edições do Brasileirão por pontos corridos. De volta da Ucrânia, jogou pelo São Paulo mas brilhou mesmo no Corinthians de Tite. Cérebro do time, deu 12 passes para gol no time campeão em 2015. Passou pela China e voltou em 2017 para ser outra vez campeão no time de Fábio Carille.

23º — Diego Souza
Meia/atacante

O Brasileirão testemunhou a migração de Diego Souza pelo campo: do volante formado no Fluminense ao camisa 9 artilheiro. E foi nesta posição que surpreendeu o país ao ser um dos artilheiros em 2016, com 14 gols, pelo Sport. É especialista em Brasileiros: vestiu dez camisas nos pontos corridos, destacando-se no Vasco, em 2011, e no Palmeiras, em 2009.

22º — Jô
Atacante

Ele já tinha 30 anos quando viveu seu grande momento na carreira e na história do Brasileirio. Em 2017, de volta ao Corinthians (pelo qual marcara quatro gols no título de 2005)sob enorme desconfiança, Jô não apenas foi campeão, como se tornou artilheiro com 18 gols, além de eleito melhor atacante e melhor jogador do torneio. Pelo Atlético-MG, já tivera outra participação notável em 2012, quando marcou dez gols.

21º — Washington
Atacante

O brasiliense tinha 27 anos quando sofreu um pré-infarto na Turquia e decidiu nascer de novo ao Brasil. Rebatizado Coração Valente, o artilheiro fez história em seu 1º ano nos pontos corridos: 34 gols pelo Athletico-PR — recorde jamais superado. Voltaria a ser artilheiro pelo Fluminense em 2008 (21 gols) e, no São Paulo, teria excelentes 17 gols em 2009.

20º — Dedé
Zagueiro

Revelado pelo clube homônimo de sua Volta Redonda natal, este defensor implacável se tornou ídolo do último grande Vasco da Gama do Brasileirão, aquele que voltou da Série B em 2010 e se tornou vice-campeão da A em 2011. Ali se destacava o zagueiro de presença física imperial e impulsão de basquete, autor de seis gols no certame de 2011. Transferido para o Cruzeiro por uma fortuna, foi protagonista de 31 das 38 partidas do título de 2013. Sofreu com seguidas lesões no joelho, mas, em 2018, voltou à velha forma.

19º — Edu Dracena
Zagueiro

O homem que pôs Dracena-SP no mapa do futebol brasileiro pode ensinar muito sobre a era dos pontos corridos. Vitorioso com o Cruzeiro em 2003, Edu conquistou três dos últimos quatro títulos (Corinthians, em 2015, e Palmeiras, em 2016 e 2018), exibindo porte altivo e o modelo sem firulas do zagueiro brasileiro do início do século 20. Antes, no Santos, acabou campeão em outros torneios, como a Libertadores e a Copa do Brasil.

18º — Romário
Atacante

O senador da Vila da Penha tinha 37 anos quando os pontos corridos começaram. Se não foi campeão nem pelo Fluminense (2003 e 2004) nem pelo Vasco (2005 e 2007), ao menos foi capaz de deixar 45 gols, sendo 24 deles na artilharia absoluta de 2005. Nada mal para um senhor que havia sido o melhor jogador da Copa de 1994.

17º — Paulo Baier
Meia

Ninguém se lembra do Paulo César que jogou de lateral por Atlético-MG, Botafogo, Vasco e Santos antes dos pontos corridos. Mas pergunte por Paulo Baier e estaremos falando do meia que se tornou o segundo maior orgulho de Ijuí (depois de Dunga) e ainda é o segundo maior artilheiro da atual fórmula, com 106 gols, numa carreira longe das maiores grifes nacionais. Rei da bola parada e do chute de média distância, fez a alegria de Goiás, Sport e Athletico-PR, até se despedir no Criciúma. Um dos sinônimos da era moderna da Série A.

16º — Adriano
Atacante

O maior dibre na regra que pedia mínimo de 3 torneios. A cria da Gávea chegou da Itália em 2009 pedindo a 10. Retribuiu com 19 gols, uma performance arrasadora. Fez apenas um jogo em 2010, foi para a Roma e voltou para o Corinthians em 2011. Fez só 4 partidas e um gol, que derrotou o Galo na 36ª rodada. Depois virou Didico, mas já era elegível.

15º — Miranda
Zagueiro

No São Paulo de Muricy, a excelência da defesa fazia perguntar quem era o melhor no miolo da zaga. Alex Silva? André Dias? Breno? Discreto e leve, o rapaz tímido de Paranavaí provaria com sua carreira europeia que era de fato o homem com mais recursos. Revelado no Coritiba, atuou em 73 dos 114 jogos do tricampeonato são-paulino (o equivalente a 64% da campanha) e deixou a Série A em 2010, rumo ao Atlético de Madrid.

14º — Danilo
Meia

O jornalista Alexandre Lozetti tem uma curiosa teoria: este mineiro de São Gotardo seria "o maior jogador a jamais ter vestido a seleção de seu país". Tido como lento já aos 25 anos, Zidanilo era um dos mais perigosos jogadores do São Paulo campeão de 2006, por sua visão de jogo e pela canhota brutal. No Corinthians, foi protagonista de dois títulos (2011 e 2015) e figurante na campanha vitoriosa de 2017. Nunca entrou na seleção do Brasileirão nem foi Bola de Prata. Ainda joga no Vila Nova.

13º — Robinho
Atacante

O menino de São Vicente instaurou um regime de terror nas defesas brasileiras em 2004, com 21 gols e inúmeras pedaladas que levaram o Santos de Vanderlei Luxemburgo ao título. Deixava em torcedores de outros times a sensação de que era preciso vê-lo enquanto estivesse no Brasil. Se não se tornou tão grande quanto Neymar, é outra história. Mas sempre que voltou, seja com Santos ou com Atlético-MG, provou estar muito acima da média do Nacional.

12º — Dudu
Atacante

Incensado por sua temporada de empréstimo ao Grêmio, em 2014, Dudu foi disputado, no ano seguinte, por Corinthians e São Paulo. Mas acabou se tornando a primeira demonstração do poderio deste novo Palmeiras. O goiano de 1,66m foi o cara dos títulos de 2016 e 2018 e é um raro caso de jogador da Série A que boa parte da crítica gostaria de ver testado na seleção.

11º — Neymar
Atacante

O jogador mais talentoso a disputar a Série A nesta década não chegou a levantar a taça. Mas ficou tempo o suficiente para que pudéssemos desfrutar do golaço sobre o Flamengo na Vila Belmiro — a obra-prima que levou o Puskás de 2011 — e de outras genialidades que só esse monstro poderia criar. Nascido em Mogi das Cruzes, mas com o DNA de Santos, já levanta expectativa sobre onde encerrará a carreira caso cumpra o ciclo e volte ao Brasil para ir além dos 54 gols marcados no nacional.

10º — Emerson Sheik
Atacante

Ninguém tinha a menor ideia de quem era o ponta veloz que o Flamengo trouxera do Qatar aos 31 anos. Jogou 14 partidas em 2009, nas quais fez 7 gols, mas não ficou para ver o título: ainda tinha alma mercenária. Foi campeão no ano seguinte pelo Flu em 2010 e pelo Corinthians em 2011. A partir daí, o Sheik de Nova Iguaçu nunca mais precisou de crachá.

9º — Petkovic
Meia

O "Rambo" de Majdanpek já era o Pet desde o inesquecível tri estadual de 2001, pelo Fla. Em 2004, o sérvio chegou da China para um Vasco medíocre. Nunca jogara tão bem no Brasil: fez 18 gols e livrou São Januário da primeira queda. Passou por Flu, Goiás e Galo até que, em 2009, quase sem pernas, foi fundamental no hexa do Flamengo, com o gol olímpico que lhe era peculiar. Retirou-se em 2010.

8º — Hernanes
Volante/Meia

O recifense apareceu para o mundo quando foi improvisado na lateral direita e dominou um jogo contra o Flamengo. Na verdade, tratava-se de um volante construtor: sua leitura fácil e seu explosivo chute de direita o firmaram como titular em dois dos três títulos do São Paulo. O Profeta voltou ao Morumbi em 2017, após atuar na Itália e na China, e parecia ter superpoderes em relação aos demais tamanha a facilidade com que atuava. Veremos o que fará em seu segundo retorno.

7º — Cássio
Goleiro

O terceiro goleiro deste Top 10 era um gigante de 1,96m e 20 anos quando deixou o Grêmio rumo à Holanda.No Corinthians, ganhou a vaga em 2012 e nunca mais saiu, a não ser por lesões. Reflexos ágeis, milagres e seriedade fizeram deste veranense um herói nos títulos de 2015 e 2017. Aos 31 anos, passa a sensação de que está só começando.

6º — Conca
Meia

O argentino de 1,67m foi o principal nome do Fluminense em 2010. Disputou todas as 38 partidas da competição — uma façanha que nem goleiros conseguem hoje em dia — e ainda terminou como artilheiro da equipe, com 9 gols e 18 assistências. Canhoto, ficou conhecido por sua habilidade na construção das jogadas e pelos dribles desconcertantes.

5º — Fábio
Goleiro

Matogrossense de Nobres, o goleiro revelado pelo Athletico-PR entrou na era dos pontos corridos pelo Vasco e logo em 2005 tornou-se sinônimo cruzeirense, presente em todas as edições da fórmula atual. Foi bicampeão em 2013/14 e, aos 38 anos, continua a mostrar elasticidade, segurança e fé evangélica nas entrevistas. A dúvida permanece: por que não jogou tanto pela seleção?

4º — Éverton Ribeiro
Meia

Discreto no Corinthians, demorou a desabrochar como lateral. Já como meia, chamou a atenção no Coritiba, mas foi no Cruzeiro de 2013/14 que o paulista de Arujá mostrou um futebol de designer, com direito a inesquecível lençol-com-golaço numa vitória pela Copa do Brasil sobre o Flamengo, clube que o resgataria de Dubai em 2017. Aos 30 anos, é sério candidato a melhor do país.

3º — Alex
Meia

O curitibano precisou de muito menos jogos nos pontos corridos para chegar ao pódio. Crucial no Cruzeiro de 2003, saiu no meio de 2004 e só voltaria para encerrar a carreira no Coritiba do coração. “Acho que fui lembrado porque o Cruzeiro do Luxemburgo jogava um futebol que encantava. Ninguém mais joga daquele jeito”, disse ao GLOBO.

2º — Fred
Atacante

Centroavante como não se fabrica mais, o mineiro de Teófilo Otoni chega a 2019 com 35 anos e o cartaz de maior artilheiro dos pontos corridos, com 142 gols — foi máximo goleador em 2012, 2014 e 2016. Quando se aposentar, será lembrado como o maior ídolo da história do Flu, onde ganhou em 2010 e 2012. No Cruzeiro, empilhará recordes, caso o corpo lhe permita.

1º — Rogério Ceni
Goleiro

Há quatro anos, o paranaense Rogério Ceni, encerrava uma carreira repleta de recordes que mudou o jeito de ver os goleiros no Brasil. Tricampeão nacional e constantemente na parte de cima da tabela — sempre com o São Paulo —, marcou 131 gols, 58 deles na Série A dos pontos corridos, da qual ainda é o 23º artilheiro. Sua semana foi agitada. Campeão cearense com o Fortaleza, aos 46 anos, no último domingo, foi sondado por Atlético-MG e Vasco para o Brasileirão. Preferiu ficar.

https://oglobo.globo.com/esportes/os-50 ... 1-23623791

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Professor Ludovico
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Professor Ludovico » 26 Abr 2019 19:22

Tem 8 que já jogou no Palmeiras e 1 que ainda joga.
Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, com que se sintam humildes.
Leonardo da Vinci

Mateus Frota
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Mateus Frota » 26 Abr 2019 20:00

Mds

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SKYWALKER
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por SKYWALKER » 26 Abr 2019 20:15

Professor Ludovico escreveu:
26 Abr 2019 19:22
Tem 8 que já jogou no Palmeiras e 1 que ainda joga.
PôBacana.jpg
Sou lambari, ex grande. Por sorte tivemos Pelé, agora estamos no fluxo de time do interior, ser pequeno. Adoramos ser sodomizados pelo urubu

LeoMatosJJ
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por LeoMatosJJ » 26 Abr 2019 23:33

Craque Neto não votou. Eleição manchada

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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Professor Ludovico » 26 Abr 2019 23:46

SKYWALKER escreveu:
26 Abr 2019 20:15
PôBacana.jpg
Pô legal pacas.
Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, com que se sintam humildes.
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Fedor
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Fedor » 26 Abr 2019 23:53

Sem contar Everton Ribeiro tem 12 que passaram pelo Timão
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Professor Ludovico » 27 Abr 2019 10:54

Fedor escreveu:
26 Abr 2019 23:53
Sem contar Everton Ribeiro tem 12 que passaram pelo Timão
E porque não contou?
Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, com que se sintam humildes.
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Fedor
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Re: Os 50 maiores jogadores do Brasileirão de pontos corridos

Mensagem por Fedor » 27 Abr 2019 13:14

Professor Ludovico escreveu:
27 Abr 2019 10:54
E porque não contou?
Nossa, ele jogou tão pouco por aqui que nem vale. Foi parecido com o Deco
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